O comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 confirmou na manhã desta segunda-feira, 30, que realizará a próxima edição do maior evento esportivo do mundo doze meses mais tarde da data original. A Olimpíada será entre os dias 23 de julho e 8 de agosto de 2021. A decisão foi comunicada em conjunto com o Comitê Olímpico Internacional.

O orçamento de todos os Jogos terá de ser revisto. O contrato com algumas das sedes esportivas também passará por uma renegociação. Há ainda a preocupação sobre como ficará a questão dos ingressos e devolução de dinheiro para quem não quiser mais ir aos Jogos.

Em sua 32ª edição, a previsão era de que 11 mil atletas, de pelo menos 204 países, disputassem os Jogos, distribuídos por 33 esportes. Se não bastasse esse contingente de pessoas, o COI e o Comitê Organizador do Japão tinha por estimativa que as provas recebessem até cinco milhões de espectadores de todo o mundo, nos 43 locais de disputas.


O adiamento foi decidido. Os Jogos Olímpicos não começarão em 24 de julho. A afirmação é do membro mais antigo do COI (Comitê Olímpico Internacional), onde está desde 1978, o ex-presidente da Wada (a agência internacional antidopagem) Dick Pound, de 75 anos.

Em entrevista ao jornal americano “‘USA Today”, nesta segunda-feira, o dirigente canadense disse que as Olimpíadas de Tóquio serão adiadas, provavelmente para 2021, mas que os detalhes ainda serão discutidos nas próximas semanas.

– Com base nas informações do COI, o adiamento foi decidido. Os parâmetros daqui para frente não foram determinados, mas os Jogos não começarão em 24 de julho, pelo que sei – declarou o veterano do COI.

Dick Pound é dos membros mais influentes da entidade e também dos que mais dão declarações à imprensa. Segundo ele, a decisão sobre o adiamento será tomada em etapas e eles, do COI, começarão a lidar com as “imensas” consequências a partir desta definição.


 

O Presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach voltou a falar na tarde desta quarta-feira sobre a pandemia do novo coronavírus, que tem cancelado diversos eventos esportivos e causado milhares de mortes no mundo inteiro. Depois de garantir outra vez que a Olimpíada segue marcada para a data prevista, dia 24 de julho, o dirigente falou que se reuniu com representantes dos atletas para traçar diretrizes para os próximos meses:

 Disse que teve uma boa reunião, através  vídeo com 220 atletas que estarão na Olimpíada de 2020. Todos eles entendem que ainda tem mais quatro meses pela frente. Afirmou que existem muitas perguntas a serem respondidas sobre as restrições e dificuldades do sistema de classificação

Atletas do mundo inteiro têm se pronunciado oficialmente sobre o não adiamento dos Jogos, casos da campeã olímpica do salto com vara Katerina Stefanidi e da britânica Katarina Johnson-Thompson. As questões são que os atletas não têm lugar para treinar, já que a maioria das piscinas, pistas e centros esportivos dos países da Europa e nos Estados Unidos estão fechados.

O calendário dos torneios pré-olímpicos já está atrasado, uma vez que 42 das 50 modalidades tiveram competições classificatórias para os Jogos adiadas ou canceladas.


Tendo entrado para a história por colocar o Brasil pela primeira vez na final da patinação artística individual dos Jogos Olímpicos de Inverno, Isadora Williams não conseguiu, nesta sexta-feira (23), repetir a boa apresentação da última quarta-feira. Ela sofreu uma queda e terminou a decisão em último lugar. A competição foi vencida pela russa Alina Zagitova, de 15 anos, que ficou com o ouro em PyeongChang.

A brasileira caiu no início da sua apresentação, ficando com 88,44 pontos no programa longo (144,18) no total, terminando sua participação na Coreia do Sul na 24ª posição.

Isadora, de 22 anos, filha de mãe brasileira e pai americano, nasceu nos Estados Unidos, mas representa o Brasil em torneios internacionais desde 2010. Após a prova, ela foi comunicada que será a porta-bandeira do país na cerimônia de encerramento, repetindo Sochi-2014.

A campeã Alina Zagitova fez hoje 156,65 pontos, ficando no total com 239,57. A medalha de prata ficou com sua compatriota Evgenia Medvedeva e o bronze foi para Kaetlyn Osmond, do Canadá.

Fonte: Galáticos.

Foto: Lucy Nicholson/Reuters


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O Brasil bateu a Alemanha no Maracanã e conquistou o tão sonhado ouro olímpico, após empatar por 1 a 1 no tempo normal mais prorrogação.

A equipe comandada por Rogério Micale abriu o placar com um golaço de Neymar de falta ainda no primeiro tempo, mas acabou sofrendo o empate logo no início da etapa final.

Os alemães conseguiram segurar o empate apesar da pressão brasileira, mas nas cobranças de pênaltis Peterson perdeu para a Alemanha, enquanto o Brasil marcou todos os cinco gols. Na ultima cobrança, a estrela maior do time pentacampeão na atualidade, Neymar, colocou no ângulo e deu fim ao tabu da seleção canarinho em olimpíadas.


Brazil's Erlon De Souza Silva and Brazil's Isaquias Queiroz Dos Santos celebrate after the Men's Canoe Double (C2) 1000m final at the Lagoa Stadium during the Rio 2016 Olympic Games in Rio de Janeiro on August 20, 2016. / AFP PHOTO / Damien MEYER

Mais uma vez, Isaquias Queiroz anotou seu nome na história do esporte olímpico brasileiro. Na manhã deste sábado – penúltimo dia de Jogos Olímpicos – o baiano de Ubaitaba conquistou mais uma prata na canoagem velocidade e chegou a três medalhas em uma única edição das Olimpíadas, sendo o primeiro brasileiro a conseguir tal fato.

Os alemães cruzaram a linha de chegada com tempo de 3min43s912. Isaquias e Erlon vieram forte, cravando 3min44s819. A dupla russa Ilia Shtokalov e Ilya Pervukhin chegou a liderara a prova com uma arrancada espetacular na parcial final, mas perderam força e terminaram na quinta colocação.

O jovem de 22 anos agora ultrapassa nomes como Gustavo Borges (prata e bronze em Atlanta 1996) e Cesar Cielo (ouro e bronze em Pequim 2008), da natação, e Guilherme Paraense (ouro e bronze) e Afrânio da Costa (prata e bronze), ambos nos Jogos da Antuérpia 1920.

Isaquias é um dos principais nomes do esporte atualmente, já tendo sido três vezes campeão mundial – no C1 500m em 2013 e 2014 e no C2 1.000m em 2015. O canoísta também foi campeão nos 1.000m e 200m do C1 no Pan-Americano de Toronto 2015.

As três medalhas conquistadas – prata no C1 e C2 1.000m e bronze no C1 200m – também foram as primeiras do Brasil na história da canoagem olímpica. Com a prata da dupla e as duas medalhas garantidas no vôlei de quadra masculino e no futebol masculino, o Brasil já garante 18 no quadro geral e conquista sua melhor participação em Olimpíadas, ultrapassando as 17 de Londres 2012.

 


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 A cada participação de Usain Bolt nas Olimpíadas, novos feitos são alcançados. Nesta quinta-feira, o jamaicano superou a chuva que caiu no Engenhão e se tornou o primeiro tricampeão olímpico dos 200m rasos, com 19s78. Embora buscasse recordes, ele não conseguiu atingir as marcas que estabeleceu como recordes mundiais e olímpicos. O canadense Andre De Grasse ficou com a prata (20s02), enquanto o francês Christophe Lemaitre levou o bronze (20s12).