No mundo do futebol existem alguns profissionais que insistem  em dizer que o futebol é algo muito simples. Por exemplo, em sua simplicidade e sabedoria Neném Prancha- personagem da década de 50- dizia o seguinte: “futebol é muito simples, quem tem a bola ataca quem não tem se defende”. Prancha e alguns outros têm suas razões, para tal afirmativa. Afinal, tem muita gente boa que complica.

Observando por outro ângulo: Futebol não é algo difícil, concordo com a turma que pensa desta maneira. Futebol não é difícil, é uma atividade complexa, multifacetada.

Para uma equipe de futebol entrar em campo depende de muitos braços, cabeças e pernas.  Muita gente participa e cada um tem sua função e seu grau de importância. Do presidente a turma que providencia a roupa arrumada e cheirosa, massagens, o gelo, a laranja, etcétera  e tal…  Uma grande rede de cooperação, para que tudo aconteça, conforme o planejado e trabalhado. Como nos diz Sorian, em seu livro:  “A Bola não entra por acaso”.

Quer saber o que está acontecendo dentro do time? Pergunte ao roupeiro ou ao massagista.  O pior é que tem treinadores que ignoram estes colaboradores, mal cumprimenta-os.

Quando falamos desta turma- roupeiros e massagistas- não podemos deixar de relembrar, Zuza, Paviléu (im memoriam), Vavá da Vila Operária (im memoriam) e o Valter . E agora os mais recentes e que tem dado uma grande contribuição para o selecionado valenciano neste intermunicipal.  Refiro-me a Ademir, Romildo e Guaiamun (foto abaixo).

Voltando a falar desta turma, os treinadores  deveriam ter mais atenção com estes colaboradores, pois o bom  rendimento de um atleta depende   de um conjunto de fatores: aspectos físicos, técnicos, táticos e sobretudo emocional.  Fechando o papo: os treinadores não sabem o que estão perdendo. Esta turma sabe tudo que acontece no vestiário. Funciona algumas vezes como ouvidores dos atletas. Esta é a minha opinião. Segue o jogo…


E a Seleção Azul e Branca, desta vez, não teve que recorrer aquele futebol ridículo de bolas longas, sem troca de passes, como iniciou a competição em 2017.

Ao contrário, do início ao fim, no Estádio Barachísio Lisboa, em Ituberá, o selecionado valenciano buscou trocar passes  e seguir atacando de preferência pelas extremidades do campo, com Alaba pela direita e com Nino Bolívia, na esquerda, este com vontade de leão, uma pena que os  seus companheiros não perceberam que por ali, estava o caminho  mais  próximo do gol.

A seleção da Terra das Águas não queria a bola. Fechou a casinha e se defendia como podia, na esperança de encontrar uma bola perdida, ou um erro do adversário.

Em um deslize do sistema defensivo valenciano, Cacique abriu o placar. E a partida seguia com o mesmo enredo.  O time de Paulinho agredia o adversário forçava o empate e tomava sustos lá na sua cozinha.

No segundo tempo, a turma da Terra Nunca vencida puxou a trava, baixou a intensidade, mas ainda criava alguns embaraços para a defesa adversária. Até que aos 19 minutos,uma falta que Piroquinha cobra; ele  ouviu os gritos do treinador de goleiros Danilo, e colocou a gorducha  no lado direito do guarda meta Niguito.  Plantando no ar a esperança da virada, que aconteceu aos 45 minutos.

Baixinho se redimiu do seu erro  no primeiro tempo e numa cabeçada certeira, ao receber um passe no alto, com a  maestria do lateral Nino Bolívia. Coroando assim, a boa estreia do nosso selecionado.

Por estas e por outras razões espera-se que o elenco não durma em berço esplêndido e a comissão técnica encontre o caminho para fazer as devidas correções dos erros cometidos e que este triunfo seja um fator de elevação da autoestima e da confiança necessária para seguir nesta toada em direção às próximas fases. Esta é a minha opinião. Segue o jogo…


Caros amigos e amigas, seguidores ou não,  do Entrando na área. Amanhã (12) a bola começa a rolar pela sexagésima  primeira vez o Campeonato intermunicipal de Futebol Amador. Uma competição que envolve aproximadamente metade dos municípios da Bahia. Em números redondos 250 cidades. Um evento que envolve profissionais de diversas áreas.

Existem cidades que o Intermunicipal é uma verdadeira paixão. Santo Amaro, Cachoeira, Itajuípe por coincidência cidades consideradas vitoriosas nesta competição.

Das 64 seleções, aproximadamente 07 seleções investem  para conquistar o título. Eunápolis, Itapetinga, Cachoeira, Santo Amaro, Valente, Euclides da Cunha e Itamaraju. Algumas outras com elencos medianos apostam na superação dentro dos gramados.  Com poucos ou médios investimentos buscam realizar uma boa campanha. Dentre elas, o selecionado valenciano.  Outras tantas, participar da primeira fase e se possível avançar algum passo adiante já se darão por satisfeitas. Até comemoram!

Esta é  a  realidade desta competição, qualquer semelhança com outras competições pelo mundo afora é apenas uma coincidência.

Considerada a menina dos olhos da atual gestão da Federação Baiana de Futebol, poderia ter outro mimo. Não achas?

Considerando toda a trajetória do Campeonato Intermunicipal, é necessário reconhecer avanços. Entretanto, é repicado em todos os quadrantes, muito ainda por fazer. Por exemplo:  Já não se admite um evento de tal envergadura, tão revelador de craques, altos investimento s para algumas, apenas oferecer troféus e medalhas aos  campeões. Como diria, Muá filosofo de Botequim: ”é  pouca farinha para o meu pirão”. Esta é a minha opinião, segue o jogo…


Gastar menos e produzir mais. Trabalhar menos e produzir mais.  São máximas repetidas no mundo do trabalho. Patrões e empregados buscam tornar realidade estes desejos. Será que estas máximas podem ser aplicadas no universo do futebol?

Primeiro é necessário esclarecer que o futebol faz parte do mundo do trabalho. Apesar dos reducionistas, enxerga-lo como algo a parte, separado.

Futebol nos dias atuais se transformou em um grande negócio, entretanto, poucos ganham muito. A maioria dos atletas trabalha muito e ganha pouco; dura realidade do futebol profissional.

E futebol amador faz parte deste contexto? Sim. Com as devidas ressalvas; esta atividade pode ser considerada, hoje, como um pequeno negócio. O capital circula em todos os campeonatos. Vários atletas preferem o amadorismo em vez do profissionalismo. Alguns dizem: “aqui se paga pouco, mas, recebemos”.

Na tentativa de ser fiel ao título deste texto, recupero parte da entrevista do técnico do Bahia da Baixa Alegre (Tony Fonseca), ao repórter Fabrício Lemos: “meu time é barato. Alguns atletas jogam recebendo apenas a passagem. O custo total por jogo está em torno de dois mil reais”. Parabéns, Fonseca, em um campeonato com equipes que gastam até 10 mil reais, é merecedor de elogios.

Amanhã (02), no Estádio Antônio Sereia, o Tricolor da Baixa Alegre vai enfrentar o Skiva da Vila Operária. O rubro-negro é favoritaço. Tem um elenco melhor tecnicamente e maior investimento. Fatores que por si só não levam a vitória. O futebol tem várias lógicas, uma delas diz que: “quem investe mais e tem jogadores superiores tecnicamente, possui mais chances de conquistas”. Por estas e por outras razões, será que o Time da Vila Operária vai confirmar a lógica do tem mais, pode mais? Ou será superado pela lógica do Tricolor da Baixa Alegre. Pode mais, tendo menos? Esta é a minha opinião, segue o jogo…


…Titulo de um sucesso nacional em outras épocas. Serve para ilustrar a situação de Valença Futebol Clube e Palmeiras Futebol Clube. Confronto deste domingo (15), às 16h00min no Estádio Antônio Sereia, o Sereião.

Há uma luz no túnel dos desesperados. Há um cais no porto para quem precisa chegar. O  campeonato não tem sido moleza para o Tricolor da Matriz e Verdão do Tento.  Recuperando o cantor Herbert Viana, nem tudo está perdido.

Situação bem parecida entre as duas equipes, Ambas ainda não pontuaram. Sofreram muitos gols. Há duas partidas sem vencer. Aliás, o jejum do Valença é muito mais, três competições que não sente o sabor de um triunfo. Nesta competição apenas o saldo de gols as separam. O Valença tem – 4 gols e o Palmeiras -5gols.

Por estas e por outras razões, um empate garante a classificação do Tricolor e ao Verdão só uma vitória o coloca na próxima fase.  Trata-se de um clássico valenciano que sempre foi muito disputado e não será diferente desta vez. O Time de Marquinhos Capitão tem muito no que melhorar em todos os setores. Já o Verdão do Tento demostrou evolução na derrota para o Bolívia, mas é muito pouco para quem deseja chegar ao final da competição. Fechando a conta, as duas equipes necessitam de  muito mais se quiserem continuar frequentando o Sereião até a partida final do campeonato 2018. Esta é a minha opinião, segue o jogo…


Oh tristeza, me desculpe.  Já raiou o dia estou desvairado, sem rumo e sem direção. Confuso, sem saber para onde ir hoje à tarde. Motivo: o Sereião está vazio. Neste domingo não vai ter futebol.

Existem algumas coisas que não podem faltar aos domingos na vida dos brasileiros. Macarrão, Faustão, o Fantástico e futebol. Em um tempo muito distante seria acrescentado  missa dominical. Uma imposição do Estado.  Felizmente, o Estado hoje é laico. Considera que os assuntos religiosos devem pertencer à esfera privada do indivíduo. O Laicismo tolera a igreja, assim como outras crenças, em atendimento à diversidade.

Como para toda regra existe a exceção, algum leitor certamente não se enquadra neste contexto. Tens todo o direito a fazer suas escolhas.

De volta ao inicio do texto, hoje não tem futebol no Estádio Antônio Sereia por uma única razão, o Flamengo da Bolívia, digo o Flamengo de Carlos e Furo, resolveu desistir do campeonato. Que papel ridículo. Tiveram todo o tempo do mundo para tomar esta decisão, simplesmente melaram o campeonato, justamente já na quarta rodada resolvem desistir.

Recorro a uma linguagem do empreendedorismo. “Decisão gera decisão”. A atitude indecorosa dos dirigentes do rubro negro do Bairro mais populoso de Valença gerou impactos  em vários setores. Em primeiro lugar o torcedor está “P da Vida”, os vendedores ambulantes sabem que hoje não vai ter ninguém para comprar suas mercadorias, as emissoras não irão transmitir, os patrocinadores ficaram órfãos da divulgação dos seus negócios, os bilheteiros, maqueiros, os árbitros, assistentes e jogadores não terão suas gratificações, os bares no estádio estarão fechados. Caros leitores, perceberam o tamanho do estrago? Mancharam o melhor campeonato amador da Bahia.

Oh tristeza, me desculpe, os cartolas do Mengão pisaram na bola, mancharam uma história muito bonita. Seus pares dirigentes de cinco clubes (Bolívia, Bahia, Skiva, Ipiranga e Valença), pediram uma punição severa.  Por estas e por outras razões, espera-se que os dirigentes da Liga Valenciana  de Futebol  tomem as devidas providências  à luz do regulamento , com ética e respeito àqueles que amam o futebol. Esta é a minha opinião, segue o jogo…


Uma notícia pegou a comunidade desportiva valenciana de surpresa. A desistência do campeonato valenciano por parte do Flamengo da Bolívia. Quais as razões que levou o Rubro Negro se afastar? Em princípio, inclusive já de domínio público, foi ausência de dinheiro no caixa do clube. Aliás, é um problema que aflige todos os participantes. Cada um com sua dificuldade. Todos sabem o custo elevado para se manter uma equipe no campeonato local, principalmente quando ele permite a participação de atletas de qualquer origem.

O que tem intrigado as pessoas, é que os clubes eram sabedores antes do inicio da competição, e por que o Flamengo resolveu tomar esta decisão alguns poucos dias antes da quarta rodada? Será que o argumento dos diretores do time da Bolívia convencerá? Muitas perguntas que oportunamente deveremos obter respostas dos protagonistas deste episódio.

Decisões geram decisões. Quais os impactos desta atitude? Uma delas certamente será o enfraquecimento da disputa por tudo que o Flamengo de Furo já representa para o nosso futebol, como também o enfraquecimento da disputa dentro do grupo o qual o clube demissionário fazia parte, porque Skiva, Gandu e Bahia antecipadamente já estão classificados. Definirão apenas posições na tabela.

Os Clubes que participaram da reunião para avaliar o fato, Bahia, Ipiranga, Valença, Skiva e Bolívia, indignados recomendaram ao presidente interino (Antônio Cardoso), uma apenação de cinco anos fora do campeonato para a equipe infratora,

Por estas e por outras razões, o torcedor está na bronca agora espera-se que a Liga Valenciana tome as devidas providências à luz da verdade dos fatos.