Os ciclistas de Valença, que nos dias atuais não são poucos, se organizam através de diversos grupos (Valença Bike, Anjos da Trilha, Tonho’s bike, Cajaíba Bike, Ranca Pulmão e os Galinhos). A bicicleta é a companheira de todos os ciclistas. O Valença Bike é o grupo mais numeroso, isto é fato, mas quando o negócio é representar Valença no cicloturismo, os diversos grupos tem o mesmo foco e pegam a mesma estrada em diversos veículos e uns até preferem ir pedalando.

No último domingo (08) invadiram a cidade de Ubaíra. Verdade, grupos diferentes, porém uma única festa, o mesmo objetivo. Se divertir, conhecer culturas diferentes, movimentar o corpo. Enfim, em busca de uma vida saudável.


 

Meu motor não é 1.0 nem 1.4. É meu próprio corpo, meu esforço.

Minha buzina é uma campainha, e só serve pra dizer ‘bom dia’.

Meu ar condicionado é o vento que bate no rosto.

Minhas janelas nunca estão fechadas. São meus olhos, meus sentidos.

Meu MP3 player é o canto dos pássaros e os sons da cidade ao longe.

Meu escapamento é meu suor que, em vez de poluir, purifica.

Meu stress no trânsito? Não existe.

Não me sinto preso, enclausurado. O mundo se abre ao meu redor. E não me passa despercebido.

Eu não passo pela cidade, eu pertenço à cidade.

Eu nunca estou atrasado. O caminho é a melhor parte, não o destino.

Minha saúde está garantida. E ainda não contribuo para prejudicar a dos outros.

Meu carro? É minha bicicleta!

Mude seu dia. Mude sua vida. Mude sua cidade. Mude seu mundo.

Vá de bike!

Fonte: texto enviado por um ciclista (Lucas Neiman).


Michael Goolaerts, de 23 anos, ciclista belga, morreu neste domingo (8) em um hospital de Lille, na França, após ter sofrido uma parada cardíaca no meio da corrida Paris-Roubaix.

Faltando cerca de 125 quilômetros para a linha de chegada, o ciclista caiu, de repente, no meio da prova. A equipe médica tentou reanimar o esportista, mas sem sucesso. Então, Goolaerts foi levado de helicóptero ao hospital mais próximo, no entanto, não resistiu.

“É com inimaginável tristeza que temos de comunicar a morte do nosso corredor e amigo Michael Goolaerts. Morreu hoje à noite, pelas 22:40 (horário local) no hospital de Lille, na presença de membros da família”, anunciou a equipe do atleta, Verandas Willems-Crélan.

A prova é uma das mais tradicionais do ciclismo e é popularmente conhecida como a “Rainha das Clássicas” ou de “Inferno do Norte”.(ANSA)


 

A Praia do Guaibim, distrito de Valença-Ba, sediará pela sexta vez consecutiva  a 3ª e 4ª etapas  do Ranking Estadual de Speed – provas  contra relógio e estrada- nos dias 13 e 14 de abril. Evento promovido pela Federação Baiana de Ciclismo. Mais uma vez contará com o apoio do Guaibim Praia Hotel  de propriedade da empresária Joca e da Prefeitura Municipal de Esportes, através da Secretaria de Esportes.

As inscrições serão realizadas no Guaibim Praia Hotel.


Esse manifesto vem em tempo, quando nosso colega foi atropelado ao pedalar em nossas estradas sem acostamento, sem infraestrutura ou apoio ao ciclista. E precisamos falar nisso, para não tapar o sol com a peneira e continuar pedalando sem considerar o óbvio: você poderá ser o próximo! Por mais que tenhamos cuidado, acessórios e horários diferenciados, não nos isenta do risco. Cabe ressaltar que mesmo as trilhas fora de estrada, muitas vezes passam antes em um trecho de estrada! Abandonar a bike não é uma possibilidade, então só resta a opção: lutar por estrutura, políticas de mobilidade urbana e pra isso… Mobilização!

Segundo Bernardo Toro mobilizar é “convocar as vontades em torno de uma causa comum”, então é preciso pensar sobre vontades e causas comuns: qual o seu propósito quando você sobe numa bike? Já pensou nisso? Existem causas comuns entre os grupos de ciclistas e pedaleiros ou o individual prevalece sobre as questões coletivas?

Ouço relatos sobre divisão de grupos de ciclistas nesta cidade: falta participação, integração (associativismo) e vejo, sinceramente, poucas iniciativas de inclusão e mobilização. Essas reflexões nos ajudaram a escolher outro caminho, centrando energia em ações destinadas às políticas que visam a segurança e estrutura para o ciclismo e, prioritariamente, a inserção de novos praticantes. Me surpreendeu, ao chamar de pedaleiro um rapaz que ia ao trabalho, de bike fixa, e ouvi do colega: “esse não tem nada de pedaleiro”. Ou seja, como disse Renata Falzoni (Bike é Legal), existem os que pedalam por opção e outros por falta de opção. Criamos assim… hierarquias! Inclusive entre experientes e iniciantes, pois a despeito da cooperação existente nos passeios, são exceção os eventos que buscam a difusão do esporte, principalmente, entre os que usam a bike como transporte. Será que estamos indo em direção à elitização?

Haveria uma certa alienação ao rodar em bikes caríssimas em uma cidade sem estrutura, acostamento e ciclovias, ou sem considerar a mobilização em torno de causas comuns? Às vezes o propósito de pedalar melhor, mais rápido, mais longe pode levar há uma competição exacerbada e a exclusão dos iniciantes. Vejo os recordes de trecho, os compartilhamentos de tempo e questiono se atingir um KOM[1] pode ser o único sentido do ciclismo? Respeito o desejo de progredir e melhorar sua performance porém, a competição nos distancia da cooperação e de um propósito maior: o fortalecimento do movimento ciclista. Talvez um dia tornemos a bike um meio de transporte viável e seguro.

Enfim, é neste contexto que surge o Karniça Bike, em meio a tantos outros grupos, para ocupar o segmento pouco explorado: o da inclusão e do fomento ao ciclismo. Como faz o Bike Anjo, queremos a inserção de novos, a valorização de todos os que pedalam, em qualquer bicicleta e mesmo com diferentes propósitos.

Nossa proposta, registrada nesse manifesto, é a de cooperar antes de competir, de incluir em vez de hierarquizar e lutar pelo desenvolvimento de estruturas para o ciclismo a partir da ampliação de praticantes e da mobilização em torno de causas comuns.

Reiteramos que, embora pouco lembrado, a bike é importante para um planeta sustentável: um meio de transporte ecológico e saudável. Nosso grupo tem como foco a difusão do esporte, a melhoria da saúde e a luta para que se torne meio de transporte. Priorizamos passeios inclusivos, a cooperação intra e intergrupal e a mobilização para a criação de estruturas para o uso seguro da bicicleta em nossa cidade e região.

Se há diferentes interesses no ciclismo, respeitamos quem pretende ser bruto ou galático, mas nossa prioridade são os peba, que apesar da simplicidade dos materiais, são essenciais para a ampliação e fortalecimento do movimento e consequente pressão por melhores estruturas.

A competição em nosso grupo é pessoal e o coletivo é sempre cooperativo. Aprender sobre a bike e buscar aperfeiçoá-la é importante, mas não é preciso de grandes investimos para alcançar nossos objetivos: simplicidade e companheirismo.

Fonte: Tarciso Botelho, ciclista do Karniça Bike.

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[1]     King of Montain (KOM/QOM) é recorde estabelecido pelo ciclista que usa o APP Strava em comparação com outros praticantes que usam o mesmo sistema.


Solidariedade e Ciclismo uma via de mão dupla. ”Solidariedade é uma palavra forte que expressa sentimentos de amor ao próximo… uma qualidade latente no coração das pessoas generosas”.

Os ciclistas de Valença, representados pelos diversos grupos não tem descansado. Estão sempre em movimento.

Neste mês de março, capitaneado pelo grupo Valença Bike, tem buscado reunir os pedaleiros em prol do ciclista, Claudio Cacau-atropelado no mês passado por um automóvel quando fazia aquilo que mais gosta pedalar- No último domingo (18), em um restaurante da cidade promoveu um evento com objetivo de arrecadar fundos. Foi um sucesso, ciclistas ,  amigos e familiares compareceram para  degustar uma gostosa feijoada, concorrer a prêmios , ouvir e dançar ao som de uma boa música.

Parabéns aos diversos grupos de ciclistas. Valença Bike é show!

Crédito das fotos: facebook

 

 

 

 

 

 

 


Domingo, dia 18 de março de 2018, será realizada no Restaurante Boca a Boca, em frente à Associação Atlética, uma “Feijoada Solidária”. O evento tem como objetivo arrecadar fundos para ajudar o Ciclista Cláudio – conhecido como Cacau – na cobertura das despesas em uma cirurgia. Relembrando para uns e informando a outros, Cacau foi vitima de um acidente, sendo atropelado por um veículo na subida do Patipe em viagem para a Praia do Guaibim.

Amigo, um ciclista, pai de família que infelizmente está sem poder exercer a sua profissão. Por isto, convido todos para exercitar este ato de solidariedade.

Este evento está sendo coordenado pelo grupo Valença Bike. Será cobrado um valor R$ 15,00 (Quinze reais) por prato, e será servido a partir das 9:00  da manhã de domingo (18). Haverá sorteio de muitos prêmios.

Fonte: Valença Bike.