Por uma cultura de paz nas escolas

Não há como ficar insensível em razão de mais um atentato em nosso país, em que atiradores mataram oito pessoas e se mataram dentro de uma escola. Ainda perplexo com o que alguns estão nomeando de massacre, fico pensando em alternativas para evitar um novo evento deste tipo, pois aconteceram muitos no mundo e agora no Brasil.

Bom, exitem várias razões para o ocorrido e não serão soluções simplistas como distribuir armas aos professores ou eliminar os jogos de video game violentos que resolverão a questão. Mas a união de diferentes ações, principalmente na escola, podem ajudar a prevenir outras tragédias como essa!

Poderíamos pensar em mais bicicletas em vez de armas, com gente mais feliz e melhor acolhida na escola. Sem dúvida ajudaria! Nesse sentido, o projeto bike na escola um dos programas do bike anjo e leva a cultura da bicicleta para dentro dos muros da escola. Ensinando jovens e crianças a se divertir com a bike, melhorar a saúde e usá-la no transporte ou como esporte.

Será infinitamente melhor entrar na escola pedalando do que atirando! Um processo lúdico de cuidar de si mesmo e do planeta. Motivar alunos e funcionários a cultivar um cultura de paz pode perpassar por esse movimento, com simplicidade e reflexão sobre o que realmente importa na vida: isso é transformação social.

A bicicleta na escola pode ajudar na redução do sedentarismo: reduzindo o tempo dos alunos na vida virtual, em jogos violentos, e pedalar para encontrar divertimento em atividades reais.

Podemos ainda mitigar os problemas de obesidade infantil: ao fazer uma atividade física constante, isso reduz a quantidade de gordura corporal e o risco diabetes infantil.

O esporte ciclismo é uma ferramenta que integra o praticante em grupos e favorece o desenvolvimento dos valores sociais como solidariedade, respeito, tolerância, além do desenvolvimento de um espírito de superação e confiança. Esses dois últimos essenciais para se aprender a lidar com o bullyng, por exemplo.

E, por experiência própria, posso dizer que a prática do ciclismo é ótima para a autoestima, para fazer você acreditar mais em si mesmo e enfrentar os desafios sociais que encontramos nas instituições e os papéis sociais que representamos.

Tarcísio Botelho é ciclista karniça e Bike Anjo

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Prevenir é o melhor caminho

 

Está cada vez mais difícil pedalar… Tempo, cansaço? Não! Estrutura para o ciclismo…

Imagine que pedalar nas nossas estradas está cada vez mais perigoso e principalmente com os inúmeros buracos atuais, o risco para quem pedala sem acostamento é enorme. Certo vamos então para as trilhas e estradões da zona rural, certo. Lá o problema é outro: segurança. Roubos e ameças constantes aos moradores da zona rural não permitem pedais em pequenos grupos, deixando poucas opções para continuar no ritmo!!

E para finalizar as reflexões esta semana tivemos um triste notícia, que nos deixam ainda mais alarmados: um ciclista aqui da Bahia morreu, por traumas na cabeça, após uma queda. As informações que apuramos apontam para uma queda após uma descida, ao encontrar uma valeta ao final. Nossos sinceros sentimentos à família e mais um alerta para quem pedala.

Por essas e outras que a segurança é extremamente importante em esportes “out door” e, no ciclismo, pelo visto ainda mais. Então para contribuir mais com os ciclistas de nossa região seguem umas #DicaKarniça:

  • Equipamentos de segurança, sem economia: sua vida é prioridade;

  • Evite o pedal nas estradas em horários de grande movimento;

  • Prefira os primeiros horários da manhã;

  • Fique atento em curvas pois alguns veículos passam na borda da pista;

  • A noite somente em grupos e bem iluminado;

  • Evite trilhas na zona rural em grupos pequenos e se informe com moradores locais sobre a segurança no trecho;

  • Nas decidas, cuidado extra e não se arrisque em trechos desconhecidos;

  • Manutenção da bike em dia e equipamentos de reposição evitam surpresas durante o passeio.

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Tarcísio Botelho é ciclista karniça e Bike Anjo

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A 1ª etapa do Campeonato Baiano de Ciclismo ocorreu neste domingo (10), em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano. Kaio Felippe ficou em terceiro lugar, numa prova de 1h10, pela categoria Sub 30. Vitória da Conquista será palco da 2ª etapa do certame, no mês de maço.

Atualiza Bahia


Venha ajudar mais gente a pedalar

Semana atípica para o ciclismo local. Não foi mais um grande evento, ou uma participação incrível em algum cicloturismo… Falo de pensar a bicicleta para além da questão individual: a bike como transformação social!!!

Sim, neste dia nove de fevereiro foi lançado um importante projeto de difusão do uso da bicicleta na região do baixo sul da Bahia: está lançado o Bike Anjo Valença – Bahia.

Isto foi possível graças aos recursos coletados no comércio local e da conquista do edital fundo local bike anjo em que se conseguiu recurso para adquirir três bicicletas dobráveis e uma tenda para a execução da primeira Escola Bike Anjo (EBA) da região.

Na ocasião também prestamos conta dos recursos adquiridos, sua aplicação e resultados esperados. Houve ainda o apoio do Esporte Clube Valença que nos emprestou o espaço para o encontro e da secretaria de esportes do município que se prontificou a ceder os espaços públicos necessários para executar as ações do projeto

Temos até o momento 14 interessados em ser voluntários do programa: serão responsáveis por ensinar e orientar novos ciclistas. Com isso poderemos ensinar pessoas a pedalar e orientar quem gostaria de usar a bicicleta com frequência nas ruas e estradas – precisamos pedalar com segurança e sabendo de nossos direitos.

Venha fazer parte desta família de mais de 7.000 voluntários e que já está em 34 países e ajudar a mudar a vida de pessoas a partir da prática do esporte e do uso da bicicleta como transformação! Quer aprender ou ensinar, basta entrar em contato: http://bikeanjo.org/ ou no facebook abaixo!

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Tarcísio Botelho é ciclista karniça e Bike Anjo

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Neste domingo (10), Santo Antônio de Jesus recebe a 1ª etapa do Ranking Estadual de Ciclismo.

 

O evento realizado pela Federação Baiana de Ciclismo (FBC) com apoio da Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Esportes e Lazer, acontece a partir das 8h, no Distrito Industrial II e será aberto ao público. 

As provas serão realizadas num circuito de 2.400m por volta.

 

São esperados ciclistas de diversos municípios da Bahia, além de atletas de outros Estados.

 

As largadas estão previstas para 8h (Master A2, Master B2, Master C1/C2, Veterano e Iniciantes),

 

9h30 (Master A1, Master B1, Feminino e Open)

 

11h (Elite, Sub30 e Júnior). A competição é aberta ao público.

 

Fonte: Voz da Bahia

 


A agenda de temas para nossas conversas é extensa, mas tive que parar para discutir o protesto de ciclistas em salvador, esta semana 20/01, sobre o valor cobrado pelo sistema ferry-boat, a travessia Salvador – Itaparica.

É preciso ainda ressaltar que em 2015, quando a passagem custava $16 reais houve outro conflito entre ciclistas e a internacional travessias por causa do valor cobrado pelas passagens. Neste dia, após as bikes ocuparem o lugar dos veículos, a polícia foi acionada, o sistema de som do ferry transferiu a responsabilidade pelo atraso aos ciclistas e por pouco a chapa não esquentou para o grupo mural de aventuras que fazia o translado!

Assim como aconteceu em 2015, em 2019 os ciclistas continuam pagado caro e não exite local destinado para sua bicicletas durante o translado. A tarifa hoje é de $15 e $21 aos finais de semana.

O destaque deste movimento foi a mobilização feita em Salvador pela Associação Pedal Livre que mobilizou 500 ciclistas da cidade, fizeram um apitaço e conseguiram aparecer nos principais jornais e meios de comunicação, obrigando Agerba a se pronunciar. Nessa hora sempre me pergunto aonde estão nossas associações de ciclistas, capaz de mobilizar pessoas e projetos?

Enfim a Agerba alegou que para determinar o valor considera a área ocupada e peso que o meio de transporte utiliza e que o custo fica um terço do valor do veículo automotivo (sic!). Informa ainda que o pedido não se justifica porque acontece no fim de semana e tem característica de lazer. Absurdo!!

Primeiro, que não se define o valor de veículo em função do preço de outro. Segundo, que a Internacional travessias não fornece espaço e estrutura adequada às bikes, se confrontada com o preço da tarifa: incríveis $21 reais.

E o mais interessante é a justificativa de que se é para lazer, pague caro. E quem iria de bike trabalhar com uma tarifa de $15 reais por dia? Porém, esta seria uma ótima alegação ao negociar com o órgão responsável, porque eles nunca consideram o direito do cidadão de usar sua bicicleta para trabalhar. O que responderiam para o sujeito que vai trabalhar de bike em Salvador ou Itaparica? Pague $15!!

É só mais uma prova de que a bicicleta não é prioridade, que usar a bicicleta como meio de transporte não é considerado e que isto não é importante para órgãos governamentais. E ainda que o lazer tem que ser sempre mais caro… Coisa de barão!!

Pedalar é revolucionário por isso: não somos prioridade em políticas públicas e a parte mais frágil no transito das cidades… É por isso que não devemos considerar apenas o valor da passagem (aliás a pauta da manifestação era bem maior), mas o que está por trás: a importância da bicicleta para a qualidade de vida e a transformação social.

Mas que fique claro: existe resistência!!!

Tarcísio Botelho é ciclistas karniça e Bike Anjo

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Fiquei devendo, a algum tempo atrás, um papo sobre cadência para quem acompanha nossa, singela, coluna de ciclismo! Na época falávamos sobre manter o ritmo, sem ir além de suas condições musculares. E também recentemente o pessoal andou comentando sobre “pedalada redonda”, ritmo de pedal  e sobre velocidade média e seria interessante entender sobre estes termos.

Primeiro saiba que cadência é a velocidade da pedalada, que sabemos não é constante. Ninguém sobe no mesmo ritmo que desce! Ou seja, a partir da variação de velocidade medida durante um tempo se estabelece a velocidade média do percurso. Desde que entendi isso passei a observar com mais frequência minha média nos pedais e tenho a meta de ficar acima dos 20 km/h…

Um detalhe bastante interessante é que maior cadência significa menores marchas, e assim você economiza musculatura… Porém vai exigir de você mais gasto cardio-pulmonar! Pode-se optar por uma cadência menor (alguns o consideram a escola antiga do ciclismo de estrada), utilizando marchas mais pesadas, com menos respiração. Mas gastará mais músculos para empurrar a bike!

Emfim cadência significa as rotações por minuto do seu pedivela – quanto círculos seus pés fazem ao longo de um minuto. Observar esse elemento do treino é essencial para uma pedalada mais redonda e ainda melhorar o rendimento. Por isso eu consegui aumentar a velocidade média a partir da percepção da minha cadência. Acreditem, na primeira semana em que abandonei a ideia de focar na no peso das marchas e simplesmente manter a cadência, superei vários recordes pessoais!

Cadência alta ou baixa, você vai depender de seu perfil, mas lembre-se não se muda da segunda marcha para a quarta, é preciso subir devagar, degrau por degrau.

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Tarcísio Botelho é ciclista karniça e Bike Anjo

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