Fiquei devendo, a algum tempo atrás, um papo sobre cadência para quem acompanha nossa, singela, coluna de ciclismo! Na época falávamos sobre manter o ritmo, sem ir além de suas condições musculares. E também recentemente o pessoal andou comentando sobre “pedalada redonda”, ritmo de pedal  e sobre velocidade média e seria interessante entender sobre estes termos.

Primeiro saiba que cadência é a velocidade da pedalada, que sabemos não é constante. Ninguém sobe no mesmo ritmo que desce! Ou seja, a partir da variação de velocidade medida durante um tempo se estabelece a velocidade média do percurso. Desde que entendi isso passei a observar com mais frequência minha média nos pedais e tenho a meta de ficar acima dos 20 km/h…

Um detalhe bastante interessante é que maior cadência significa menores marchas, e assim você economiza musculatura… Porém vai exigir de você mais gasto cardio-pulmonar! Pode-se optar por uma cadência menor (alguns o consideram a escola antiga do ciclismo de estrada), utilizando marchas mais pesadas, com menos respiração. Mas gastará mais músculos para empurrar a bike!

Emfim cadência significa as rotações por minuto do seu pedivela – quanto círculos seus pés fazem ao longo de um minuto. Observar esse elemento do treino é essencial para uma pedalada mais redonda e ainda melhorar o rendimento. Por isso eu consegui aumentar a velocidade média a partir da percepção da minha cadência. Acreditem, na primeira semana em que abandonei a ideia de focar na no peso das marchas e simplesmente manter a cadência, superei vários recordes pessoais!

Cadência alta ou baixa, você vai depender de seu perfil, mas lembre-se não se muda da segunda marcha para a quarta, é preciso subir devagar, degrau por degrau.

Deixe seu comentário e divulgue essa conversa com seus colegas!

Tarcísio Botelho é ciclista karniça e Bike Anjo

https://www.facebook.com/bikeanjovalenca/


Olá amigos e entusiastas da bicicleta, como havíamos combinado no texto anterior, 2019 está iniciando e precisamos avaliar o que já foi, para melhor organizar o que virá!! E há muito o que se comemorar no ciclismo nesse ano, desde o aumento de ciclovias: elas duplicaram entre 2014 e 2017 e em 2018 chegamos à 3.291 km de malha cicloviária nas capitais (dados de julho de 2018), até as iniciativas locais como o primeiro bike park da Bahia!

Mas falamos muito por aqui dos acontecimentos nacionais e internacionais ligados ao ciclismo e precisamos olhar mais para nossa região. Por isso coletei entre os grupos da cidade o que tivemos de significativo no período, para também da visibilidade! Vamos partir daí para depois pensar o geral…

Trazendo aproximadamente 2.400 ciclistas na cidade, o passeio ciclístico Trilha do Camarão foi o grande destaque, organizado pelo grupo Valença Bike, que este ano também foi condecorado como segundo maior grupo presente no Pedal de Dom Macedo!

O pessoal do Pedal do Galo, Ranca Pulmão e Tonho’s Bike (TGR) destacou os passeios de longa distância para Itacaré e Salinas, todos eles com mais de 100 km, exigindo muito preparo e perna dessa galera.

Os Anjos da Trilha foram citados esse ano, como o grupo de valença que mais esteve presente nos passeios ciclísticos da Bahia! Recebi a lista e contei 52 municípios visitados levando o nome de nossa cidade!

Fechamos o ano com a aprovação do projeto Bike Anjo Valença, contemplado com três bicicletas, para organizar uma escola para novos ciclistas na cidade!

Temos ainda o pessoal do ciclismo de estrada que ganhará uma matéria específica, para destacar sua importância na região.

Então para fechar os grandes feitos de 2018 vamos destacar, claro, Henrique Avancini, primeiro brasileiro campeão mundial e como ele mesmo diz: “sou um cara que levanta a bandeira da bicicleta”. Temos ainda Magno Prado Nazaret que foi tricampeão da volta do Uruguai no ciclismo de estrada.

Dois grandes eventos de 2018 merecem destaque: a Copa do Mundo UCI de MTB Eliminator, primeira da América Latina foi realizada no Brasil e o Brasil RIDE que aconteceu em Porto Seguro na Bahia.

E a foto do ano ficou por conta do Pedal do Anchieta em São Paulo com 40 mil ciclistas, sem esquecer do nosso Ciclovidas em Movimento que parou a ponte nova em Valença!  Fechando a seleção dos melhores do ano, no fortalecimento do uso da bicicleta, precisamos lembrar da premiação do filme “Elo Perdido, o Brasil que pedala” o primeiro colocado no Mobifilm!!

Bom foi uma seleção, ao nosso critério, de tudo que houve… E foi bastante coisa! Seguimos 2019 para mais conquistas e juntos levando informação e mobilização em torno da bicicleta!

Tarcísio Botelho é ciclista karniça e Bike Anjo

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Os 4 F’s para você destravar o Pedal em 2019!

Antes de falar sobre as conquistas de 2018 – estamos coletando todas informações – resolvi registrar aqui algumas dicas para você se organizar e pedalar mais, e melhor, neste ano que se inicia.

Em 2018 vi e ouvi muitas reclamações e dificuldades em manter uma rotina de treinos ou atividade física regular. É assim mesmo: embora você queira pedalar não significa que você vai conseguir ou, pelo menos, na frequência que você deseja! Afinal o cotidiano nos imprime um ritmo que nos obriga a deixar de lado certas coisas e fazer escolhas.

Muitas vezes ao escolher deixamos a prática esportiva para depois, por conta de vários fatores: como o cansaço, chuva, lesões, compromissos e outros. E em 2019, dá pra fazer diferente?

Equilibrar os compromissos buscando suas metas e objetivos seria ótimo, e para isso registrei alguns “entraves do pedal” que você gerenciar melhor neste ano que se inicia. Selecionei os 4 F’s que você precisa observar para garantir sua pedalada na frequência e qualidade que espera:

1. Família

Dentre os vários compromissos, os familiares podem ser os que mais dificultam ou auxiliam seu pedal. Tem gente aí que a esposa num deixa sair e aí o cabra já era… Envolver a família é estratégico para a prática esportiva, mostrando-lhes os benefícios para a saúde e para você. Melhor ainda e levar a esposa pra pedalar junto!!!

2. Fisiologia ou condições físicas

Muita gente lesionada, cansada ou acima do peso, por exemplo, abandonam o pedal. Se preparar no dia anterior para a prática esportiva é uma alternativa e, por mais difícil que seja, não se alcoolizar antes!! Já vi o sujeito pedala do lado e senti o álcool exalando…

3. Financeiro

Sei que este pode parecer estranho, e talvez se aplicaria melhor aos passeios ciclísticos que são muitos e tem custo. Mas a tendência a elitização no ciclismo e alto custo de peças e manutenção também podem ser limitantes, inclusive essa crença é bem difundida: “quem não tem grana não pedala”. Aliás isso daria outro texto

4. Foco

Não se deixar abater por cansaço, intempéries e outros elemento de desânimo são essenciais. Focar nos resultados que virão ajuda na motivação e claro, vencer os F’s anteriores mantendo a disciplina é que realmente gera resultados!

Então tá na hora de você perceber que os melhores resultados são conquistados com pequenas vitórias, degrau por degrau, até chegar ao que se planejou, sonhou. Siga a gente, leia e compartilhe que essas palavras podem ajudar outros!!

Tarcísio Botelho é ciclista karniça e Bike Anjo

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10.000km de Bicicleta!!!

Pedalar é uma satisfação enorme e cada nova conquista, nos propomos novos desafios. Por esse caminho muita gente vai longe, e bem longe!! De cicloturistas que atravessam continentes, a recordes de velocidade e amizades as conquistas são muitas em meio a transformação que a bicicleta pode produzir nas pessoas.
Hoje contamos a vocês a história de nosso amigo Napoleão Barros Santos, 33 anos, do grupo Flores e Guardiões de Maracás que pedalou 10k este ano, incluindo viagens de vários dias e percursos de 300 km. Acompanhe a entrevista:

COMO COMEÇOU SUA HISTÓRIA COM A BICICLETA?

Comecei em 2012 quando um amigo me apresentou a Speed, andei por algum tempo, mais não me apaixonei, no final de 2015 meu irmão me apresentou o MTB (montain bike), ai sim me apaixonei e comprei minha primeira Bike MTB no final de 2016.

QUAL SIGNIFICADO DO CICLISMO EM SUA VIDA, HOJE?

Esperança, que amanhã pode ser melhor que hoje, que novos desafios irão me provocar e arrancar o que tenho de melhor, significa a liberdade de conhecer lugares lindos e apreciar os detalhes da natureza, significa amizade, de poder conhecer tantas pessoas e compartilhar os melhores momentos da vida.

Há quantos anos participa de Cicloturismo e quantos já foi?

Participo a 3 anos, acredito que já fui em mais de 50, agente forma uma família que se encontra todos FDS (fim de semana) em várias cidades da Bahia.

Como surgiu a ideia de fazer 10.000km de bike?

Surgiu olhando no Strava a estatísticas de vários ciclistas, quando vi a de Manu Safira de Conceição de Coité, ela é minha inspiração para os 10 mil.

Quais foram os maiores desafios nessa aventura? Pensou em desistir?

Até agora os maiores foram a aventura na Chapada Diamantina sozinho por 5 dias, onde rodei 380 km com uma mochila pesadíssima, por estradas extremamente difíceis e sol escaldante, a viagem de Itiruçu a Salvador mais o ciclista Geovane Bitencurt em 2 dias, e a viagem de Itiruçu a Lençóis mais o Ciclista Edelvando também em 2 dias, viagens essas de mais de 300 km.

Quais estruturas para o CICLISTA você sentiu falta durante as pedaladas?

Os encostamentos que falta em muitas de nossas rodovias, a dificuldade de encontrar frutas e sucos naturais, caldo de cana, água de coco, isso pra mim é uma dificuldade.
Seu grupo de bike lhe apoiou? Como?

Sou do Grupo Flores e Guardiões da cidade de Maracás, grupo a qual me apoia em tudo, tem todo carinho comigo e me trata como Rei, sou muito grato a todos do grupo.
Teve patrocínio ou algum apoio de instituições para a realização?

Precisei de patrocínio para participar do Brasil Ride, mais infelizmente o comércio local não compreende a importância do esporte, tive ajuda apenas de amigos.

E os cuidados com a saúde, quais foram?

O máximo possível, para fazer 10 mil em um ano não podemos adoecer e nem se lesionar com quedas, então tenho que ter uma alimentação e uma vida saudável.

Quais aprendizagens você teve nesse período?

Prossigo aprendendo que somos capazes, quando temos coragem de ir, de dar o primeiro passo, as coisas vão acontecendo naturalmente basta manter o foco, a humildade, aprendi que o melhor dia para pedalar é hoje.

Situações inusitadas que você passou?

Passando por uma cidade (lajedo do tabocal), todo incrementado em roupas, sinalização e touca do reggae esperava algum comentário sobre isso mas eles pediram algo temido para muitos ciclistas do meu porte: “dá um grau aí”!! Subi ladeiras de 60º, pedalei 300 km e atingi velocidades de 89 km/h, mas esse tal de Grau… Baixei a cabeça e passei envergonhado.
Parabéns pelo feito e servirá de exemplo para todos ciclistas que iniciam ou que pretendem encarar novos desafios e aventuras!

 

Tarcísio Botelho é ciclista karniça e Bike Anjo
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Nesse fim de semana, a praia de Guaibim recebeu mais de dois mil ciclistas de todo o estado, para participarem da Trilha do Camarão, evento este, que está no seu 5° ano e foi realizado pelo Grupo Valença Bike, com o apoio de empresas locais e da Prefeitura Municipal de Valença.
Os ciclistas foram recepcionados no sábado à noite (17/11), no Restaurante da Jivanete na orla da praia. A trilha aconteceu no domingo (18/11), com  saída às 08h15min, do Taquari, mas antes, os ciclistas desfrutaram de um café da manhã.
A trilha foi de nível leve a médio, com 32 km de percurso sem ladeiras e um trecho de areia. Teve 4 pontos de hidratação com motos, carro de apoio e ambulância.
Para o prefeito Ricardo Moura, “investir em eventos como este é de suma importância, pois além de incentivar o esporte, faz com que movimente o nosso lindo Guaibim, principalmente, no viés econômico.”
O encerramento do evento aconteceu com som ao vivo para a confraternização dos ciclistas e sorteio de brindes.
Fonte: ASCOM- Prefeitura Municipal de Valença
Fotos: Valdemir Lima

 

Cicloturismo é a melhor e mais tranquila face de todas as opções oferecidas pela bicicleta. Pode ser um curto pedalar pela estradinha calma que liga o campo à cidade, ou uma longa e difícil viagem detalhadamente planejada, sempre representa um prazer especial.

O ciclista se encontra com cores, formas, cheiros, sons, natureza, detalhes e mais detalhes da paisagem. A bicicleta permite que o ambiente seja vivenciado. Já, na velocidade de qualquer veículo motorizado tudo vai passando, ficando para trás.

Não é necessário ser um ciclista experiente para fazer cicloturismo. Qualquer um pode fazê-lo. Basta ir com calma, respeitar os próprios limites, beber água e alimentar-se na hora certa e assim vencer pouco a pouco a distância.

No cicloturismo há sempre uma sensação de aventura, retorno à infância, mistura de liberdade e molecagem sadia. É um escapar da mesmice. Bicicletas são simples e revelam que a vida pode ser muito simples. Permitem uma viagem relativamente rápida e ainda assim relaxada; e a um preço muito, muito baixo.

E os problemas? Cansou? Quer voltar? Pegue uma carona ou enfia a bicicleta num ônibus. Quebrou a bicicleta? É fácil encontrar quem conserte bicicletas. Onde você vai dormir não tem garagem? Enfia a bicicleta dentro do quarto.

Há regras e limites, como para tudo. No cicloturismo é respeitar Leis de trânsito e meio ambiente, além e principalmente, respeitar as regras do bom senso e da boa convivência. Enfim, no cicloturismo até os problemas são simples de resolver.
Escolha a sua forma de cicloturismo e divirta-se.

A melhor viagem que fiz na vida foi quando saí de casa para uma simples pedalada, com a única ideia de diminuir as tensões, e acabei voltando quatro dias depois.
Bem distante de casa, tive o cuidado de avisar o meu pessoal e pronto. Estava vestido com roupa de ciclismo, óculos e capacete. Portava a carteira e o cartão.
Era só eu e minha bicicleta de estrada, mais água, uma câmara reserva três espátulas e a bomba de pneu; e só.
Encontrei local simples e simpático para dormir. Comprei shorts e camiseta bem baratos, e lavei a roupa de ciclismo à noite. Durante o dia saía para pedalar nos arredores. Parava para almoçar prato feito.

Simples e maravilhosos dias!

Fonte: Escola de Bicicleta


Estamos prestes a vivenciar o V Cicloturismo de Valença, ou trilha do Camarão, que acontecerá no dia 18 de Novembro, no distrito de Guaibim. Para este evento são esperados ciclistas de todo o Estado e principalmente de regiões mais próximas como o baixo sul, Nazaré, Santo Antônio, Lage, Amargosa dentre outros. Estas cidades tiveram seus eventos de cicloturismo este ano, mas o diferencial do “pedal” de Valença é o trecho de praia, em que os participantes deverão passar pela areia, aproveitando o visual do mar enquanto queimam calorias no passeio.

Em meio a este evento e lembrando que o Pedalage, que no ano anterior era chamado de trilha, este ano se auto intitulou Cicloturismo, uma questão me surgiu: o que é cicloturismo, trilha e que difere de outros eventos? Não que eu me preocupe muito com a precisão de conceitos no ciclismo, mas as pessoas que viajam de bicicleta publicam suas aventuras chamando de cicloturismo, ou seja, o que é que?

A revista bicicleta, em um texto específico, diz que o cicloturismo são viagens longas utilizando a bicicleta e outros textos a ideia e fazer turismo utilizando a bicicleta. Em geral, nas fontes consultadas, a bicicleta é o meio utilizado para viajar, com aquelas malas e bagageiros enormes. Inclusive a revista bicicleta chama as viagens de Bike em trechos curtos de passeios ciclísticos, como são os cicloturismos de nossa região com 30 km, em média.

Poderíamos então chamar nossos eventos de passeios ciclísticos, pois são curtos e a bicicleta não é o meio utilizado para se deslocar entre as cidades. Ah, mas alguns diriam que muitos vão de bike para os eventos!! Mas daria seria o suficiente já que ir “no giro” com os pertences em veículos e sem objetivo de fazer turismo no caminho para chamar cicloturismo?

Pode ser questionável, devido às características, os que viajam de bike por longas distâncias, as vezes por anos estão mais próximos de cicloturismo. E você o que acha, podemos chamar os próximos eventos de passeios ciclísticos?

Tarcísio Botelho é ciclista karniça e Bike Anjo

https://www.facebook.com/bikeanjovalenca/