10.000km de Bicicleta!!!

Pedalar é uma satisfação enorme e cada nova conquista, nos propomos novos desafios. Por esse caminho muita gente vai longe, e bem longe!! De cicloturistas que atravessam continentes, a recordes de velocidade e amizades as conquistas são muitas em meio a transformação que a bicicleta pode produzir nas pessoas.
Hoje contamos a vocês a história de nosso amigo Napoleão Barros Santos, 33 anos, do grupo Flores e Guardiões de Maracás que pedalou 10k este ano, incluindo viagens de vários dias e percursos de 300 km. Acompanhe a entrevista:

COMO COMEÇOU SUA HISTÓRIA COM A BICICLETA?

Comecei em 2012 quando um amigo me apresentou a Speed, andei por algum tempo, mais não me apaixonei, no final de 2015 meu irmão me apresentou o MTB (montain bike), ai sim me apaixonei e comprei minha primeira Bike MTB no final de 2016.

QUAL SIGNIFICADO DO CICLISMO EM SUA VIDA, HOJE?

Esperança, que amanhã pode ser melhor que hoje, que novos desafios irão me provocar e arrancar o que tenho de melhor, significa a liberdade de conhecer lugares lindos e apreciar os detalhes da natureza, significa amizade, de poder conhecer tantas pessoas e compartilhar os melhores momentos da vida.

Há quantos anos participa de Cicloturismo e quantos já foi?

Participo a 3 anos, acredito que já fui em mais de 50, agente forma uma família que se encontra todos FDS (fim de semana) em várias cidades da Bahia.

Como surgiu a ideia de fazer 10.000km de bike?

Surgiu olhando no Strava a estatísticas de vários ciclistas, quando vi a de Manu Safira de Conceição de Coité, ela é minha inspiração para os 10 mil.

Quais foram os maiores desafios nessa aventura? Pensou em desistir?

Até agora os maiores foram a aventura na Chapada Diamantina sozinho por 5 dias, onde rodei 380 km com uma mochila pesadíssima, por estradas extremamente difíceis e sol escaldante, a viagem de Itiruçu a Salvador mais o ciclista Geovane Bitencurt em 2 dias, e a viagem de Itiruçu a Lençóis mais o Ciclista Edelvando também em 2 dias, viagens essas de mais de 300 km.

Quais estruturas para o CICLISTA você sentiu falta durante as pedaladas?

Os encostamentos que falta em muitas de nossas rodovias, a dificuldade de encontrar frutas e sucos naturais, caldo de cana, água de coco, isso pra mim é uma dificuldade.
Seu grupo de bike lhe apoiou? Como?

Sou do Grupo Flores e Guardiões da cidade de Maracás, grupo a qual me apoia em tudo, tem todo carinho comigo e me trata como Rei, sou muito grato a todos do grupo.
Teve patrocínio ou algum apoio de instituições para a realização?

Precisei de patrocínio para participar do Brasil Ride, mais infelizmente o comércio local não compreende a importância do esporte, tive ajuda apenas de amigos.

E os cuidados com a saúde, quais foram?

O máximo possível, para fazer 10 mil em um ano não podemos adoecer e nem se lesionar com quedas, então tenho que ter uma alimentação e uma vida saudável.

Quais aprendizagens você teve nesse período?

Prossigo aprendendo que somos capazes, quando temos coragem de ir, de dar o primeiro passo, as coisas vão acontecendo naturalmente basta manter o foco, a humildade, aprendi que o melhor dia para pedalar é hoje.

Situações inusitadas que você passou?

Passando por uma cidade (lajedo do tabocal), todo incrementado em roupas, sinalização e touca do reggae esperava algum comentário sobre isso mas eles pediram algo temido para muitos ciclistas do meu porte: “dá um grau aí”!! Subi ladeiras de 60º, pedalei 300 km e atingi velocidades de 89 km/h, mas esse tal de Grau… Baixei a cabeça e passei envergonhado.
Parabéns pelo feito e servirá de exemplo para todos ciclistas que iniciam ou que pretendem encarar novos desafios e aventuras!

 

Tarcísio Botelho é ciclista karniça e Bike Anjo
https://www.facebook.com/bikeanjovalenca/


Nesse fim de semana, a praia de Guaibim recebeu mais de dois mil ciclistas de todo o estado, para participarem da Trilha do Camarão, evento este, que está no seu 5° ano e foi realizado pelo Grupo Valença Bike, com o apoio de empresas locais e da Prefeitura Municipal de Valença.
Os ciclistas foram recepcionados no sábado à noite (17/11), no Restaurante da Jivanete na orla da praia. A trilha aconteceu no domingo (18/11), com  saída às 08h15min, do Taquari, mas antes, os ciclistas desfrutaram de um café da manhã.
A trilha foi de nível leve a médio, com 32 km de percurso sem ladeiras e um trecho de areia. Teve 4 pontos de hidratação com motos, carro de apoio e ambulância.
Para o prefeito Ricardo Moura, “investir em eventos como este é de suma importância, pois além de incentivar o esporte, faz com que movimente o nosso lindo Guaibim, principalmente, no viés econômico.”
O encerramento do evento aconteceu com som ao vivo para a confraternização dos ciclistas e sorteio de brindes.
Fonte: ASCOM- Prefeitura Municipal de Valença
Fotos: Valdemir Lima

 

Cicloturismo é a melhor e mais tranquila face de todas as opções oferecidas pela bicicleta. Pode ser um curto pedalar pela estradinha calma que liga o campo à cidade, ou uma longa e difícil viagem detalhadamente planejada, sempre representa um prazer especial.

O ciclista se encontra com cores, formas, cheiros, sons, natureza, detalhes e mais detalhes da paisagem. A bicicleta permite que o ambiente seja vivenciado. Já, na velocidade de qualquer veículo motorizado tudo vai passando, ficando para trás.

Não é necessário ser um ciclista experiente para fazer cicloturismo. Qualquer um pode fazê-lo. Basta ir com calma, respeitar os próprios limites, beber água e alimentar-se na hora certa e assim vencer pouco a pouco a distância.

No cicloturismo há sempre uma sensação de aventura, retorno à infância, mistura de liberdade e molecagem sadia. É um escapar da mesmice. Bicicletas são simples e revelam que a vida pode ser muito simples. Permitem uma viagem relativamente rápida e ainda assim relaxada; e a um preço muito, muito baixo.

E os problemas? Cansou? Quer voltar? Pegue uma carona ou enfia a bicicleta num ônibus. Quebrou a bicicleta? É fácil encontrar quem conserte bicicletas. Onde você vai dormir não tem garagem? Enfia a bicicleta dentro do quarto.

Há regras e limites, como para tudo. No cicloturismo é respeitar Leis de trânsito e meio ambiente, além e principalmente, respeitar as regras do bom senso e da boa convivência. Enfim, no cicloturismo até os problemas são simples de resolver.
Escolha a sua forma de cicloturismo e divirta-se.

A melhor viagem que fiz na vida foi quando saí de casa para uma simples pedalada, com a única ideia de diminuir as tensões, e acabei voltando quatro dias depois.
Bem distante de casa, tive o cuidado de avisar o meu pessoal e pronto. Estava vestido com roupa de ciclismo, óculos e capacete. Portava a carteira e o cartão.
Era só eu e minha bicicleta de estrada, mais água, uma câmara reserva três espátulas e a bomba de pneu; e só.
Encontrei local simples e simpático para dormir. Comprei shorts e camiseta bem baratos, e lavei a roupa de ciclismo à noite. Durante o dia saía para pedalar nos arredores. Parava para almoçar prato feito.

Simples e maravilhosos dias!

Fonte: Escola de Bicicleta


Estamos prestes a vivenciar o V Cicloturismo de Valença, ou trilha do Camarão, que acontecerá no dia 18 de Novembro, no distrito de Guaibim. Para este evento são esperados ciclistas de todo o Estado e principalmente de regiões mais próximas como o baixo sul, Nazaré, Santo Antônio, Lage, Amargosa dentre outros. Estas cidades tiveram seus eventos de cicloturismo este ano, mas o diferencial do “pedal” de Valença é o trecho de praia, em que os participantes deverão passar pela areia, aproveitando o visual do mar enquanto queimam calorias no passeio.

Em meio a este evento e lembrando que o Pedalage, que no ano anterior era chamado de trilha, este ano se auto intitulou Cicloturismo, uma questão me surgiu: o que é cicloturismo, trilha e que difere de outros eventos? Não que eu me preocupe muito com a precisão de conceitos no ciclismo, mas as pessoas que viajam de bicicleta publicam suas aventuras chamando de cicloturismo, ou seja, o que é que?

A revista bicicleta, em um texto específico, diz que o cicloturismo são viagens longas utilizando a bicicleta e outros textos a ideia e fazer turismo utilizando a bicicleta. Em geral, nas fontes consultadas, a bicicleta é o meio utilizado para viajar, com aquelas malas e bagageiros enormes. Inclusive a revista bicicleta chama as viagens de Bike em trechos curtos de passeios ciclísticos, como são os cicloturismos de nossa região com 30 km, em média.

Poderíamos então chamar nossos eventos de passeios ciclísticos, pois são curtos e a bicicleta não é o meio utilizado para se deslocar entre as cidades. Ah, mas alguns diriam que muitos vão de bike para os eventos!! Mas daria seria o suficiente já que ir “no giro” com os pertences em veículos e sem objetivo de fazer turismo no caminho para chamar cicloturismo?

Pode ser questionável, devido às características, os que viajam de bike por longas distâncias, as vezes por anos estão mais próximos de cicloturismo. E você o que acha, podemos chamar os próximos eventos de passeios ciclísticos?

Tarcísio Botelho é ciclista karniça e Bike Anjo

https://www.facebook.com/bikeanjovalenca/


O Quinto Cicloturismo em Valença, na praia do Guaibim, está cada vez mais próximo de acontecer. Faltam 26 dias para o início da Trilha do Camarão!

Para os pedaleiros da Bahia, fica a expectativa de a grande festa chegue logo. Para  deixar a galera mais animada olha só a bike que será sorteada no dia do evento.  Pensando nisto por que não comprar a camisa alusiva ao evento e um ou uns bilhetes para levar este valioso prêmio para a sua casa.

Para participar, basta adquirir a camisa do evento antecipadamente R$ 50,00 ou comprar o cupom por R$ 10,00 no dia do evento.

Uma realização Valença Bike!

*PROGRAMAÇÃO TRILHA DO CAMARÃO*
– Sábado a noite recepção na Praia do Guaibim, na Barraca de Jivanete a partir das 20horas com som ao vivo
– Domingo, café da manhã a partir das 06:30h na Barraca de Jivanete no Taquari
– Início da Trilha as 08 horas sem atraso por motivo de horário da maré
– Trilha de nível Leve a médio de 30 km, sem ladeiras porém com um trecho de areia
– Teremos no total 4 pontos de hidratação, com motos, carro de apoio e ambulância
– No meio da trilha haverá um ponto de apoio com som ao vivo
– Finalização na Barraca de Jivanete com som ao vivo e sorteio de brindes

*RECOMENDAÇÕES*

– Usar protetor solar
– Usar calças (trechos com tiririca)
– Hidratar nunca é pouco, época de verão na praia, muito calor
– Pode trazer a família, pois a praia é muito agradável
– Cuidado ao entrar na Praia, com o mar não se brinca

Fonte: Valença Bike


 

 

Esta é frase comum na boca da galera, principalmente do Pedal, seja para você acompanhar os organizadores de eventos e grupos ou simplesmente para acompanhar um pelotão!
Mas para seguir o líder, ele precisa ser considerado como tal. Este status é algo que se conquista, não é lhe é dado ou transferido. Como se diz no jargão da administração são pessoas que lidam com maestria em relações interpessoais, valorizando o potencial de cada um para uma causa.

Para mim, inclui o desafio de deixar um legado para sua área, em nosso caso o ciclismo.

E ao falar em legado precisamos registrar os que servem de referência para a grande gama de ciclistas deste pais, algo que cresce em ritmo exponencial. Falemos primeiro de uma grande surpresa para o ciclismo de estrada que é Remco Evenepoel, jovem belga que vem ganhando tudo em sua categoria, sendo considerado por muitos como sucessor dos grandes campeões do passado.

Girando a incríveis 50km/h de média ele de deu ao luxo de chegar com folga depois de cair e perder 2 min em relação aos pelotão principal. Guarde esse nome, pois ele tem 18 anos e deve sair das categorias de base direto para o profissional com muito tempo ainda para se aperfeiçoar.

 

Em seguida precisamos registrar aqui o fenômeno nacional Henrique Avancini nas provas internacionais de Montain Bike. Se precisávamos de referência, apesar da falta de incentivo ao esporte em nosso país, agora nós temos em quem nos espelhar. Como aconteceu com Guga no tênis eu espero que avancini sirva de exemplo e impulsionador para o esporte, após ganhar duas provas de alto nível internacional. Ele mesmo disse em recente entrevista que gostaria que estas medalhas e conquistas venham impulsionar os ciclistas brasileiros de todas as categorias!

Deixo somente uma ressalva, assinando em baixo do que disse Samuca Zerref, que a vitória é do Avancini e não do Brasil, pois não houve incentivo nenhum do país ao campeão, foram conquistas na raça e com o patrocínio da Cannondale.  Precisamos de estrutura para o ciclismo nas ruas e nas competições. Siga a gente!

Tarcísio Botelho é ciclista karniça e Bike Anjo
https://www.facebook.com/bikea