Gastar menos e produzir mais. Trabalhar menos e produzir mais.  São máximas repetidas no mundo do trabalho. Patrões e empregados buscam tornar realidade estes desejos. Será que estas máximas podem ser aplicadas no universo do futebol?

Primeiro é necessário esclarecer que o futebol faz parte do mundo do trabalho. Apesar dos reducionistas, enxerga-lo como algo a parte, separado.

Futebol nos dias atuais se transformou em um grande negócio, entretanto, poucos ganham muito. A maioria dos atletas trabalha muito e ganha pouco; dura realidade do futebol profissional.

E futebol amador faz parte deste contexto? Sim. Com as devidas ressalvas; esta atividade pode ser considerada, hoje, como um pequeno negócio. O capital circula em todos os campeonatos. Vários atletas preferem o amadorismo em vez do profissionalismo. Alguns dizem: “aqui se paga pouco, mas, recebemos”.

Na tentativa de ser fiel ao título deste texto, recupero parte da entrevista do técnico do Bahia da Baixa Alegre (Tony Fonseca), ao repórter Fabrício Lemos: “meu time é barato. Alguns atletas jogam recebendo apenas a passagem. O custo total por jogo está em torno de dois mil reais”. Parabéns, Fonseca, em um campeonato com equipes que gastam até 10 mil reais, é merecedor de elogios.

Amanhã (02), no Estádio Antônio Sereia, o Tricolor da Baixa Alegre vai enfrentar o Skiva da Vila Operária. O rubro-negro é favoritaço. Tem um elenco melhor tecnicamente e maior investimento. Fatores que por si só não levam a vitória. O futebol tem várias lógicas, uma delas diz que: “quem investe mais e tem jogadores superiores tecnicamente, possui mais chances de conquistas”. Por estas e por outras razões, será que o Time da Vila Operária vai confirmar a lógica do tem mais, pode mais? Ou será superado pela lógica do Tricolor da Baixa Alegre. Pode mais, tendo menos? Esta é a minha opinião, segue o jogo…


…Titulo de um sucesso nacional em outras épocas. Serve para ilustrar a situação de Valença Futebol Clube e Palmeiras Futebol Clube. Confronto deste domingo (15), às 16h00min no Estádio Antônio Sereia, o Sereião.

Há uma luz no túnel dos desesperados. Há um cais no porto para quem precisa chegar. O  campeonato não tem sido moleza para o Tricolor da Matriz e Verdão do Tento.  Recuperando o cantor Herbert Viana, nem tudo está perdido.

Situação bem parecida entre as duas equipes, Ambas ainda não pontuaram. Sofreram muitos gols. Há duas partidas sem vencer. Aliás, o jejum do Valença é muito mais, três competições que não sente o sabor de um triunfo. Nesta competição apenas o saldo de gols as separam. O Valença tem – 4 gols e o Palmeiras -5gols.

Por estas e por outras razões, um empate garante a classificação do Tricolor e ao Verdão só uma vitória o coloca na próxima fase.  Trata-se de um clássico valenciano que sempre foi muito disputado e não será diferente desta vez. O Time de Marquinhos Capitão tem muito no que melhorar em todos os setores. Já o Verdão do Tento demostrou evolução na derrota para o Bolívia, mas é muito pouco para quem deseja chegar ao final da competição. Fechando a conta, as duas equipes necessitam de  muito mais se quiserem continuar frequentando o Sereião até a partida final do campeonato 2018. Esta é a minha opinião, segue o jogo…


Oh tristeza, me desculpe.  Já raiou o dia estou desvairado, sem rumo e sem direção. Confuso, sem saber para onde ir hoje à tarde. Motivo: o Sereião está vazio. Neste domingo não vai ter futebol.

Existem algumas coisas que não podem faltar aos domingos na vida dos brasileiros. Macarrão, Faustão, o Fantástico e futebol. Em um tempo muito distante seria acrescentado  missa dominical. Uma imposição do Estado.  Felizmente, o Estado hoje é laico. Considera que os assuntos religiosos devem pertencer à esfera privada do indivíduo. O Laicismo tolera a igreja, assim como outras crenças, em atendimento à diversidade.

Como para toda regra existe a exceção, algum leitor certamente não se enquadra neste contexto. Tens todo o direito a fazer suas escolhas.

De volta ao inicio do texto, hoje não tem futebol no Estádio Antônio Sereia por uma única razão, o Flamengo da Bolívia, digo o Flamengo de Carlos e Furo, resolveu desistir do campeonato. Que papel ridículo. Tiveram todo o tempo do mundo para tomar esta decisão, simplesmente melaram o campeonato, justamente já na quarta rodada resolvem desistir.

Recorro a uma linguagem do empreendedorismo. “Decisão gera decisão”. A atitude indecorosa dos dirigentes do rubro negro do Bairro mais populoso de Valença gerou impactos  em vários setores. Em primeiro lugar o torcedor está “P da Vida”, os vendedores ambulantes sabem que hoje não vai ter ninguém para comprar suas mercadorias, as emissoras não irão transmitir, os patrocinadores ficaram órfãos da divulgação dos seus negócios, os bilheteiros, maqueiros, os árbitros, assistentes e jogadores não terão suas gratificações, os bares no estádio estarão fechados. Caros leitores, perceberam o tamanho do estrago? Mancharam o melhor campeonato amador da Bahia.

Oh tristeza, me desculpe, os cartolas do Mengão pisaram na bola, mancharam uma história muito bonita. Seus pares dirigentes de cinco clubes (Bolívia, Bahia, Skiva, Ipiranga e Valença), pediram uma punição severa.  Por estas e por outras razões, espera-se que os dirigentes da Liga Valenciana  de Futebol  tomem as devidas providências  à luz do regulamento , com ética e respeito àqueles que amam o futebol. Esta é a minha opinião, segue o jogo…


Uma notícia pegou a comunidade desportiva valenciana de surpresa. A desistência do campeonato valenciano por parte do Flamengo da Bolívia. Quais as razões que levou o Rubro Negro se afastar? Em princípio, inclusive já de domínio público, foi ausência de dinheiro no caixa do clube. Aliás, é um problema que aflige todos os participantes. Cada um com sua dificuldade. Todos sabem o custo elevado para se manter uma equipe no campeonato local, principalmente quando ele permite a participação de atletas de qualquer origem.

O que tem intrigado as pessoas, é que os clubes eram sabedores antes do inicio da competição, e por que o Flamengo resolveu tomar esta decisão alguns poucos dias antes da quarta rodada? Será que o argumento dos diretores do time da Bolívia convencerá? Muitas perguntas que oportunamente deveremos obter respostas dos protagonistas deste episódio.

Decisões geram decisões. Quais os impactos desta atitude? Uma delas certamente será o enfraquecimento da disputa por tudo que o Flamengo de Furo já representa para o nosso futebol, como também o enfraquecimento da disputa dentro do grupo o qual o clube demissionário fazia parte, porque Skiva, Gandu e Bahia antecipadamente já estão classificados. Definirão apenas posições na tabela.

Os Clubes que participaram da reunião para avaliar o fato, Bahia, Ipiranga, Valença, Skiva e Bolívia, indignados recomendaram ao presidente interino (Antônio Cardoso), uma apenação de cinco anos fora do campeonato para a equipe infratora,

Por estas e por outras razões, o torcedor está na bronca agora espera-se que a Liga Valenciana tome as devidas providências à luz da verdade dos fatos.


Duas equipes tradicionais do futebol valenciano. Agremiações  que recebem um tratamento carinhoso dos seus torcedores e simpatizantes.

O Palmeiras rebatizado como o Periquito do Tento. O Ipiranga, por sua vez, o Canarinho da Vila Operária. Duas agremiações acostumadas a disputar títulos.

O Ipiranga recentemente papou o titulo de campeão em 2016. Já o Verdão do Tento foi finalista no ano passado (2017), quando foi derrotado pelo Bahia da Baixa Alegre.

O Palmeiras nos últimos anos tem recorrido a parcerias, como estratégias para redução dos custos.  Têm dado certo dentro de campo, boas campanhas realizadas.

  A pergunta que fica no ar, e fora de campo? Respondo com outra pergunta: por que tem trocado tanto de parceiros? Com a palavra, Domingo Assis.

E o Ipiranga, Dois anos de grandes investimentos. Um título em 2016 e uma campanha razoável em 2017.  Perdeu seu grande investidor, André Cairu,  por ironia do destino trocou a camisa amarela e preta por verde, vermelha e branca. O maior rival do time da Vila Operária, o Tricolor da Matriz.

Neste domingo (04), mais um desafio com lugar definido e hora marcada, às 16h00min, no Estádio Antônio Sereia. Bom público é esperado. Uma peleja com possibilidades iguais de vitória. Cinquenta por cento de chances para os dois lados, pois se trata de um clássico que historicamente tem se revelado com muito equilíbrio.

Ambas as equipes totalmente desfeitas e refeitas para este campeonato, mais uma razão que torna difícil um prognóstico. Por estas e por outras razões, nos resta apenas uma alternativa, esperar o último silvo do apito do árbitro da partida. Esta é a minha opinião, segue o jogo…


Já dizia o poeta Carlos Drummond de Andrade, “Futebol se joga no estádio, futebol se joga na praia, futebol se joga na rua, futebol se joga na alma”. Hoje é domingo, dia de futebol.  Aqui em Valença diversos espaços esportivos a bola rola para alegria e deleite dos apaixonados pela bola. Aliás, o poeta também escreveu, “A bola é a mesma: forma sacra para craques e pernas de pau”.

Hoje bem cedo o espetáculo acontece em um torneio beneficente na prainha, Boca da Mata, distrito de Maricoabo. Também muito futebol no ginásio de esportes do município (Valença), onde as meninas estarão desfilando em um torneio.  Na parte da tarde a terceira Copa do Café, zona rural de Valença, dará início a sua segunda fase.

Sem demérito a outros equipamentos esportivos do nosso município, mas chique mesmo, é o estádio Antônio Sereia, para nós o santuário do futebol valenciano.  Bahia da Baixa Alegre, atual campeão, enfrenta o Skiva pela segunda rodada do campeonato valenciano. Uma expectativa, será que o público terá o tamanho da partida na abertura, quando o Bolívia aplicou uma sapecada para cima do Valença (3 a 0)?  Oitocentas almas pagaram ingressos para assistir uma boa partida de futebol.

E o jogo, Como será? Existe favorito?

Duas equipes com filosofias diferentes. O Bahia privilegia os atletas naturais de Valença, alguns cascudos com bons desempenhos outrora. O Skiva, ao contrário, tem um elenco formado por atletas de outras localidades. Um time que possui muitas figuras já conhecidas.

Enquanto o time da Baixa Alegre terá a responsabilidade de se manter no topo, afinal é o atual campeão da cidade, o Time da Moda busca o resgate do espírito de campeão. Uma partida onde o Vermelho e Preto da Vila Operária é favorito, entretanto, não há nenhuma garantia de triunfo porque terá pela frente um adversário difícil e acostumado a derrubar Golias. Não há como negar a superioridade do Skiva.  Porém, não basta técnica, habilidade, organização tática e preparo físico.

Acredito no que escreveu o outro poeta, Nelson Rodrigues:’ Quem ganha e perde as partidas é a alma”. Esta é a minha opinião, segue o jogo meu caro internauta.

 


Quem nunca ouviu a frase: “sou como o vinho, quanto mais velho, melhor”! Esta frase faz parte de uma lenda que diz respeito aos vinhos.

Entretanto, na vida de nós humanos utiliza-se como uma maneira de reconhecer o valor daquelas pessoas que exercem alguma atividade durante muito tempo.

A propósito, recorro a esta máxima para trazer á luz do mundo do futebol, uma personagem do difícil mundo da arbitragem. Refiro-me a Antônio Carlos Bomfim, conhecido popularmente como “Carlinhos Qualquer Preço”.- apelido herdado do seu pai- portanto, nenhuma coincidência com o seu papel  como árbitro.

Tive a oportunidade de acompanha-lo em diversas oportunidades, seja em clubes, na Liga Valenciana ou em campeonato intermunicipal. Sempre irretocável. Sempre soprou a latinha com muita desenvoltura, bem pertinho dos lances e interpretando com muita sabedoria os lances de fato e de direto.

Por estas e por outras razões, reafirmando tudo que eu escrevi acima, o velho Carlinhos deu um show de arbitragem na final do Alto do São Roque. Uma partida muito truncada ele conseguiu chegar bem pertinho da perfeição. Aquela velha história que se repete: Quanto mais velho melhor. Esta é a minha opinião, segue o jogo Caro Leitor…