O Campeonato Francês está oficialmente terminado e o Paris Saint-Germain será declarado campeão da temporada temporada. A decisão que já havia sido adiantada pelo “L’Equipe” e pela “RMC Sport” foi confirmada em anúncio de Édouard Philippe, Primeiro Ministro Francês.

Além da equipe de Neymar sair do torneio com mais um troféu, o jornalista Joel Domenighetti diz que pelo critério de pontos conquistados por partida, Olympique de Marseille e Rennes vão para a Liga dos Campeões ao lado do vencedor.

Não só a primeira, mas também a segunda divisão também foi paralisada de forma definitiva. Philippe foi muito contundente em suas palavras na quinta-feira.

Ainda não se sabe o que vai acontecer com as equipes que estão em competições europeias, como o PSG e o Lyon que estão vivos na Liga dos Campeões. Além disso, o governo francês proibiu treinamentos coletivos com mais de 10 pessoas.

Além de ter definido o campeões e os próximos classificados para o maior torneio de futebol do Velho Continente, Lille, Reims e Nice são os times que vão representar o país na Liga Europa. Amiens e Toulouse são os rebaixados para a segunda divisão. A Ligue 1 seguiu a decisão tomada também na Holanda e Bélgica.

 


A pandemia do novo coronavírus fez com que todas as competições fossem paralisadas e, consequentemente, as equipes não podem fazer atividades nos respectivos centro de treinamentos para evitar a propagação da doença.

Assim como vários clubes brasileiros, inicialmente Bahia deu vinte dias de férias aos funcionários e atletas no dia primeiro de abril, prorrogáveis por mais dez, caso o surto não tivesse sido controlado. Foi o que aconteceu e o Esquadrão divulgou nesta quarta-feira (15) que os profissionais do clube estão de férias até o final deste mês.

Ainda não há uma previsão exata de quando as competições serão retomadas e iniciadas. Após o período final das férias, clubes e CBF devem ter batido o martelo em relação a este assunto.


Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol, confirmou para os presidentes dos 20 clubes que fazem parte da Série A1 do campeonato estadual a intenção de terminar de qualquer maneira a competição deste ano. Ele afirmou ainda que os campeonatos das outras séries também serão concluídos.

Numa reunião realizada através de vídeo conferência na tarde quarta-feira (15), a Federação que é responsável  por administrar o futebol de São Paulo se comprometeu a apresentar uma solução capaz de resolver todos os problemas e encontrar uma solução viável para todos os clubes, tão logo as autoridades competentes da saúde deem um sinal verde para a realização dos jogos.

O presidente da Federação Paulista disse que não tem como o campeonato estadual ser interrompido, nem deixar de ser concluído. Mas, por enquanto, nada pode ser decidido, em função da pandemia do coronavírus


Eventos que reúnam multidões, incluindo competições esportivas, não serão permitidos na Alemanha e na Bélgica até o dia 31 de agosto. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (15), pelos respectivos governos. Isso, entretanto, não exclui a possibilidade da realização de partidas de futebol, inclusive as da Bundesliga, mas só se forem realizadas com portões fechados, ou seja sem público nas arquibancadas.

Os grandes eventos (incluindo aqueles relacionados ao esporte), que têm um papel fundamental na disseminação do vírus (covid-19) e continuarão proibidos até 31 de agosto. O anuncio foi feito pela chefe do governo alemão, Angela Merkel, depois de uma reunião com os líderes dos dezesseis estados regionais de seu país. Foto: Divulgação

Os torcedores, portanto, não teriam acesso aos estádios até pelo menos setembro.


Arthur Antunes Coimbra foi um dos maiores jogadores da história do futebol mundial. Mais conhecido como Zico, ele fez história no Flamengo, na Seleção Brasileira e em clubes do exterior.

Seu talento permitiu que se tornasse não só um ídolo dos rubro-negros, mas de torcedores de todos os clubes do país. Hoje, aos 67 anos, o Galinho, como também era chamado, permanece no futebol, agora atuando fora de campo, como diretor técnico do Kashima Antlers, após um período como técnico em clubes e seleções do exterior.

E nesta terça-feira (14), Zico concedeu entrevista exclusiva à Equipe dos Galáticos. Ao vivo, na Itapoan FM, o ex-jogador relembrou a carreira, comentou sua relação com a Bahia e analisou o futebol atual.

Confira o bate-papo abaixo:

Você tem noção de como é querido e idolatrado na Bahia?

Engraçado que fui mais à Bahia quando ainda não era ídolo do Flamengo. Depois, fui poucas vezes. Tenho noção pelo carinho que a gente recebe através das redes sociais. As poucas vezes que fui aí depois de ter parado de jogar, percebi esse carinho das pessoas. É sinal de que valeu a pena tudo que fiz na minha carreira.

Você foi um dos grandes cobradores de falta da história. O que sente, hoje, ao ver poucos gols de falta no nosso futebol?

Nasci com um dom, mas treinei muito, depois que cheguei na categoria profissional. Sou muito grato a um ex-goleiro do Flamengo, que jogou no Bahia, o Renato. Quando eu subi, ele viu que eu tinha dom para bater falta. Ele me chamou para treinar com ele. Quando acabava o treino, treinava com ele. Assim comecei e ele foi muito importante. Foi quem me deu a maior força. Quando me tornei titular, comecei a treinar, pelo menos, 70 a 100 faltas duas vezes por semana. Fui me aprimorando e quando chegava a hora do jogo era como se eu estivesse em treinamento. Hoje, falta muito isso. É tanto preparador, tanto auxiliar…o cara diz que quando acaba o treino é melhor não se cansar. Hoje falta treinamento para que os gols de falta aconteçam.

Sua saída do Flamengo, em 1983, para a Udinese-FLA, foi muito sentida pela torcida. Hoje, o que você pode falar sobre aquela negociação?

A gente primeiro tem que pensar que naquela época existia a lei do passe. Hoje, você escolhe para onde quer ir, seis meses antes de terminar o contrato pode fazer um pré-contrato com outro clube. Naquela época, ainda não existia isso. Se o clube dissesse não, era não. Naquela época, para ter passe livre, eu precisaria ter 10 anos de clube e 32 anos de idade. Se eu renovasse, completaria dez anos de clube e dois anos depois faria 32 anos de idade. O presidente, Dunshee de Abrantes, muito vivo, viu que era a hora de ganhar algo comigo. Eu não queria sair, tentei ficar, mas ele quis a negociação, não tive muito o que fazer.

Não ter sido presidente nem técnico do Flamengo foi uma opção pessoal?

Foi escolha total minha não ser presidente nem técnico. Ainda tive uma passagem por lá, em 2010 (como diretor), que foi traumatizante, pois envolveu família. Foi bom passar aqueles quatro meses lá para ter a certeza que não tenho como ocupar qualquer cargo no Flamengo. Só posso ajudar do lado de fora.

E sobre a Seleção Brasileira, qual análise você faz da geração de 1982, da qual fez parte com nomes como Toninho Cerezo, Falcão, Sócrates, Roberto Dinamite e Júnior?

Foi uma geração maravilhosa, que apresentou o verdadeiro futebol brasileiro. Independente de ter ganho ou não a Copa, ficou marcado na história. Guardadas as devidas proporções do que era jogado no futebol daquela época para o que é jogado hoje, a qualidade dos jogadores era indiscutível. Era um futebol já tático, que trazia muitas emoções.

Os craques daquela equipe teriam condição de jogar em alto nível no futebol de hoje?

Teriam, com muita facilidade. Na nossa época, quando chovia, o uniforme pesava três, quatro quilos, as chuteiras precisavam ser amaciadas, as bolas não eram como as de agora, os campos não eram bons como os de agora, os clubes não tinha estrutura de primeiro mundo, como os de agora. Então, temos que ver por esse lado também. Imagina aquele pessoal, com aquela inteligência, aquele futebol, com tudo que tem hoje no futebol. Seria brincadeira. A geração de hoje, também com a qualidade deles, poderia se adptar àquela época, mas não iria ter toda essa estrutura que tem hoje.

E o Flamengo campeão da Libertadores e Mundial em 1981, é possível fazer comparação ao time de Gabigol, Bruno Henrique e Cia?

As diferenças são muitas, principalmente na estrutura de trabalho. Naquela época, o clube tinha uma estrutura ruim, atrasava salário. Fomos campeões treinando em campo society, pois deu uma praga no campo do Flamengo. Segundo, o Flamengo não gastou nada com a gente, pois a maioria era da base. Esse time de agora foi investido. O Flamengo gastou uma fortuna, muito bem gasta, para montar esse time. São jogadores espetaculares. Agora, uma coisa os dois times tiveram em comum, uma vontade enorme de ganhar os jogos, uma disposição muito grande em campo. Se faz o segundo gol, quer buscar o terceiro, o quarto. Mas, as diferenças são muitas.

E sobre sua carreira de técnico, nunca teve o sonho de ser treinador da Seleção Brasileira?

Eu paguei pela língua, pois em nenhum momento pensei em ser treinador de futebol. Depois, optei por ser treinador de futebol no exterior. Eu não dirijo nenhum clube do futebol brasileiro e nem nunca dirigi, então acho que não posso ser treinador da Seleção Brasileira. Isso nunca me passou pela cabeça. Hoje estou diretor técnico do Kashima e também não passa pela minha cabeça voltar a ser treinador de futebol.

Porque você acha que os técnicos brasileiros, hoje, não têm oportunidades nos grandes clubes do futebol europeu?

Primeiro, enquanto o Brasil não voltar a ter uma conquista mundial, isso vai ter uma interferência muito grande. Quem ganha, entra na  moda. Mas, o que mais a gente sente é uma falta de brasileiros não na Europa, pois nunca houve tanto. O que me preocupa é que o mercado árabe, africano, onde o brasileiro sempre teve muito espaço, esses espaços foram perdidos. Mas, quando o Brasil ganhava muito, o mercado brasileiro era muito solicitado. O Brasil precisa ganhar de novo uma Copa.

E sobre o futebol atual, acredita que teremos mudanças após a pandemia do coronavírus?

Não acredito. As coisas, como estavam funcionando, em relação a isso, estavam funcionando bem. Nada disso que aconteceu foi proposital. Agora, todos estão tentando dar sua contribuição para que tudo termine o mais rápido possível. Acho que o esporte, o futebol, pode continuar da mesma forma.

Por fim, você como maior ídolo da história do Flamengo, qual análise faz de Gabigol, atleta mais querido desse atual elenco?

Relação ótima. Até coloquei um canal no YouTube, o Zico10, e logo que ele chegou foi fazer entrevista comigo. Passou a mão na minha perna e disse que era para pegar um pouquinho de gol (risos). Mas, gol ele sabe fazer. É um jovem muito bem centrado, muito equilibrado. Passei a ter uma outra impressão dele, com relação ao que a gente via de longe. Ele está comprovando ser um dos grandes ídolos da história do clube. Tem que entender que a responsabilidade cada vez mais aumenta, as pessoas esperam muito dele, então tem que estar preparado para corresponder.


O orçamento do Grêmio para 2020 prevê o faturamento de R$ 88 milhões em vendas de jogadores. Diante de um cenário de crise, como o atual, no qual as receitas são praticamente nulas, o valor deverá ser revisto. No entanto, o clube monitora, por exemplo, a situação de Juninho Capixaba, lateral-esquerdo emprestado ao Bahia.

Dono de 60% dos direitos econômicos do atleta (o restante é dividido entre Corinthians – 10% – e o próprio Tricolor baiano – 30%), o time gaúcho sabe que o atleta se encontra na mira do Porto, de Portugal. E, obviamente, como destaca o Uol Esporte, uma eventual transferência envolveria bem menos dinheiro do que com nomes mais consagrados do atual plantel e ajudaria, no mínimo, a amenizar as dificuldades causadas pela pandemia de coronavírus, que paralisou por completo o calendário do futebol.

A projeção aponta para para uma venda na casa dos 7 milhões de euros, o equivalente a quase R$ 40 milhões na cotação atual. Se confirmando isso, o Grêmio arrecadaria R$ 23,8 milhões e o Bahia o montante de 11.9 milhões. O Corinthians, por sua vez, arremataria 3,9 mi.


No dia 13 de março, Al-Hazm e Al-Faisaly empataram por 2 a 2 no encerramento da 22ª rodada da primeira divisão da Arábia Saudita. Eram seis brasileiros em campo, além dos técnicos André Gaspar e Péricles Chamusca. A princípio, era mais uma partida como as outras, mas foi a última do Campeonato Saudita em mais de um mês.

Dois dias mais tarde, os aeroportos fecharam para conter o avanço do coronavírus no país. Os jogadores foram pegos de surpresa e tentam agora retornar para casa. São 29 atletas do Brasil na primeira divisão local, além de três comissões técnicas.

Os números da Organização Mundial da Saúde apontam que o país tem 4.462 casos confirmados e 59 mortes por coronavírus. No entanto, 150 pessoas da família real saudita contraíram a Covid-19.

O zagueiro Igor Rossi, capitão do Al-Faisaly, é um dos atletas que querem regressar ao Brasil. Ele disse que os clubes liberaram os atletas estrangeiros para voltar aos países de origem na última semana, e cobrou uma resposta da embaixada sobre o assunto.

– A embaixada responde a mesma coisa, que eles estão em contato com companhias aéreas, cotando voos, mas não tem prazo ainda. Já está alguns dias nessa mesma situação. O problema é que não temos uma data. Se nos falassem que tal dia vamos poder retornar, a gente se programa, até mentalmente.

No entanto, não são todos os atletas que pensam em retornar de imediato. Luisinho, meia do Al-Wehda, elogiou as medidas impostas pelas autoridades sauditas e se mostrou preocupado com a evolução da Covid-19 no Brasil.

– Eu ainda não tentei voltar, até porque o Brasil se encontra em um momento complicado e aí não seria viável minha ida agora.