Arthur Antunes Coimbra foi um dos maiores jogadores da história do futebol mundial. Mais conhecido como Zico, ele fez história no Flamengo, na Seleção Brasileira e em clubes do exterior.

Seu talento permitiu que se tornasse não só um ídolo dos rubro-negros, mas de torcedores de todos os clubes do país. Hoje, aos 67 anos, o Galinho, como também era chamado, permanece no futebol, agora atuando fora de campo, como diretor técnico do Kashima Antlers, após um período como técnico em clubes e seleções do exterior.

E nesta terça-feira (14), Zico concedeu entrevista exclusiva à Equipe dos Galáticos. Ao vivo, na Itapoan FM, o ex-jogador relembrou a carreira, comentou sua relação com a Bahia e analisou o futebol atual.

Confira o bate-papo abaixo:

Você tem noção de como é querido e idolatrado na Bahia?

Engraçado que fui mais à Bahia quando ainda não era ídolo do Flamengo. Depois, fui poucas vezes. Tenho noção pelo carinho que a gente recebe através das redes sociais. As poucas vezes que fui aí depois de ter parado de jogar, percebi esse carinho das pessoas. É sinal de que valeu a pena tudo que fiz na minha carreira.

Você foi um dos grandes cobradores de falta da história. O que sente, hoje, ao ver poucos gols de falta no nosso futebol?

Nasci com um dom, mas treinei muito, depois que cheguei na categoria profissional. Sou muito grato a um ex-goleiro do Flamengo, que jogou no Bahia, o Renato. Quando eu subi, ele viu que eu tinha dom para bater falta. Ele me chamou para treinar com ele. Quando acabava o treino, treinava com ele. Assim comecei e ele foi muito importante. Foi quem me deu a maior força. Quando me tornei titular, comecei a treinar, pelo menos, 70 a 100 faltas duas vezes por semana. Fui me aprimorando e quando chegava a hora do jogo era como se eu estivesse em treinamento. Hoje, falta muito isso. É tanto preparador, tanto auxiliar…o cara diz que quando acaba o treino é melhor não se cansar. Hoje falta treinamento para que os gols de falta aconteçam.

Sua saída do Flamengo, em 1983, para a Udinese-FLA, foi muito sentida pela torcida. Hoje, o que você pode falar sobre aquela negociação?

A gente primeiro tem que pensar que naquela época existia a lei do passe. Hoje, você escolhe para onde quer ir, seis meses antes de terminar o contrato pode fazer um pré-contrato com outro clube. Naquela época, ainda não existia isso. Se o clube dissesse não, era não. Naquela época, para ter passe livre, eu precisaria ter 10 anos de clube e 32 anos de idade. Se eu renovasse, completaria dez anos de clube e dois anos depois faria 32 anos de idade. O presidente, Dunshee de Abrantes, muito vivo, viu que era a hora de ganhar algo comigo. Eu não queria sair, tentei ficar, mas ele quis a negociação, não tive muito o que fazer.

Não ter sido presidente nem técnico do Flamengo foi uma opção pessoal?

Foi escolha total minha não ser presidente nem técnico. Ainda tive uma passagem por lá, em 2010 (como diretor), que foi traumatizante, pois envolveu família. Foi bom passar aqueles quatro meses lá para ter a certeza que não tenho como ocupar qualquer cargo no Flamengo. Só posso ajudar do lado de fora.

E sobre a Seleção Brasileira, qual análise você faz da geração de 1982, da qual fez parte com nomes como Toninho Cerezo, Falcão, Sócrates, Roberto Dinamite e Júnior?

Foi uma geração maravilhosa, que apresentou o verdadeiro futebol brasileiro. Independente de ter ganho ou não a Copa, ficou marcado na história. Guardadas as devidas proporções do que era jogado no futebol daquela época para o que é jogado hoje, a qualidade dos jogadores era indiscutível. Era um futebol já tático, que trazia muitas emoções.

Os craques daquela equipe teriam condição de jogar em alto nível no futebol de hoje?

Teriam, com muita facilidade. Na nossa época, quando chovia, o uniforme pesava três, quatro quilos, as chuteiras precisavam ser amaciadas, as bolas não eram como as de agora, os campos não eram bons como os de agora, os clubes não tinha estrutura de primeiro mundo, como os de agora. Então, temos que ver por esse lado também. Imagina aquele pessoal, com aquela inteligência, aquele futebol, com tudo que tem hoje no futebol. Seria brincadeira. A geração de hoje, também com a qualidade deles, poderia se adptar àquela época, mas não iria ter toda essa estrutura que tem hoje.

E o Flamengo campeão da Libertadores e Mundial em 1981, é possível fazer comparação ao time de Gabigol, Bruno Henrique e Cia?

As diferenças são muitas, principalmente na estrutura de trabalho. Naquela época, o clube tinha uma estrutura ruim, atrasava salário. Fomos campeões treinando em campo society, pois deu uma praga no campo do Flamengo. Segundo, o Flamengo não gastou nada com a gente, pois a maioria era da base. Esse time de agora foi investido. O Flamengo gastou uma fortuna, muito bem gasta, para montar esse time. São jogadores espetaculares. Agora, uma coisa os dois times tiveram em comum, uma vontade enorme de ganhar os jogos, uma disposição muito grande em campo. Se faz o segundo gol, quer buscar o terceiro, o quarto. Mas, as diferenças são muitas.

E sobre sua carreira de técnico, nunca teve o sonho de ser treinador da Seleção Brasileira?

Eu paguei pela língua, pois em nenhum momento pensei em ser treinador de futebol. Depois, optei por ser treinador de futebol no exterior. Eu não dirijo nenhum clube do futebol brasileiro e nem nunca dirigi, então acho que não posso ser treinador da Seleção Brasileira. Isso nunca me passou pela cabeça. Hoje estou diretor técnico do Kashima e também não passa pela minha cabeça voltar a ser treinador de futebol.

Porque você acha que os técnicos brasileiros, hoje, não têm oportunidades nos grandes clubes do futebol europeu?

Primeiro, enquanto o Brasil não voltar a ter uma conquista mundial, isso vai ter uma interferência muito grande. Quem ganha, entra na  moda. Mas, o que mais a gente sente é uma falta de brasileiros não na Europa, pois nunca houve tanto. O que me preocupa é que o mercado árabe, africano, onde o brasileiro sempre teve muito espaço, esses espaços foram perdidos. Mas, quando o Brasil ganhava muito, o mercado brasileiro era muito solicitado. O Brasil precisa ganhar de novo uma Copa.

E sobre o futebol atual, acredita que teremos mudanças após a pandemia do coronavírus?

Não acredito. As coisas, como estavam funcionando, em relação a isso, estavam funcionando bem. Nada disso que aconteceu foi proposital. Agora, todos estão tentando dar sua contribuição para que tudo termine o mais rápido possível. Acho que o esporte, o futebol, pode continuar da mesma forma.

Por fim, você como maior ídolo da história do Flamengo, qual análise faz de Gabigol, atleta mais querido desse atual elenco?

Relação ótima. Até coloquei um canal no YouTube, o Zico10, e logo que ele chegou foi fazer entrevista comigo. Passou a mão na minha perna e disse que era para pegar um pouquinho de gol (risos). Mas, gol ele sabe fazer. É um jovem muito bem centrado, muito equilibrado. Passei a ter uma outra impressão dele, com relação ao que a gente via de longe. Ele está comprovando ser um dos grandes ídolos da história do clube. Tem que entender que a responsabilidade cada vez mais aumenta, as pessoas esperam muito dele, então tem que estar preparado para corresponder.


O orçamento do Grêmio para 2020 prevê o faturamento de R$ 88 milhões em vendas de jogadores. Diante de um cenário de crise, como o atual, no qual as receitas são praticamente nulas, o valor deverá ser revisto. No entanto, o clube monitora, por exemplo, a situação de Juninho Capixaba, lateral-esquerdo emprestado ao Bahia.

Dono de 60% dos direitos econômicos do atleta (o restante é dividido entre Corinthians – 10% – e o próprio Tricolor baiano – 30%), o time gaúcho sabe que o atleta se encontra na mira do Porto, de Portugal. E, obviamente, como destaca o Uol Esporte, uma eventual transferência envolveria bem menos dinheiro do que com nomes mais consagrados do atual plantel e ajudaria, no mínimo, a amenizar as dificuldades causadas pela pandemia de coronavírus, que paralisou por completo o calendário do futebol.

A projeção aponta para para uma venda na casa dos 7 milhões de euros, o equivalente a quase R$ 40 milhões na cotação atual. Se confirmando isso, o Grêmio arrecadaria R$ 23,8 milhões e o Bahia o montante de 11.9 milhões. O Corinthians, por sua vez, arremataria 3,9 mi.


No dia 13 de março, Al-Hazm e Al-Faisaly empataram por 2 a 2 no encerramento da 22ª rodada da primeira divisão da Arábia Saudita. Eram seis brasileiros em campo, além dos técnicos André Gaspar e Péricles Chamusca. A princípio, era mais uma partida como as outras, mas foi a última do Campeonato Saudita em mais de um mês.

Dois dias mais tarde, os aeroportos fecharam para conter o avanço do coronavírus no país. Os jogadores foram pegos de surpresa e tentam agora retornar para casa. São 29 atletas do Brasil na primeira divisão local, além de três comissões técnicas.

Os números da Organização Mundial da Saúde apontam que o país tem 4.462 casos confirmados e 59 mortes por coronavírus. No entanto, 150 pessoas da família real saudita contraíram a Covid-19.

O zagueiro Igor Rossi, capitão do Al-Faisaly, é um dos atletas que querem regressar ao Brasil. Ele disse que os clubes liberaram os atletas estrangeiros para voltar aos países de origem na última semana, e cobrou uma resposta da embaixada sobre o assunto.

– A embaixada responde a mesma coisa, que eles estão em contato com companhias aéreas, cotando voos, mas não tem prazo ainda. Já está alguns dias nessa mesma situação. O problema é que não temos uma data. Se nos falassem que tal dia vamos poder retornar, a gente se programa, até mentalmente.

No entanto, não são todos os atletas que pensam em retornar de imediato. Luisinho, meia do Al-Wehda, elogiou as medidas impostas pelas autoridades sauditas e se mostrou preocupado com a evolução da Covid-19 no Brasil.

– Eu ainda não tentei voltar, até porque o Brasil se encontra em um momento complicado e aí não seria viável minha ida agora.


A NBA sofreu uma enorme perda nesta segunda-feira. Jacqueline Towns, mãe do pivô do Minnesota Timberwolves Karl-Anthony Towns, não resistiu ao tratamento e acabou morrendo por conta do coronavírus nos Estados Unidos.

O triste acontecimento foi oficializado pela equipe na tarde desta segunda-feira. Através de um comunicado oficial, a franquia enfatiza que Jacqueline lutava contra o COVID-19 em coma induzido há mais de um mês, mas acabou não resistindo e falecendo.

Além de Jacqueline, Karl Sr. Towns, pai do atleta, também foi diagnosticado com a doença, mas acabou conseguindo vencê-la e está livre do vírus. A família se mostrou devastada com a notícia e pediu privacidade.

Aos 24 anos de idade, Karl-Anthony Towns é um dos principais pivôs da NBA e vive a sua melhor temporada em números, atingindo uma média por jogo de 26.5 pontos, 10.8 rebotes e 4.4 assistências.


O Brasil perdeu um de seus mestres da música. O cantor e compositor Moraes Moreira foi encontrado morto nesta segunda-feira, em sua casa, no Rio de Janeiro. Aos 72 anos, ele morava na Gávea, Rio de Janeiro, e o corpo foi achado por uma assistente domiciliar. A assessoria de imprensa do artista informou que ele morreu por volta das 6h depois de sofrer um infarto agudo do miocárdio. Apaixonado pelo Flamengo, o rubro-negro ilustre escreveu músicas que participaram das vitórias do clube carioca.

Antônio Carlos Moreira Pires adotou o nome de Moraes Moreira, iniciou sua trajetória nos Novos Baianos, ao lado de Pepeu Gomes, Baby Consuelo, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão. Autor de canções como “Preta Pretinha”, “Besta É Tu” e “Acabou Chorare” (que deu nome a um LP do grupo) e de “Sorrir e Cantar Como a Bahia”, posteriormente engrenou sua carreira solo com sucesso.

Entre as canções mais emblemáticas de sua autoria estão “Davilicença”, “Eu Também Quero Beijar”, “Bloco do Prazer”, “Sintonia”, “Santa Fé”, “É Ferro Na Boneca”, “Dé Um Rolê”, “Pombo-Correio” e “Festa do Interior”. O adeus de Moraes Moreira deixou muitos torcedores e amantes da música bastante emotivos. Entre agradecimentos e mensagens de carinho aos familiares do cantor, o nome dele foi lembrado no Twitter.

O Flamengo deixou sua solidariedade, em mensagem na qual postou a capa do LP “Pintando o Oito”, na qual o cantor vestiu o Manto Sagrado.


Após passar 32 dias preso na Agrupación Especializada de la Polícia Nacional, no Paraguai, Ronaldinho está, desde a última terça-feira, cumprindo prisão domiciliar em um luxuoso hotel em Assunção. Entretanto, segundo o jornal paraguaio ABC, o confinamento do pentacampeão aumentou em relação ao presídio.

Isto ocorre porque o Hotel Palmaroga, que está com número reduzido de funcionários e só está recebendo quatro hóspedes, que são justamente o ex-jogador, seu irmão, um advogado e um assistente, está impondo restrições devido a pandemia do coronavírus.

Todos foram recomendados a ficarem ao máximo em suas suítes e se utilizarem a academia, a piscina ou outras comodidades, devem informar os funcionários para que haja a higienização. Além disso, por ordem judicial, um policial fica 24 horas na porta dos quartos dos irmãos, que não podem receber visitas devido a recomendação do governo de evitar aglomerações.

Ronaldinho e Assis foram detidos no dia 6 de abril, após serem flagrados portando identidades falsas. Ambos viajaram ao Paraguai para participação em eventos promovidos pela empresária Dalia López, que ainda é uma fugitiva da justiça.


Lucas Ribeiro teve uma a ascensão meteórica no Vitória. De desconhecido de parte da torcida, mas destaque do time Sub-23, o zagueiro, à época com 20 anos, virou titular do profissional em poucos meses, em 2018.

A oportunidade, dada pelo então técnico Paulo César Carpegiani, foi bem aproveitada pelo garoto do Candeal, em Salvador. O defensor se tornou titular absoluto, chegou à Seleção Brasileira Sub-20 e foi vendido, no início de 2019, ao Hoffenheim, da Alemanha.

Nesta quarta-feira (8), o jogador concedeu entrevista ao repórter Anderson Matos e comentou o início no futebol. “No começo eu treinava no Candeal, onde moro, e no Cefab, na escolinha do professor Paulinho. Era difícil, pois eu era pequeno, meu pai não tinha confiança de me deixar sair só, pegar ônibus só. Professor Paulinho ligava para ele e pedia que deixasse eu ir. Teve um dia que teve um amistoso contra o Vitória. O pessoal do Vitória gostou de mim e mandou me apresentar segunda-feira. Fiquei um tempo em observação na base e fui aprovado. Com 16 ou 17 anos eu assinei meu primeiro contrato profissional”.

Já sobre o acerto com o Hoffenheim-ALE e o início na Alemanha, o defensor admitiu surpresa e dificuldades na adaptação, mas se disse feliz e otimista. “Quando fiquei sabendo que ia para o Hoffenheim, eu estava na Seleção, no Chile, no Sul-Americano. Meus empresários já estavam conversando com o pessoal da Alemanha. Chegando da Seleção, passei três dias em casa e já tive que ir para a Alemanha. Quando cheguei foi muito difícil. Não sabia falar a língua, clima muito frio, alimentação diferente, fuso horário, futebol mais dinâmico. Mas, graças a Deus estou me adaptando bem e as coisas estão dando certo. Estou muito feliz, vivendo outra cultura. Muito feliz por essa oportunidade em minha vida”.