Quando criança sabia sobre tênis (o esporte) pelos meios de comunicação, pois praticar não era possível: esporte de rico!. Conheci o tênis por acaso, pois nas quadras de barão, os meninos de periferia tinham uma distinta função: pegar a bolinha que saía da quadra para ganhar uns trocados. Algumas raquetes e bolas em desuso foram doadas para os meninos “pegadores de bola” e então consegui aprender a jogar tênis.

Mas porque essa história, na seção de ciclismo? Justamente porque todos os esportes deveriam ser acessíveis, deveríamos ter direito a conhecê-los na escola e praticá-los independente da condição financeira.

Nos cicloturismos, não faz diferença se você está com uma bicicleta caríssima ou um modelo simples, uma de 5 mil ou uma de 500, o divertimento é o mesmo. Não se intimide pela simplicidade de seus equipamentos, isto não deve ser um limitante para pedalar. Para se ter uma ideia, recentemente o colega me disse para usar a parte de cima da luva para secar o suor. Perguntei: “como?” Ele olhou a luva e respondeu: “mas isso é luva de musculação!”. Meu óculos é de proteção, aqueles de plástico, o calçado é um tênis, a bike é “de entrada” (se chamam as mais simples), e por aí vai… Isso para lhe mostrar o contraponto com os modelos de carbono e acessórios que são mais caros que uma bicicleta!

O propósito desta conversa é desvelar o caminho que alguns tomam, em direção a ostentação e elitização no esporte. Será que já não está na mente de alguns que ciclismo é espote de rico, assim como eu pensava sobre o tênis?

A bicicleta, por sua importância ambiental e social deve ser acessível não só para o esporte mas também como meio de transporte e lazer. O transporte por bicicleta é o meio de transporte mais discriminado e quem trafega de bicicleta é sempre considerado o menos importante, além de ser o mais frágil.

Precisamos democratizar a bicicleta, pois mais que um modismo, é um estilo de vida!! Tire as teias de aranha daquela bicicleta velha, ou a de seu parente e vem pra rua! Acredite, bicicleta é democrático, é cooperativo e solidário. É pra todos gostos, tamanhos e orçamentos…

Tarcísio Botelho é ciclista karniça e Bike Anjo https://www.facebook.com/bikeanjovalenca/


O valenciano Kaio Felipe é tricampeão do Campeonato Baiano de Ciclismo pela categoria Sub 30. O jovem fez um percurso de 16 km, com uma velocidade média de 40 km por horas. A prova contra-relógio ocorreu na cidade de Eunápolis, no sábado (21).

O atleta também se destacou no domingo (22), em um percurso de 96 km e conquistou o vice-campeonato baiano, na prova de estrada. Nesta prova, o valenciano Marcos Santo também se destacou na categoria Open, ficando na quarta colocação.

Kaio Felipe teve o patrocínio do projeto FazAtleta com as empresas Farmácia Taperoá, Supermercado Mega Mix e Comercial Santana, e apoio do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e do secretário Jean Macedo.

Fonte: Nas Malhas da Lei

 


 

Hoje (17), precisamente às 11h00min o entrando na área foi surpreendido na Rua Quintino Bocaiúva (Valença-BA).  Um veterano ciclista em um desafio, que serve de exemplo muitas pessoas.

Valmir Feijó Feijó, um exemplo a ser seguido.  Aos 75 anos, um Vovô Garoto. Determinado  e ousado. Na segunda-feira (09), saiu da cidade de Eunápolis em direção a Salvador-Bahia, carregando em sua bagageira, cerca de trinta quilos de materiais para atender suas necessidades primárias.

Um parada em Itabuna para ser entrevistado pela TV Santa Cruz.

Mais uma de suas aventuras. Vovô Garoto como é conhecido,  revelou ao Entrando na área que começou a pedalar aos 47 anos de idade e nunca mais parou.


Nesta semana, em que fiz o primeiro pedal sem dor, depois de vários meses, resolvi escrever para alertar os iniciantes no ciclismo, ou mesmo os que estão no esporte a mais tempo. Prevenção é melhor caminho para evitar dores e lesões e, além da velha dupla alongamento e aquecimento, existe uma característica de grande importância: paciência.

Doutora Luiza Botelho.

A ansiedade em aumentar a intensidade e participar de eventos e competições, leva muitos iniciantes a não dá o tempo necessário para que o corpo se adapte a exercícios mais intensos.

O preparador físico Leandro Abete, observou que nos primeiros meses de pedal, o aumento da capacidade respiratória possibilita aumentar a distância e intensidade de exercícios mas, nessa empolgação, o iniciante esquece que precisa ter musculatura e as articulações preparadas para esse esforço intenso. Provavelmente esse foi o meu caso… Agora com o joelho inflamado, entre fisioterapia e academia, deixo essa dica para o leitor: paciência!

Lembre-se que a principal máquina no ato de pedalar não é bicicleta, mas o seu corpo! Isso foi reiterado em encontro que fizemos na sede do Karniça Bike no mês de abril com a Doutora Luzia Botelho orientando os ciclistas dos grupos de Valença. Na ocasião foram mostrados os pontos críticos de lesão do ciclismo e como lidar com o desenvolvimento muscular. Fundamental: esteja sempre alongado para a prática esportiva, pois encurtamento muscular e alta intensidade frequentemente terminam em lesão.

Resumo da história: se você quer melhorar o desempenho, suba degrau por degrau, atente ao volume e intensidade de seus treinos e, mesmo quando você resolver utilizar a bicicleta diariamente, prepare-se e avance por etapas.

Procure observar a forma como você pedala e os pontos que mais lhe incomodam após a prática do esporte – joelhos, mãos, cintura. Consulte algum colega mais experiente para lhe orientar ou se estiver pensando em começar do zero basta procurar o Bike Anjo Valença que lhe ajudaremos no que precisar!

Abraços

Tarcísio Botelho é ciclista karniça e Bike Anjo


Em 1988 me lembro que atravessava São Paulo para ir ao trabalho de bicicleta, na antiquíssima caloi cruise, sem marcha e bem pesada. Mas era jovem e sobrava disposição porém, faltava um chuveiro para estar mais apresentável aos clientes.

Em outro momento, em 2005, por dois anos também a bicicleta foi meio de transporte para me levar ao trabalho e aos finais de semana a praia. Lembrei destas aventuras em razão do dia mundial de bike ao trabalho, comemorado no dia 11 de maio.

Em rede nacional, o Bom Dia Brasil apresentou uma matéria sobre uma pessoa que trocou o transporte público pela bicicleta, e demonstrou os ganhos para saúde física e mentais após um mês, comparando com os resultados iniciais.

Para pedalar em uma cidade de transito complicado como São Paulo ela teve o apoio da ONG Bike Anjo para orientação no trajeto de casa ao trabalho. Na época em que fiz isso não tive esse suporte, aliás pouco se falava de mobilidade urbana ou uso da bicicleta.

Por mais estranho que possa parecer, mudar seu meio de transporte por um mais saudável e sustentável tem sido a opção de várias pessoas e as pressões por melhores condições aos ciclistas estão aumentando. Essa data incentiva que os motoristas reflitam sobre a segurança dos ciclistas e considerem a bicicleta como meio de transporte, além de sua utilização como lazer.

Aqui na região pratica-se muito o ciclismo como esporte e aos fins de semana, mas ainda se vê a bicicleta sendo utilizada para ir ao trabalho. Porém seria por opção ou por falta alternativas em usar outro meio de transporte? O dia de bike ao trabalho é justamente para mostrar que pode ser viável sua utilização por opção, uma escolha melhor para a sua saúde e a do planeta.

Seja qual for sua bicicleta, idade e razões… Venha pedalar conosco!

Karniça Bike

No facebook: @bikeanjovalenca


O valenciano Kaio Felipe venceu neste domingo (06), o GP Bahia de Ciclismo, categoria sub 30, em Santa Terezinha-Bahia, válido pela 5ª etapa do campeonato baiano de ciclismo. Em um percurso de 80 km o atleta teve uma cadência bastante forte até a linha de chegada.

Kaio  é patrocinado pelo Governo do Estado, através do projeto Faz Atleta e conta com apoio da iniciativa privada e governo municipal de Valença- Secretaria de Esportes e SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto).