“… É preciso trabalhar muito; haverá tropeços, momentos de desânimo e eventuais quedas; será preciso superar obstáculos; é preciso ter motivação, perseverar, insistir; acreditar no que faz e em si próprio”.

O texto introdutório desta matéria reflete minhas expectativas em torno dos trabalhos do selecionado valenciano nesta árdua labuta que será a disputa do Campeonato Intermunicipal. O comando será da Liga Valenciana de Futebol mediante uma grande rede de cooperação. Prefeitura Municipal, empresários, torcedores, comissão técnica e simpatizantes.

O presidente da LVF, o professor Enéas Soares, assumiu a responsabilidade de conduzir os destinos do futebol valenciano durante os próximos quatro anos. Deu seu pontapé inicial na reorganização interna e legalização da entidade perante os entes públicos. Sem tempo no calendário para realizar o campeonato local deu apoio ao selecionado na disputa da Copa Intervale. Soares, agora, tem um grande desafio: levar o selecionado valenciano a conquista inédita da maior competição amadora da Bahia, o intermunicipal 2019. Para isto, tem trabalhado muito e precisará de muito mais… Esta é a minha opinião, segue o jogo Caro Leitor…



“O esporte é essencial para uma melhor qualidade de vida assim como o conhecimento faz diferença no mundo em que vivemos. Vida é movimento”.  O movimento é uma necessidade vital do ser humano. Para as crianças e adolescentes o esporte proporciona momentos ricos em sua aprendizagem.

“Ao praticar um esporte expressamos sentimentos, crenças, valores enfim nosso modo de sentir e perceber o mundo”. Mas, por que será que se faz tanto esporte no mundo e as pessoas estão cada vez mais pobres e mais doentes? Qual a razão do nosso país ter investido em  duas copas do mundo, uma olimpíada e conviver ainda com altos índices de analfabetismo, doenças e desigualdade social e econômica? Boas perguntas que exigem respostas profundas e balizadas.

As olimpíadas surgiram de forma amadorística e com objetivo de revelar atletas, incentivar a prática do esporte e melhorar o mundo, principalmente em suas relações humanas. Infelizmente, tem sido usada ao longo do tempo para fins políticos e comerciais.

Depois da televisão, o esporte, principalmente o futebol, virou uma grande mercadoria. Onde poucos ganham muito. Seguindo uma das lógicas do mundo capitalista.

Creio que uma das poucas saídas dentro o mundo esportivo seja a sociedade civil promover cada vez mais o esporte nas comunidades. Devemos cada vez menos esperar que a iniciativa seja de governos. Todos têm dado testemunhos que são incapazes de atender as demandas sociais Por isso, as comunidades devem alavancar o esporte, os governos devem estimular, principalmente com a criação de infraestrutura. Apoio pontual e esporádico tem revelado não ser a solução.

Tive a oportunidade de acompanhar a realização da Segunda Corrida e Caminhada Ecológica, um evento idealizado e realizado pela comunidade do Bonfim, zona rural de Valença, através da  Associação Beneficente União do Bonfim (ABUB)- que contou com o apoio da gestão municipal. Uma parceria do público e do privado. Palmas para os envolvidos. Atletas, servidores públicos que deram apoio logístico e dirigentes da entidade associativa.

Por estas e por outras razões, acredito cada vez mais na força da comunidade. Na concentração do seu capital social para realização de eventos. Que assim seja! Comunidade e poder público cada qual cumprindo o seu papel, com as partes que lhes cabem para desenvolvimento da sociedade. Esta é a minha opinião…Segue o jogo, caro leitor!


Essa música é mais atual do que se possa imaginar! Grande Paulo Diniz… Musicou um poema excepcional do Drummond!

Parafraseando Paulo Diniz: e agora Enéas? Você foi eleito recentemente para dirigir os destinos do futebol valenciano nos próximos quatro anos. Tarefa árdua, para dar conta das demandas atuais do nosso futebol.

Estás assumindo uma entidade que carrega no seu bojo histórico,  o peso de ter revelado muitos craques para o futebol nacional e internacional. Duas vezes vice-campeã do intermunicipal. A Bahia esportiva considera o campeonato valenciano o mais competitivo do interior.

Os nostálgicos tem a tendência de sempre achar o passado melhor que o presente. Estava acompanhando uma entrevista do técnico Levir Culpi, aliás existem entrevistas que são verdadeiras fontes de aprendizados. Levir Culpi faz parte de um time de excelência nestes tipos de entrevista. Ele disse o seguinte: Bêbados e idosos são sinceros em suas falas.

Como eu sou idoso, vou usar minha sinceridade: Meu caro professor Enéas, o futebol valenciano tem um passado brilhante, entretanto vive um momento doloroso.  Continua realizando um campeonato competitivo, porém não tem oportunizado nem revelado bons jogadores. Alguns poucos que se destacam preferem defender outras cidades em competição intermunicipal. O torcedor não tem comparecido ao estádio frequentemente, exceto em alguns poucos jogos. Grandes equipes do futebol baiano se apresentarem  no Sereião faz parte de um passado muito distante.

Mesmo com a imobilidade da liga, alguns abnegados tem realizado trabalhos nas comunidades. O poder público tem apoiado a liga valenciana de futebol, mas a relação custo benefício tem sido muito baixa. Como podes observar, muitos problemas a serem resolvidos. Sua entrevista no Programa Esportivo Entrando na Área, não ficou muito claro o que você pretende realizar para mudar este quadro do nosso futebol. Por estas e por outras razões recorro mais uma vez ao poema: “sem parede nua para se encostar, sem cavalo preto que fuja a galope, você marcha, José! José, para onde”?

Espero que a sua pratica seja capaz de implementar mudanças definitivas em nosso futebol. Esta é a minha opinião…


E assim é a vida, uns amigos entram, outros saem; uns deixam um gostinho de quero mais, outros que sua ausência nem falta faz; uns caminham ao seu lado, outros por caminhos distintos; uns querem ver sua vitória, outros aplaudir sua derrota. Não é fácil, mas assim é a vida.

Assim é a vida, assim é o futebol. Um gostinho de quero mais foi o desejo que ficou no imaginário dos torcedores, dirigentes e atletas da seleção valenciana neste intermunicipal.

A seleção valenciana teve sua trajetória interrompida de maneira prematura neste último domingo (21), na cidade de Itambé.  Apesar dos desfalques, os escolhidos do treinador Paulinho não se intimidaram diante de um forte adversário.

É preciso reconhecer que mesmo diante de várias limitações o trabalho foi bem feito. Sob o comando do embrionário e infante treinador Paulinho, a comissão técnica desenvolveu um trabalho onde seus frutos começaram a produzir ao longo da competição. Uma pena que não encontrou as soluções adequadas na decisão por pênaltis.

Depois de conseguir segurar o adversário em seu próprio terreiro e em casa, durante os 180 minutos, faltou-lhe a qualidade devida na hora de a onça beber água.

Ficou um gostinho de quero mais, sobretudo, pelo potencial do elenco. Jogando em um gramado que lhe ofereceu boas condições de praticar o futebol, a qualidade do jogo apareceu e deixou- nos com o sentimento que se podia muito mais. Uma pena, no mata-mata só pode passar um em cada grupo.

Para a tristeza de todos aqueles que estiveram  ao lado  do selecionado da Terra da Saudosa Professora e Poetisa Macária Andrade, fica o sabor amargo da eliminação, mais uma vez, na terceira fase da competição.

Por estas e por outras razões, ficam as lições, quiçá sejam aprendidas, porque um gostinho de quero mais é muito pouco pelo passado tão glorioso do nosso futebol,  que este presente tão conflituoso  seja ponte para encontrarmos as soluções e superar os obstáculos que são enfrentados pelo futebol amador. Que se ergam as pontes!


Seleção de Valença e Seleção de Itajuípe se encontram neste domingo (23), no Estádio Antônio Sereia, em partida válida pela segunda fase do intermunicipal.

Será que podemos considerar um derby do futebol amador da Bahia? Afirmo que não, afinal das contas, inexiste rivalidade entre as duas seleções. Todas as vezes que se encontraram a paz reinou! Um clássico sim. Afirmo em gênero, número e grau. Trata-se   de duas seleções que tem uma extensa história nesta competição.

A seleção de Itajuípe já conquistou dois títulos e continua o seu sonho de ser tri campeão. Já a seleção valenciana tem dois vices na sua galeria.

O último confronto das duas seleções, a turma de Marcos Barbosa levou vantagem. Aconteceu em 2013 quando Valença foi goleada no Estádio Humberto Badaró e eliminada da competição. A seleção itajuipense naquele ano conseguiu o seu segundo título.

Ambas as seleções garantiram suas vagas antecipadamente. A seleção de Itajuípe tem um aproveitamento de mais de oitenta por cento e ainda não sofreu gol. O seu goleiro, o conhecido Rose está há 540 minutos sem ser vazado. Já o selecionado valenciano chega a esta fase com um pouco mais de cinquenta por cento.

Os torcedores de Itajuípe estão satisfeitos com o rendimento de sua seleção, enquanto a torcida valenciana vive a expectativa de ver sua seleção evoluir na competição.

Ocorre que a primeira fase já foi.  Agora é a vera! Como nos diz o poeta do botequim.  Vai começar a fase denominada mata-mata.  A chapa começa a esquentar.

Como estão as duas seleções para este confronto? A seleção de Itajuípe poderá ter um desfalque de peso. O bom zagueiro Rodrigo, atleta de 21 anos, vem sendo o destaque no sistema defensivo.

Já o selecionado da  Terra do Camarão, em conversa com o treinador Paulinho, ele me revelou que tem apenas uma dúvida no ataque, porém a tendência e manter a equipe que goleou a seleção de Ituberá no último confronto da primeira fase. Eu arriscaria dizer que Paulinho mandará a campo: Anderson, Alaba, Caio Pataíba, Baixinho e Nino Bolívia; Buiu, Diego Lopes, Dedèo e Othon; Piroquinha e Nino Guaibim;

Por estas e por outras razões, creio ser uma partida sem favoritismo, será vencedora quem melhor entender o jogo e fazer as melhores escolhas no embate. Um pontinho poderá deixar o visitante satisfeito, porém os donos da casa irão em busca do triunfo, e terá a oportunidade de mostrar ao seu torcedor que tem estatura para seguir na briga pelo tão sonhado e inédito título de campeão do intermunicipal. Esta é a minha opinião, segue o jogo Caro Leitor…

 


O selecionado valenciano faz uma boa campanha na primeira fase do Campeonato Intermunicipal. Isto é fato! Agora, qual a razão do torcedor não está demonstrando sua satisfação no Estádio Antônio Sereia?

Outra pergunta: porque os jogadores no ultimo domingo (26), agradeceram apenas um grupo restrito de torcedores (fui informado por um torcedor)?

Historicamente, os torcedores do futebol valenciano sempre exigiram que a sua seleção além de vencedora, seja melhor que o seu adversário, principalmente quando joga em casa. E quando existe um bom investimento, que é o caso em apreço, esta cobrança é mais forte.

O jogo de futebol apresenta três resultados possíveis. Nem sempre uma equipe será a vencedora, entretanto, é necessário olharmos além do placar final.

Por estas e por outras razões. Torcedores e jogadores têm um desejo comum: vencer. Porém, o torcedor quer algo além do resultado. O Torcedor é emoção!  Esta é a minha opinião, segue o jogo…


Confesso que no último domingo (21), fui ao Estádio Antônio Sereia cheio de boas expectativas. Uma grande frustração tomou conta de mim ao longo dos 90 minutos. Assistir um jogo de bola e não uma partida de futebol.

No meu olhar de futebolista,  deparei-me com uma proposta de jogo eminentemente primitiva.  Bolas longas, excesso de lançamentos na área e falta daquele ingrediente que expressa à qualidade do jogo e o sentido de solidariedade, o passe qualificado.  Faltou qualidade técnica de ambos os lados. Um jogo muito físico.

Do ponto de vista tático, a Seleção de Santo Antônio de Jesus, fez uma partida seguindo rigorosamente as ordens do chefe (Gival).  A ordem era vencer, nem que fosse com meio gol. Foi uma equipe muito vibrante e conseguiu atingir no primeiro tempo, dois objetivos: 1- não deixou o adversário jogar. 2. Achou a bola que procurava, abriu o marcador ainda no primeiro tempo. Cumprida a tarefa fechou ainda mais a casinha, trancou a porta e jogou a chave fora.

Já o selecionado valenciano traiu todas as expectativas nela depositada.  Um desempenho muito distante daquele apresentado no triunfo de estreia, quando venceu a Seleção de Ituberá por 2 a 1 de virada!

Uma escalação que surpreendeu, ao improvisar a lateral direita, Jardiel em substituição ao jovem Alaba e Nino Guaibim como atacante. Contou com o desfalque de Diego, entretanto, ganhou o reforço com a estreia de Buiù.

No primeiro tempo os comandados de Bruno não conseguiram se livrar da marcação rigorosa do seu oponente e pouco criou. Uma falha coletiva permitiu o adversário inaugurar o marcador. Na volta do vestiário, os treinadores resolveram mexer em suas equipes.

Por um lado, a equipe visitante querendo segurar o placar, já a dona da casa com trocas no meio de campo e ataque. Correr atrás do lucro, porque o prejuízo era um fato concreto. Uma luta inglória. Justiça seja feita, o desempenho melhorou. Criou algumas oportunidades, finalizou pouco e desperdiçou  as poucas chances de marcar o gol.

Por estas e por outras razões,  venceu quem soube aproveitar a oportunidade criada, e  teve competência para segurar o placar minimo até o último silvo do  apito do senhor João Paulo Duarte de Oliveira. Perdeu aquela que não soube aproveitar a oportunidade, correu muito, mas pensou pouco. De ambos os lados sobrou musculatura e faltou técnica. Esta é a minha opinião, segue o jogo…