Será?

Não há nada mais agradável do que sonhar com um futuro prazeroso, que nos traga alegria só de imaginar… Por isso resolvo escrever novamente nesse espaço para dividir esse meu desejo de ver nossa cidade e região no calendário nacional do ciclismo, ou como referência na área!

E se você acha que sou apenas um sonhador, acompanhe meu raciocínio e observe que embora distante ele pode ser alcançado. Apesar de nossa falta de união, comum á todos os movimentos coletivos, o movimento pela bicicleta está se tornando importante. Recentemente fomos convidados para o desfile do sete de setembro na cidade, o que demonstra algum prestígio, não acham?

E tem mais ainda. Além muitos ciclistas, diferentes modalidades praticadas – estrada e montain bike – temos grupos organizados, horários fixos para pedalar, fins de semana com várias opções de passeio entre outros.

Valença tem seu 6º passeio ciclístico (cicloturismo), que está na sua sexta edição, com presença no último ano de mais de 2.000 bicicletas, e participantes vindo de diferentes locais da Bahia. E esse ano tem mais, veja na imagem:

Além disso a cidade foi contemplada com o programa bike anjo de incentivo ao uso da bicicleta como transporte e esporte e tem potencial para auxiliar na difusão da bike como estratégia de mobilidade urbana e transformação social.

E espere não acabou ainda, para os fãs de esporte competitivo ainda tivemos esse ano o desafio MTB baixo sul, a primeira competição de MTB XCM – competição de montain bike maratona – que contou com a participação de vários ciclistas da região, premiação e muito envolvimento dos entusiastas do esporte.

Assim o que parecia um sonho, embora distante, talvez estejamos no caminho… Tem gente organizando outras competições (XCO) e ainda acredito na construção de uma pista para fomento ao ciclismo na terra, aqui também!

Não custa sonhar!!

Tarcísio Botelho é ciclista karniça e Bike Anjo

https://www.facebook.com/bikeanjovalenca/


O Bike Anjo estará no 6° Cicloturismo de Valença. 🤝🏼
Voluntários estarão ensinando aqueles que ainda não saibam andar de bicicleta, e mostrando a importância do ciclismo na vida de todos. 🚴‍♀️🚴‍♂️
*Release para apresentação:*
• Venha conhecer um projeto que vai mudar seu jeito de ver a bicicleta!
• Venha imaginar bicicleta é transformação social!
• Conhece alguém que quer aprender a pedalar, venha que nós ensinamos!
Então convide aquele amigo, parente, conhecido que ainda não sabe pedalar para conhecer esse lindo projeto. 👏🏼
O Valença Bike é Show!!!


Contratempos acontecem…

Contratempos, condições climáticas e questões pessoais, dentre outros motivos, levam o atleta a diminuir a atividade ciclística. Mas isto não desista e nem fique muito tempo sem se exercitar!! Estou passando por esta situação e decidi compartilhar… Pouco tempo, às vezes uma atividade por semana ou quinzena, perda de rendimento e cansaço! Estou propondo que você aceite a situação sem, no entanto, abandonar o barco.

É preciso considerar que os praticantes de esporte outdoor (ao ar livre) terão dificuldades extras devido às intempéries, mas que não são limitantes: não esqueçam que temos os rolos de treinamento, facilitando você continuar pedalando dentro de casa.

Ciclista não de açúcar então menos justificativas e mais pedal e como diz o nosso querido Brou Bruto: “sem fingimento!” Tá cansado, com frio mas não se pode acomodar. É tão importante considerar isso que recentemente acompanhei o depoimento de um mobilizador do MTB que relatou o abandono repentino de ciclistas – que competiam e pedalavam muito e há muito tempo. Ou seja, temos dois perfis: os esquecem do lado pessoal por excessivo foco no esporte, e os que esquecem o esporte por tirar o foco dele completamente!

Por isso, é essencial lembrar de algo superimportante: temperança! É preciso dosar todas as atividades e demandas da vida cotidiana, sem abandonar o cuidado com a saúde, ou então mergulhar no esporte e competições e esquecer a vida pessoal. Temperança é achar o equilíbrio, a moderação entre os compromissos pessoais, profissionais e esportivos.

Mês anterior pedalei 240 km e esse mês apenas 40 km. No pedal agora pareço uma lesma com câimbra: aumentaram os tempos nos trechos, diminuiu a disposição e senti a regressão no desempenho. Apesar disso não se pode desistir. Mesmo que seja uma vez por semana está decretado: não pare!

Voltar depois de muito tempo é pior ou tentar negar que a vida de esportista era boa não adianta, só tapa o sol com a peneira. Vamos lá, sem fingimento, devagar e sempre!!

Tarcísio Botelho é ciclista karniça e Bike Anjo

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Doping no Ciclismo

Há algumas semanas atrás consegui o meu primeiro recorde de percurso, no ciclismo de montanha (king of mountain (KOM)). Foi divertido, teve resenha, mas sem deslumbre, afinal isso não é o foco do pedal! Todo ciclista karniça* sabe que nossa prioridade é cooperar em vez de competir e ampliar o espaço do ciclismo na sociedade.

Mas a competição pode levar a falta de ética, levando os oponentes a usar de má-fé contra o outro ou para se dar bem. E de competitividade à competição a passagem poder ser rápida, basta lembrar troca de farpas entre Henrique Avancini e Nino Shutter, no início da temporada 2019. Mas o pior da competição foi apresentado no ano passado pelo colunista de ciclismo Cristian Drumond (Segredos do Montain Bike, SMB) ao coletar informação de que ciclistas estão usando substâncias químicas proibidas para conseguir recordes de percurso (KOM).

Comecei a ficar atento ao noticiário sobre o tema, pois é cada vez mais frequente os casos no esporte e principalmente no ciclismo. Basta lembrarmos que um dos maiores escândalos de dopping aconteceu justamente em nosso esporte, o caso Lance Armstrong – famoso por ganhar sete vezes a Volta da França – e teve inclusive devolução de medalha olímpica por seu companheiro de equipe. Nesse caso, os depoimentos apontam que toda a equipe dos correios dos EUA usavam substâncias proibidas e que isso é corriqueiro no ciclismo.

Essas histórias são uma grande decepção, por isso quis pesquisar e ouvir depoimentos dos atletas. Eles desvelam o cotidiano do atleta de elite que, pressionado por resultados, e num contexto de pouca fiscalização terminam usando substâncias químicas proibidas. A pesquisa mostrou que esta questão não fica apenas entre as equipes internacionais e as grandes provas do ciclismo de estrada, está no Brasil, no MTB e alguns jornalistas esportivos acusam a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) de fazer vistas grossas para o problema. Inclusive já tivemos um caso de ciclistas que quase foi a óbito por conta do uso destas substância. (falaremos disso depois…)

No início deste mês a União Ciclista Internacional (UCI) ameaçou suspender o Brasil por conta dos vários casos de dopping no ciclismo de estrada nacional. Na etapa no brasileiro master de ciclismo de estrada, que aconteceu no dia 28 de Julho, em razão da presença de fiscalização antidoping, o segundo e quarto lugar da competição não apareceram no pódio, fugindo de uma possível coleta.

Os tempos são sombrios para o ciclismo, principalmente o de estrada que paga as melhores premiações. Ao se persistir essa lógica de uso cotidiano de substâncias proibidas, caríssimas inclusive, a deslealdade tende a prevalecer entre os concorrentes. E o pior ainda foi alertado pelo Vlog Pra quem Pedala que faz uma crítica ao uso indiscriminado destas substâncias, inclusive entre os atletas amadores. Qual o sentido de um amador, que não vive do esporte, se dopar? Ficou tão banal o uso de esteroides, testosterona, transfusão de sangue e outros que dá para acreditar em gente usando no cotidiano, para superar os colegas no treino!

Mais cooperação, menos competição… Mais honestidade também no esporte, por favor!

Tarcísio Botelho é ciclista karniça e Bike Anjo

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Tá sem grana? Bora trocar de bike…

Bicicleta anda tão cara que é possível hoje trocar um carro zero por uma bike… Usada! Mas nossa sociedade é assim: nós conseguimos oferecer bens e serviços para todos os tipos de gostos, e bolsos.

Mas a primeira constatação, em meio ao disparate de opções e preços de bicicletas, é o fato de que não precisamos de uma bicicleta caríssima – já dissemos anteriormente isso – mas agora endossado pelo pessoal do canal “Segredos Montain Bike” que com uma bike de sete mil é possível participar de qualquer competição no país. Parece caro, mas essa informação reduz muito sua ansiedade aos preços de mais de dez mil!!

Mas se, a revelia desta informação, queres uma bicicleta mais cara e não tem grana a vista ou pra fazer o famoso 10x ou 12x, ainda tem alternativa… Consórcio de Bicicleta!

Rapaz, vivi para ver isso!!

Embora nossas pesquisas mostrem que existiam opções anteriormente, escrevemos hoje por conta do lançamento do consórcio Soul Cycles (imagem) – montadora nacional que oferece o consórcio direto da fábrica em até 36 vezes para alguns modelos de sua linha de produção.

Como visto no exemplo o crédito inicial é de quinze mil, mas se pensa em algo mais barato tem a opção do Banco do Brasil em que o consórcio de Mountain é de cinco mil e quinhentos reais e se for uma bike elétrica pode ser de apenas três mil e quinhentos reais, melhorando assim o leque de opções para os ciclistas.

Existem outras operadoras de consórcio e também as possibilidade de usar a carta de crédito para o fim que desejar, mas vale sempre lembrar que, embora não tenham juros, exitem taxas administrativas, seguro e outras tornando o valor do investimento maior do que a carta de crédito ao final do processo!

Abraços!

Tarcísio Botelho é ciclista karniça e Bike Anjo

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GRAVEL Bikes

Meu amigo Reinaldo Varjão me disse que prefere pedalar no asfalto, mas ele tem uma bicicleta de MTB, para terra e trechos sem asfalto. Vivemos em meio a trechos de estrada de terra então uma bike apenas para o asfalto é um limitante. É verdade que se pode rodar com uma bicicleta para estrada de terra (MTB), mas o rendimento é menor, os pneus são largos e com cravos – gastam mais rápidos e agarram mais – a geometria do quadro esta voltada para outro fim e, enfim, se você não tem duas bikes em algum dos terrenos você terá perda de rendimento.

Quando era criança meu sonho era uma Caloi 10, na época a única bicicleta com marcha, para pedalar nas subidas em vez de empurrar! Mas hoje se pudesse ter uma bicicleta no estilo da velha Caloi 10 – uma bike de estrada ou Road Bike – eu preferiria uma bicicleta híbrida que juntasse os dois mundos: a terra e o asfalto!!

E seria possível conseguir isso? Agora isto é possível com uma Gravel Bike: uma bicicleta que roda bem no asfalto e encara um fora de estrada com boa eficiência.

Olhando a imagem, realmente parece uma Road Bike, mas não se engane: seu propósito é pedalar na terra com bom rendimento. Gravel vem do inglês cascalho, ou seja, ela foi pensada para andar fora do asfalto, por isso, embora pareça um Speed, ela tem a geometria do quadro diferente, visando o conforto, pneus largos e com cravos para o fora de Estrada.

As pesquisas, vídeos e depoimentos nos mostraram que ela é mais rápida que as MTB, tanto no asfalto quanto nos estradões de terra de chão batido. Mas como toda híbrida não vai ser boa em tudo em todos os terrenos: as road bikes são mais leves e mais rápidas, e somente as MTB chegarão em single tracks fechados.Mas é bem divertida, roda em diferentes terrenos e uma ótima opção para quem roda muito em asfalto e estradão!

E veio para ficar, pois já temos dois modelos nacionais, tivemos recentemente a primeira competição nacional, e movimento cresce rapidamente… Prepare-se a bike Divergente!!

Tarcísio Botelho é ciclista karniça e Bike Anjo

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Andrea Prieto, uma jovem colombiana de 23 anos, fez uma viagem de dois meses de seu país até o Brasil para assistir à Copa América ao vivo, no estádio.

Andrea é confeiteira, e saiu de Bogotá, Colômbia, pedalando no dia 7 de abril, com destino a São Paulo.

Segundo o site A Cidade On, que reportou a passagem de Andrea por Ribeirão Preto (SP), ela entrou no Brasil pelo Amazonas, e encarou carona e viagens de barco durante sua peregrinação no pedal.

“É a primeira vez que eu saio da Colômbia”, ela disse ao site. “Passei nove dias tomando barco pela Amazônia e depois peguei uma carona até Brasília”, relatou.

Na bagagem, Andrea traz comida, roupas, medicamentos, uma barraca, algumas pulseira para vender e um par de ingressos para assistir a seleção de futebol de seu país.

A Colômbia faz sua estreia na Copa América no domingo (16 de junho), contra Argentina, na Arena Fonte Nova (BA). E depois ainda pega o Qatar no Morumbi (SP) e o Paraguai também na Bahia. Andrea vai estar presente nesses dois últimos jogos – já está com os ingressos comprados e tudo.

Ela acredita que as estrelas de seu time, o meia James Rodriguez e o atacante Radamel Falcao podem comandar uma excelente campanha da Colômbia nesta Copa América — e quem sabe trazer o bicampeonato neste evento.

Foi um longo caminho até o Brasil. Andrea nunca tinha saído de seu país antes disso e, no caminho, a colombiana chegou a se desesperar ao se sentir sozinha e desolada no meio da estrada. Mas logo teve ajuda e, no final, a viagem foi um sucesso.

Fonte: Bicycling