BAHIA ACIONA STJD POR ESCALAÇÃO DE VICTOR RAMOS NA COPA DO BRASIL

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O Bahia acionou, nesta quarta-feira (20), o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por conta da escalação do zagueiro Victor Ramos na partida do Vitória contra o Náutico-RR, pela partida de ida da primeira fase da Copa do Brasil. A alegação do clube é de que o jogador, que tem contrato com o Monterrey, veio ao Vitória em uma transferência internacional. O rubro-negro, por sua vez, alega que a transferência é nacional, já que o clube mexicano não pediu o seu retorno em 2015, quando defendeu o Palmeiras. A informação é do site globoesporte.com.
Caso a tese da transferência internacional prevaleça, o contrato do atleta pode ser nulo, já que o Vitória não tomou as providências em relação ao TMS (Sistema de transferências internacionais da Fifa). Entrevistado pelo site globoesporte.com, o gerente jurídico do Bahia, Victor Ferraz, a notícia da infração é baseada na mesmo oferecida pelo Flamengo de Guanambi (clique e entenda).
“A notícia de infração é pelo mesmo motivo que vem sendo amplamente debatido. É mais um desdobramento em relação a Victor Ramos. Partimos da mesma conduta que tivemos no Campeonato Baiano e achamos necessário acionar o STJD. O TJD da Bahia se esquivou de fazer a denúncia, e o STJD não podia opinar em uma competição estadual. Agora, se tratando de uma competição nacional, a responsabilidade de julgar é do STJD”, afirmou.

Entenda o caso:
No dia 26 de março, Victor Ramos atuou contra o Flamengo de Guanambi, pelas quartas de final do Campeonato Baiano. Para o clube do interior, o jogador atuou de forma irregular pelo seguinte motivo: o parágrafo terceiro do artigo 20 do regulamento do certame estadual diz que, em caso transferências internacionais, o atleta precisa ter o nome publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até o dia 16 de março. O zagueiro, que pertence ao Monterrey, foi regularizado dois dias depois. O Vitória, que conta com o aval da CBF, garante que a transferência foi nacional, já que o ITC (Certificado de Transferência Internacional) não saiu do Brasil, após o término do empréstimo do defensor com o Palmeiras no fim do ano passado. O TJD-BA arquivou a denúncia.

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