Nesta caminhada ciclística tenho alertado aos colegas da importância de nos mantermos atentos aos desafios cotidianos de pedalar. Além de pensar sobre sua saúde, os cuidados com o corpo e o estado de conservação da bicicleta, precisamos observar o ambiente para conseguir maior segurança.

Sempre observamos aumento significativo do fluxo de veículos em períodos de feriado prolongado, o que torna nossas estradas mais perigosas, além do perigo existente ao utilizarmos as rodovias sem acostamento e as ruas da cidade sem ciclofaixa ou ciclovia.

Para fugir deste perigo optamos pelo fora de estrada, as trilhas e variantes de terra em nossa extensa zona rural. Porém, temos agora outro agravante: os roubos que acontecem nesta região, também atingem os ciclistas. Praticamente encurralados: se correr o bicho pega e ficar ele… O que fazer então?

Indiscutivelmente os caminhos para solução não são individuais, perpassam por organização, associações e mobilização de grupos e pessoas em torno de melhores estruturas para o esporte, lazer e qualidade de vida. Vou deixar duas alternativas extremamente importantes para que possamos diminuir o risco à saúde e integridade físicas dos ciclistas da região:

A primeira alternativa é observar que as eleições estão acontecendo e a União dos Ciclistas do Brasil (UCB), a cada pleito, elabora uma campanha para que possamos influenciar políticos e políticas públicas para o fomento ao ciclismo. Participe, questione seu candidato ou procure os que possuem propostas que atendam nossas necessidades de uso da bike. Deixo ao final o link do projeto Bike nos Planos, elaborado pela rede Bike Anjo com intuito de contribuir com a construção dos planos municipais de mobilidade urbana.

A segundo alternativa é a parceria. Em nível local é preciso participar das organizações de ciclistas locais, dos eventos que divulgam o ciclismo e a importância do uso da bicicleta. Precisamos de mobilização dos ciclistas, inclusão dos que não estão nos grupos e a integração das diferentes modalidades na busca por soluções. Soluções necessáriamente coletivas e com participação de todos.

Convido aos que me ouvem para fortalecer as associações de ciclista e lutar por melhores condições para o esporte, lazer e transporte.

“Não é possível construir estruturas para o Ciclismo, sem união e integração” .

Tarcísio Botelho é ciclista karniça e Bike Anjo

https://www.facebook.com/bikeanjovalenca/

http://bicicletanosplanos.org/


*PROGRAMAÇÃO TRILHA DO CAMARÃO*
– Sábado a noite recepção na Praia do Guaibim, na Barraca de Jivanete a partir das 20horas com som ao vivo
– Domingo, café da manhã a partir das 06:30h na Barraca de Jivanete no Taquari
– Início da Trilha as 08 horas sem atraso por motivo de horário da maré
– Trilha de nível Leve a médio de 30 km, sem ladeiras porém com um trecho de areia
– Teremos no total 4 pontos de hidratação, com motos, carro de apoio e ambulância
– No meio da trilha haverá um ponto de apoio com som ao vivo
– Finalização na Barraca de Jivanete com som ao vivo e sorteio de brindes

*RECOMENDAÇÕES*

– Usar protetor solar
– Usar calças (trechos com tiririca)
– Hidratar nunca é pouco, época de verão na praia, muito calor
– Pode trazer a família, pois a praia é muito agradável
– Cuidado ao entrar na Praia, com o mar não se brinca

 


 

Recentemente acompanhei uma peleja em um grupo de whatssapp, em que o reclamante dizia haver prioridade nas ações dos grupos de Ciclistas. A questão era sobre as prioridades dadas a uma modalidade do ciclismo em detrimento da outra, e neste momento julguei importe refletirmos sobre as modalidades de ciclismos existentes.

Sempre que pensava em ciclismo, imaginava o velódromo com aquelas curvas inclinadas, pois o desafio deveria ser grande para vencer a gravidade!

Muito tempo depois ficou claro que a velocidade era o determinante para você não cair.

Porém, o mais interessante do velódromo é que se a pista fosse plana os ciclistas teriam que se inclinar na curva o que diminui o contato do pneu a pista, sendo ela inclinada o pneu mantém toda a superfície em contato. Melhor para desenvolver velocidade! Aliás, quem viu provas de Mountain Bike (MTB) percebeu que existe um trecho da pista, feito de madeira, que também é inclinado e mantém o mesmo princípio do velódromo.

Mas, é preciso lembrar aos interessados, que no ciclismo temos várias modalidades, porque quem observa as bicicletas, passeios ou participa dos “grupos de bike” na cidade parece que predomina apenas um estilo.

Precisamos destacar e valorizar outras modalidades como o ciclismo de estrada ou de pista, o BMX e não apenas o MTB,  o mais popular por aqui. Estas modalidades ainda tem suas sub divisões e provas individuais, de grupo ou contra o relógio.

A importância do ciclismo de estrada é tão grande, que no velódromo – uma das provas mais bonitas das olimpíadas – os atletas competem por 30 medalhas diferentes.

E o ciclismo de estrada – em que se utilizam as bike speed ou road bikes, com pneus finos e bem leves – é a categoria que mais trouxe medalhas para a cidade de Valença e, como tal, precisa de destaque (veja aqui no entrando na área o caso de kaio Felipe). Foram as bikes de estrada que iniciaram a difusão do ciclismo na cidade e os novos ciclistas devem conhecer e experimentar outras modalidades e categorias.

Se você analisar, quanto mais modalidades disponíveis, maior será o número de praticantes, e mais alternativas aos diferentes biotipos existentes.

E se você gosta de velocidade precisa conhecer as bikes de estrada que alcançam 70km. O recorde mundial de velocidade em pista aberta foi atingido por um brasileiro, com uma bike de estrada, a 202km por hora!

Tarcísio Botelho é ciclista karniça e Bike Anjo

https://www.facebook.com/bikeanjovalenca/


“Disciplina é prática incessante, e ter intimidade com o que se faz,” Monja Coen

Os atletas que pedalam para melhorar a performe no esporte essa palavra tem grande importância. Recentemente lembrei aos colegas sobre o tema, pois quando chove, sempre utilizamos isso como justificativa para ficar na cama. Para quem apenas “pedala”, você termina arrumando “justificativas” para não fazer atividade física com mais facilidade. Porém se você vai “treinar” isto exige uma disciplina ainda maior: é preciso acordar (pela manhã),  estar disposto e necessariamente  encarar o tempo que tiver: frio ou chuva. Esporte ao ar livre tem esses prazeres…

Ah! E tem um agravante, caso você seja empregado e não tenha flexibilidade de horário, ou seja, é aquele dia que se tem e não mais! Aí meu caro, o pedal deve ser “SEM TRÉGUA”!! Disciplina forte para não se abater e prosseguir em busca dos resultados programados.

Objetivos, metas e resultados, você tem?

Tenho ouvido muito “tenho objetivos”, mas raramente ouço “tenho disciplina”. Observo meus alunos e confesso que esta cada vez mais difícil ouvir histórias de sucesso, de resiliência, de pessoas que mantiveram o foco e conquistaram algo. Pense rapidamente: Uma importante conquista pessoal? Demorou para responder? Então precisa de novos eventos de sucesso em sua vida para aumentar a autoestima e seguir conquistando metas e objetivos.

Todo essa história serve pra lembrar que manter uma rotina de exercícios físicos, treinos, conquistar medalhas ou simplesmente emagrecer, usando a bicicleta, exige disciplina. Presenciei muita “magrela” parada, cheia de teia de aranha ou usada como cabide.

Parece difícil? Hoje recebi o resultado da minha bioimpedância e atingi a meta esperada de perder 08kg em menos de uma ano, sendo que reduzi mais de 4kg de gordura abdominal. Milagre? Disciplina…

Ganhar 2,5kg de massa muscular após os 40 anos exige muito esforço e, principalmente, abdicar de alguns confortos no início para ter conquistas lá na frente. Foram muitas pedaladas, reeducação alimentar, academia e principalmente não ter esmorecido, mantendo o foco nas metas que estabeleci.

Estão  todos  convidados a fazer parte desde círculo virtuoso de conquistas, sentindo prazer ao atingir o que programou e melhorando a autoestima. Uma dica que aprendi é dividir seus objetivos em etapas, e cada etapa conquistada uma comemoração!

Siga a gente!

Seja um ciclista Karniça!

Tarcísio Botelho é ciclista karniça e Bike Anjo

https://www.facebook.com/bikeanjovalenca/


 

Na última terça-feira (24), o Secretário Municipal de Esportes, Ademilton Ferreira  esteve reunido com representantes de vários grupos de ciclistas do município.

Devido ao crescimento da prática desta modalidade esportiva que cresce em todo o país e em especial do município de Valença, Ferreira busca um diálogo com os praticantes  na perspectiva de incentivar e elevar o crescimento do ciclismo.

Os ciclistas presentes destacaram os problemas por eles enfrentados no dia a dia, tanto na cidade como na BA 887. Dentre eles: Falta de respeito por parte de alguns motoristas; ausência ou má sinalização; acostamentos sem manutenção. Além da solução para os problemas apontados, solicitou a implantação de uma ciclovia na estrada do Guaibim, sonho dos pedaleiros.

Atualmente, existem  cerca de  500 (quinhentos) praticantes desta modalidade, inseridos nos grupos: Valença Bike, Tonho’ Bike, Ranca Pulmão, Anjos das Trilhas, Karniçça Bike, Pedal do Galo, Cajaíba Bike. Além de outros  que pedalam individualmente.

Ao final do evento, Gilson Lacerda representando os diversos grupos expressou a satisfação de estabelecerem um diálogo com o representante da Gestão Municipal, fato por ele considerado inusitado. Além do reconhecimento, os representantes dos grupos se comprometeram apoiar  a  Primeira Olimpíada de Valença 2018, promovida pela Secretaria de Esportes que será realizada no período de 06 a 09 de setembro.

Também ficou estabelecida uma reunião com a Secretaria de Esportes na próxima semana, para tratar da realização de uma campanha educativa  no trânsito e também na pauta,  a TRILHA DO CAMARAO 2018.

Fonte: Secretaria de Esporte e Lazer
Fotos: Gilson Lacerda


Quando criança sabia sobre tênis (o esporte) pelos meios de comunicação, pois praticar não era possível: esporte de rico!. Conheci o tênis por acaso, pois nas quadras de barão, os meninos de periferia tinham uma distinta função: pegar a bolinha que saía da quadra para ganhar uns trocados. Algumas raquetes e bolas em desuso foram doadas para os meninos “pegadores de bola” e então consegui aprender a jogar tênis.

Mas porque essa história, na seção de ciclismo? Justamente porque todos os esportes deveriam ser acessíveis, deveríamos ter direito a conhecê-los na escola e praticá-los independente da condição financeira.

Nos cicloturismos, não faz diferença se você está com uma bicicleta caríssima ou um modelo simples, uma de 5 mil ou uma de 500, o divertimento é o mesmo. Não se intimide pela simplicidade de seus equipamentos, isto não deve ser um limitante para pedalar. Para se ter uma ideia, recentemente o colega me disse para usar a parte de cima da luva para secar o suor. Perguntei: “como?” Ele olhou a luva e respondeu: “mas isso é luva de musculação!”. Meu óculos é de proteção, aqueles de plástico, o calçado é um tênis, a bike é “de entrada” (se chamam as mais simples), e por aí vai… Isso para lhe mostrar o contraponto com os modelos de carbono e acessórios que são mais caros que uma bicicleta!

O propósito desta conversa é desvelar o caminho que alguns tomam, em direção a ostentação e elitização no esporte. Será que já não está na mente de alguns que ciclismo é espote de rico, assim como eu pensava sobre o tênis?

A bicicleta, por sua importância ambiental e social deve ser acessível não só para o esporte mas também como meio de transporte e lazer. O transporte por bicicleta é o meio de transporte mais discriminado e quem trafega de bicicleta é sempre considerado o menos importante, além de ser o mais frágil.

Precisamos democratizar a bicicleta, pois mais que um modismo, é um estilo de vida!! Tire as teias de aranha daquela bicicleta velha, ou a de seu parente e vem pra rua! Acredite, bicicleta é democrático, é cooperativo e solidário. É pra todos gostos, tamanhos e orçamentos…

Tarcísio Botelho é ciclista karniça e Bike Anjo https://www.facebook.com/bikeanjovalenca/


O valenciano Kaio Felipe é tricampeão do Campeonato Baiano de Ciclismo pela categoria Sub 30. O jovem fez um percurso de 16 km, com uma velocidade média de 40 km por horas. A prova contra-relógio ocorreu na cidade de Eunápolis, no sábado (21).

O atleta também se destacou no domingo (22), em um percurso de 96 km e conquistou o vice-campeonato baiano, na prova de estrada. Nesta prova, o valenciano Marcos Santo também se destacou na categoria Open, ficando na quarta colocação.

Kaio Felipe teve o patrocínio do projeto FazAtleta com as empresas Farmácia Taperoá, Supermercado Mega Mix e Comercial Santana, e apoio do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e do secretário Jean Macedo.

Fonte: Nas Malhas da Lei