O Brasil tem 32 ciclistas internados por dia devido a acidentes e, segundo o Ministério da

Saúde, em 2014, foram 1.357 mortos. Por essa razão, os ciclistas de Valença foram às ruas, neste sábado, 14 de abril, ao final da tarde, pedalando pelas ruas da cidade de Valença, comunicando à população a importância do ciclismo, os direitos e também deveres de motoristas e ciclistas.

Mas não foi apenas em Valença que a conscientização aconteceu. O 14 de abril foi marcado por ações que aconteceram, ao mesmo tempo, em várias cidades do Estado. O evento já está inserido no calendário estadual de atividades da região. Esta data representa um dia de mobilização e ações que despertem a atenção da população e responsabilidade de autoridades sobre importância da bicicleta na mobilidade urbana, segurança e respeito aos ciclistas.

A data foi escolhida em virtude da Lei Estadual n° 13.829, de 26 de dezembro de 2017, que cria o dia de incentivo ao ciclismo na Bahia.

Aproveitamos para lembrar aos que pedalam nas cidades que o Código de Trânsito Brasileiro, artigo o 58 diz que os ciclistas devem utilizar “o mesmo sentido regulamentado para via” e que têm “preferência sobre os veículos automotores”.

Estima-se que Valença tenha mais de 200 bicicletas circulando no trânsito da cidade e, neste dia, reuniram-se vários grupos organizados paras realização da “pedalada”: Valença bike, Tonho’s Bike, Pedal do Galo, Anjos da Trilha, Karniça Bike, além de muitos  independentes.

Além de carro de som com explicações sobre a manifestação e convites para a população, os ciclistas fecharam a ponte sobre o rio Una para realização de uma oração em demonstração da importância que tem a união e organização das pessoas em torno da causa do ciclismo. Assim como ficou registrado no texto da Lei baiana, o propósito é estimular o uso da bicicleta como meio de transporte, esporte e atividade de lazer. Seja qual for sua bicicleta, idade e razões… Venha pedalar conosco!

Fonte: texto escrito por Tarciso Botelho, pedaleiro do Karniça Bike.


O Brasil tem vivido um crescimento geométrico no uso de bicicletas. Equipamento usado para diversas finalidades, já transitam pelas cidades muitas pessoas que compartilha esta maravilha que é a ciclo mobilidade.

Por mais cuidados que os ciclistas têm em atuar de forma mais segura no trânsito, é necessário manter a vigilância constante e lutar pelos seus direitos. Direito de ir vir por todos aqueles que utilizam a Bike como meio de transporte, esportivo ou entretenimento.

Bicicletas furtadas nas ruas, invasão em domicílios, acidentes na estrada provocados por veículos dirigidos por motoristas despreparados para enfrentar este trânsito cada vez mais louco.  Faltam de ciclovias, ruas mal iluminadas estradas pessimamente mal ou sem sinalizações.

Mesmo com estas dificuldades a superação do medo está acontecendo, as pessoas estão entendendo que é necessário se libertar da dependência de veículos automotores e as bikes estão invadindo as cidades de várias maneiras.

No próximo sábado (14), ”diversos grupos da Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco decidiram realizar neste dia uma manifestação para reivindicar os direitos dos ciclistas perante a sociedade civil e o poder público realizando ações que despertem o interesse das autoridades em conceder os benefícios que são de direito da classe do ciclista em geral. “A manifestação foi batizada de ‘‘Ciclovidas em Movimento” e no dia realizaremos também ações de conscientização de motoristas e ciclistas sobre seus direitos e deveres no trânsito, buscando uma harmonia de forma a assegurar o respeito à vida”.

Os ciclistas estão encorajando as pessoas a pegar seu veículo de duas rodas  e juntos reivindicar seus direitos.

“O medo se vai às pedaladas que produzem felicidade e saúde, nas endorfinas da vida. A bicicleta liberta. Liberta a pessoa e a cidade”.


 

Os ciclistas de Valença, que nos dias atuais não são poucos, se organizam através de diversos grupos (Valença Bike, Anjos da Trilha, Tonho’s bike, Cajaíba Bike, Ranca Pulmão e os Galinhos). A bicicleta é a companheira de todos os ciclistas. O Valença Bike é o grupo mais numeroso, isto é fato, mas quando o negócio é representar Valença no cicloturismo, os diversos grupos tem o mesmo foco e pegam a mesma estrada em diversos veículos e uns até preferem ir pedalando.

No último domingo (08) invadiram a cidade de Ubaíra. Verdade, grupos diferentes, porém uma única festa, o mesmo objetivo. Se divertir, conhecer culturas diferentes, movimentar o corpo. Enfim, em busca de uma vida saudável.


 

Meu motor não é 1.0 nem 1.4. É meu próprio corpo, meu esforço.

Minha buzina é uma campainha, e só serve pra dizer ‘bom dia’.

Meu ar condicionado é o vento que bate no rosto.

Minhas janelas nunca estão fechadas. São meus olhos, meus sentidos.

Meu MP3 player é o canto dos pássaros e os sons da cidade ao longe.

Meu escapamento é meu suor que, em vez de poluir, purifica.

Meu stress no trânsito? Não existe.

Não me sinto preso, enclausurado. O mundo se abre ao meu redor. E não me passa despercebido.

Eu não passo pela cidade, eu pertenço à cidade.

Eu nunca estou atrasado. O caminho é a melhor parte, não o destino.

Minha saúde está garantida. E ainda não contribuo para prejudicar a dos outros.

Meu carro? É minha bicicleta!

Mude seu dia. Mude sua vida. Mude sua cidade. Mude seu mundo.

Vá de bike!

Fonte: texto enviado por um ciclista (Lucas Neiman).


Michael Goolaerts, de 23 anos, ciclista belga, morreu neste domingo (8) em um hospital de Lille, na França, após ter sofrido uma parada cardíaca no meio da corrida Paris-Roubaix.

Faltando cerca de 125 quilômetros para a linha de chegada, o ciclista caiu, de repente, no meio da prova. A equipe médica tentou reanimar o esportista, mas sem sucesso. Então, Goolaerts foi levado de helicóptero ao hospital mais próximo, no entanto, não resistiu.

“É com inimaginável tristeza que temos de comunicar a morte do nosso corredor e amigo Michael Goolaerts. Morreu hoje à noite, pelas 22:40 (horário local) no hospital de Lille, na presença de membros da família”, anunciou a equipe do atleta, Verandas Willems-Crélan.

A prova é uma das mais tradicionais do ciclismo e é popularmente conhecida como a “Rainha das Clássicas” ou de “Inferno do Norte”.(ANSA)


 

A Praia do Guaibim, distrito de Valença-Ba, sediará pela sexta vez consecutiva  a 3ª e 4ª etapas  do Ranking Estadual de Speed – provas  contra relógio e estrada- nos dias 13 e 14 de abril. Evento promovido pela Federação Baiana de Ciclismo. Mais uma vez contará com o apoio do Guaibim Praia Hotel  de propriedade da empresária Joca e da Prefeitura Municipal de Esportes, através da Secretaria de Esportes.

As inscrições serão realizadas no Guaibim Praia Hotel.


Esse manifesto vem em tempo, quando nosso colega foi atropelado ao pedalar em nossas estradas sem acostamento, sem infraestrutura ou apoio ao ciclista. E precisamos falar nisso, para não tapar o sol com a peneira e continuar pedalando sem considerar o óbvio: você poderá ser o próximo! Por mais que tenhamos cuidado, acessórios e horários diferenciados, não nos isenta do risco. Cabe ressaltar que mesmo as trilhas fora de estrada, muitas vezes passam antes em um trecho de estrada! Abandonar a bike não é uma possibilidade, então só resta a opção: lutar por estrutura, políticas de mobilidade urbana e pra isso… Mobilização!

Segundo Bernardo Toro mobilizar é “convocar as vontades em torno de uma causa comum”, então é preciso pensar sobre vontades e causas comuns: qual o seu propósito quando você sobe numa bike? Já pensou nisso? Existem causas comuns entre os grupos de ciclistas e pedaleiros ou o individual prevalece sobre as questões coletivas?

Ouço relatos sobre divisão de grupos de ciclistas nesta cidade: falta participação, integração (associativismo) e vejo, sinceramente, poucas iniciativas de inclusão e mobilização. Essas reflexões nos ajudaram a escolher outro caminho, centrando energia em ações destinadas às políticas que visam a segurança e estrutura para o ciclismo e, prioritariamente, a inserção de novos praticantes. Me surpreendeu, ao chamar de pedaleiro um rapaz que ia ao trabalho, de bike fixa, e ouvi do colega: “esse não tem nada de pedaleiro”. Ou seja, como disse Renata Falzoni (Bike é Legal), existem os que pedalam por opção e outros por falta de opção. Criamos assim… hierarquias! Inclusive entre experientes e iniciantes, pois a despeito da cooperação existente nos passeios, são exceção os eventos que buscam a difusão do esporte, principalmente, entre os que usam a bike como transporte. Será que estamos indo em direção à elitização?

Haveria uma certa alienação ao rodar em bikes caríssimas em uma cidade sem estrutura, acostamento e ciclovias, ou sem considerar a mobilização em torno de causas comuns? Às vezes o propósito de pedalar melhor, mais rápido, mais longe pode levar há uma competição exacerbada e a exclusão dos iniciantes. Vejo os recordes de trecho, os compartilhamentos de tempo e questiono se atingir um KOM[1] pode ser o único sentido do ciclismo? Respeito o desejo de progredir e melhorar sua performance porém, a competição nos distancia da cooperação e de um propósito maior: o fortalecimento do movimento ciclista. Talvez um dia tornemos a bike um meio de transporte viável e seguro.

Enfim, é neste contexto que surge o Karniça Bike, em meio a tantos outros grupos, para ocupar o segmento pouco explorado: o da inclusão e do fomento ao ciclismo. Como faz o Bike Anjo, queremos a inserção de novos, a valorização de todos os que pedalam, em qualquer bicicleta e mesmo com diferentes propósitos.

Nossa proposta, registrada nesse manifesto, é a de cooperar antes de competir, de incluir em vez de hierarquizar e lutar pelo desenvolvimento de estruturas para o ciclismo a partir da ampliação de praticantes e da mobilização em torno de causas comuns.

Reiteramos que, embora pouco lembrado, a bike é importante para um planeta sustentável: um meio de transporte ecológico e saudável. Nosso grupo tem como foco a difusão do esporte, a melhoria da saúde e a luta para que se torne meio de transporte. Priorizamos passeios inclusivos, a cooperação intra e intergrupal e a mobilização para a criação de estruturas para o uso seguro da bicicleta em nossa cidade e região.

Se há diferentes interesses no ciclismo, respeitamos quem pretende ser bruto ou galático, mas nossa prioridade são os peba, que apesar da simplicidade dos materiais, são essenciais para a ampliação e fortalecimento do movimento e consequente pressão por melhores estruturas.

A competição em nosso grupo é pessoal e o coletivo é sempre cooperativo. Aprender sobre a bike e buscar aperfeiçoá-la é importante, mas não é preciso de grandes investimos para alcançar nossos objetivos: simplicidade e companheirismo.

Fonte: Tarciso Botelho, ciclista do Karniça Bike.

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[1]     King of Montain (KOM/QOM) é recorde estabelecido pelo ciclista que usa o APP Strava em comparação com outros praticantes que usam o mesmo sistema.