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“Há tanta beleza na simplicidade que as vezes não notamos por ser tão simples”. Esta frase não é minha. Pertence a Camila Souza.

Uma provocação: será que a simplicidade pode andar passo a passo, braço a braço com a beleza?

Vou lhe contar, em breves palavras, um fato que vivenciei na minha labuta diária:  visitei um assentamento de Reforma Agrária e pude constatar beleza e simplicidade juntas, lado a lado. Era uma casa de barro batido mesclada com madeira. O chão batido, bem limpo. Tudo em seu devido lugar. Um espaço aconchegante, nos trazia bem-estar. Simples e belo! Revivi esta situação em outro momento. Uma manhã de domingo (29) na Praça de Esportes Henrique Pereira. Era a final do Campeonato Solidário, em campo, Juventude x Barca de Quinta.

Um equipamento esportivo, muito distante para ser chamado de Arena e muito menos um estádio. Uma verdadeira Praça, que oferece o mínimo necessário para uma final de campeonato. Público numeroso e vibrante.  Torcidas divididas. Gramado bom para a prática de futebol. Um alambrado que servia de limite entre os torcedores e os atletas.  Um excelente quadro de arbitragem.

Em campo, jogadores talentosos e brilhantes. Derramaram suor em busca daquilo que é mais raro em futebol. O gol. Contrariaram a atual lógica. Proporcionaram uma chuva de gols, 06 gols.03 para cada lado. Ninguém reclamou. Apenas vibraram nos dois tempos.

A emoção continuou até a disputa de pênaltis. Uma pena. Era uma final de campeonato tinha que ter um vencedor. Deu Barca de Quinta, pela quarta vez.  Para coroar e dá mais brilho aquela simples partida de um belo campeonato de várzea, uma boa premiação. Dinheiro no caixa, medalhas e troféus para ambos os lados.

Por estas e por outras razões, parabéns a Associação dos Moradores da Baixa Alegre e a Fabrício Lemos, coordenador da competição, que souberam com muita simplicidade realizar uma bela competição.

Fechando a conta provisoriamente… perceber a beleza contida na simplicidade não é para qualquer um. “É preciso que se tenham olhos sensíveis e coração puro.” Esta é a minha opinião…segue o jogo…

 

 

 


opiniao

Futebol de quando em vez, nos apresenta surpresa. Isto, faz com que esta modalidade esportiva seja tão fascinante. O ser humano gosta de novidades. O novo nos desequilibra, traz medos, porém é sempre desejado. Este nosso comportamento contrapõe a Lei da Inércia, que nos diz que o corpo tem uma tendência a ir para a zona de conforto. Vida é movimento, futebol é movimento. Como nos diz o filósofo: ” o jogo imita a vida, a vida imita o jogo! Viva o futebol.

No último domingo (15), apesar do público diminuto e o campo encharcado, Palmeiras e São José fizeram um bom jogo. Muita movimentação. Jogar em um campo pesado e carregado de água, precisa usar não apenas os pés, a inteligência é fundamental para encontrar soluções diante dos obstáculos. Assim se comportaram os atletas de ambas as equipes.

No primeiro tempo o Verdão do Tento, representado por jogadores da cidade de Gandu jogaram com mais intensidade e propuseram o jogo. Deram às cartas. Esquerdinha e companhia envolveram o meio campo do adversário. Troca de passes, transição ofensiva rápida e foi assim que encontraram o caminho do gol através de Preguinho, que mais uma vez foi decisivo. Fez um golaço. Com um toque sutil encobriu o goleiro Eric.

No segundo ato. Outro jogo. Posições invertidas. A conversa de vestiário do técnico Wilker, mexeu com a cabeça dos jogadores do São José. Passaram a decidir melhor. Aproximaram as linhas, e começaram a pressionar o seu oponente na saída de bola. Foi assim que conseguiu o empate. Quando se esperava até uma reversão do placar, o Time de Barra de Carvalhos, entrou na zona de conforto, tirou o pé do acelerador.

O técnico paulista, mais uma vez foi feliz nas substituições de segundo tempo. As mudanças trouxeram um equilíbrio na partida, e Dica em um bonito lance quase marca. Acertou o travessão de Eric. O contragolpe passou a ser a nova estratégia.

Quando o ritmo da partida, indicava um empate eis que em uma saída de bola, o time do São José errou, o contragolpe foi mortal.  Uma bola de fundo e levantada na área encontrou o zagueiro Rogério que não perdoou e fechou o placar que garantiu a primeira posição no grupo A, para o PerIquito do Tento.

Por estas e por outras razões o Time de Barra de Carvalhos, historicamente vem pagando um preço alto por erros defensivos. Futebol, é um jogo do elo fraco. O ponto mais frágil de uma equipe tarda, mas sempre em algum momento do jogo, falha. Como se diz no futebolês: “ entrega o ouro”. Esta é a minha opinião, segue o jogo…


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Precisando desesperadamente de um resultado positivo, Ipiranga da Vila Operária e Bahia da Baixa Alegre se enfrentam hoje (01) pela décima rodada do Campeonato Valenciano. As duas equipes brigam por uma vaga na próxima fase e querem pontuar para avançar.

Com apenas um (01) ponto, o Bahia é o último colocado da chave A. Já o Ipiranga com três (3) pontos ocupa a segunda posição na tabela.

O técnico Fabrício Lemos deve fazer algumas mudanças na equipe do Bahia em relação ao time foi derrotado pelo São José no jogo anterior. No sistema defensivo, meio-campo e ataque, neste setor ele fará uma mudança forçada, Alex Cairu está fora do jogo por problemas de ordem pessoal.

No time do Ipiranga, o técnico Carlos Alberto que não figurará ao lado do gramado, será substituído pelo seu auxiliar Elinelson, tem algumas dúvidas que só serão resolvidas após a chegada dos atletas. Portanto, assunto para o vestiário. Vem de uma derrota de virada para o Palmeiras.

Para o Bahia, o mantra é: vencer ou vencer, eis a solução! Ao Amarelo e Preto da Vila, um empate satisfaz, é o suficiente para garantir sua classificação.

O Time de Carlos Alberto pelo tamanho de sua história e pelo que apresentou neste campeonato está à frente do Tricolor da Baixa Alegre. A camisa tem mais peso no varal. O elenco é melhor, permite a escalação de um bom time, claro, se contar com a presença dos seus melhores jogadores. O que de uma certa maneira o faz favorito no jogo desta tarde no Estádio Antônio Sereia.

Pelo outro lado, o Bahia tem feito uma péssima campanha e péssimos jogos. O grupo ainda não conseguiu o encaixe e creio que já não haja mais tempo para isto. Entretanto, se a humildade entrar em campo e os atletas reconhecerem suas limitações. Fechar a casinha e apostar em uma bola no jogo pode ser a solução. Ao contrário, a derrota será inevitável.

Por estas e por outras razões, se o Amarelo e Preto da Vila apresentar o futebol do primeiro tempo do seu último jogo, não terei dúvida em afirmar: Dá Ipiranga, podendo ser até com certa folga. Esta é a minha opinião.


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Neste domingo (10), mais uma rodada no Estádio Antônio Sereia, rodada válida pelo campeonato valenciano, fase classificatória. Oito equipes em busca de seis vagas para a semifinal. Duas equipes da chave B, que além delas, Bolívia e São Cristóvão.

Skiva e Novo Horizonte. O Time da Moda sabe da necessidade de um triunfo, porque vem de um empate com o Bolívia. Já a equipe do Novo Horizonte fará sua segunda partida na sua história no Campeonato Valenciano. Em sua estreia empatou em 2 a 2 com o São Cristóvão na abertura da competição.

De um lado um treinador e ex-jogador com uma boa rodagem em futebol amador e conhece muito bem os atalhos do gramado do Sereião e também seus jogadores. Estou falando de Guto. Que por sinal deste o ano passado vem insatisfeito com os seus pupilos. Do outro lado, uma comissão técnica, com pouca experiência nesta competição e alguns jogadores e ainda não muito conhecidos dos torcedores e imprensa.

Estes ingredientes servem para apimentar este jogo. Embora o Skiva seja favorito pela sua história mais robusta no futebol valenciano que o seu adversário, não significa que será o vencedor.

Por estas e por outras razões, é prudente esperar o último silvo do apito do árbitro Ezequias para sabermos o resultado. Esta é a minha opinião, segue o jogo…


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Um presente de aniversário antecipado! Palavras de Wilker diretor do São José, após o triunfo sobre o Bahia na tarde de do último domingo (03), no Estádio Antônio Sereia. Ele estava fazendo referência ao aniversário do São José, que completará 07 anos de existência no próximo dia 13 do mês corrente. Meu caro Wilker, bem que poderia ser um presente de Grego.Qual o significado desta expressão?

“É o recebimento de algum presente que traz prejuízo ou não acontece como era para ser. Surgiu a partir da famosa Guerra de Tróia. Nessa guerra, um cavalo de madeira foi deixado junto aos muros de Tróia pelos Gregos, supostamente como um presente”. Era exatamente o que poderia ter ocorrido ontem no Estádio Antônio Sereia.

O jogo…

…O Time de Barra de Carvalhos iniciou a partida deixando transparecer que iria afundar o adversário. Uma equipe encorpada deu às cartas por alguns minutos do primeiro tempo. Logo em seguida começou a expor suas fragilidades, principalmente, no sistema defensivo, e o Bahia aproveitou o momento e abriu o marcador em uma boa jogada que começou com o erro do goleiro em uma reposição de bola. Alex recebeu um passe açucarado e com um chute forte enviesado que venceu o arqueiro de Barra de Carvalhos.

Os dois treinadores foram para os seus respectivos vestiários com suas cabeças inchadas.

Na segunda etapa as equipes voltaram mais abertas e o domínio mudou de lado, agora quem mandava era o São José que engoliu o meio campo do seu oponente e abusava de perder gols. Em um contragolpe do Time da Baixa Alegre fez mais um gol através de Othon.

Ocorre que os liderados de Fabrício Lemos fizeram a opção em se defender e contra-atacar. Deu-se mal, Everton diminui o placar e a partir do primeiro gol os erros se transformaram em acertos e veio a virada sensacional. Marcio André, que vinha abusando de perder gols, coisa que não é do se feitio, marcou o segundo gol cobrando uma penalidade máxima e logo em seguida o gol da virada assinalado por Jessé em um contragolpe deu o tiro de misericórdia fechando o placar em 3 a 2.

Por estas e por outras razões o presente de grego foi evitado, agora resta ao São José fazer os devidos reparos em sua equipe para buscar a classificação diante do seu ex-parceiro o Palmeiras do Tento. Já o Bahia da Baixa Alegre vai ter que se virar muito para buscar sua classificação diante do Amarelo e Preto da Vila Operária. Esta é a minha opinião…


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No último domingo (20), o Estádio Antônio Sereia recebeu o menor público desde o inicio deste campeonato 285 pagantes. Esperava-se mais. Afinal, o Bahia no ano passado fez uma boa campanha. Foi eliminado na semifinal pelo atual campeão, o Bolívia.

O Bahia tem um elenco na sua grande maioria da cidade e o Palmeiras apresentou um time de forasteiros. Claro,  quem esteve em campo foi a instituição Palmeiras, equipe com peso da tradição em nossa comunidade. Para o torcedor o que mais interessa é o talento do atleta, não importa a o seu nascedouro.

Estes ingredientes trouxeram uma boa expectativa em relação à presença de torcedores. Ledo engano, poucos compareceram.

E o jogo? Não foi uma partida de alto nível técnico. Mas, foi superior ao tamanho do público.

Na verdade, não foi um jogo morno. Teve uma média intensidade. O primeiro tempo a equipe do Palmeiras teve a bola em seu poder, mas faltava-lhe objetividade. Trocava passes em seu campo e buscava o gol com lentidão e mesmo com os erros de posicionamento do seu adversário não conseguiu chegar ao gol. Os jogadores do Verdão esbarravam em suas próprias limitações.

Já a equipe do Bahia apresentou uma proposta de jogo diferente do seu oponente. Bolas longas, com ligações diretas sem, ou pouco utilizava seus jogadores de meio campo. Lucas e Juninho pouco apareciam no jogo, jogadores que poderiam ter ajudado a sua equipe.

Mesmo assim, fruto do esforço dos seus dois atacantes e erros do adversário criaram e tiveram algumas oportunidades e não souberam aproveitar;

De volta ao vestiário, o técnico paulista do Periquito do Tento, demonstrava em suas palavras ao repórter Ademilton Ferreira um certo contentamento. Já Fabricio Lemos, técnico do Tricolor da Baixa Alegre, a insatisfação lhe dominava.

No segundo ato, maior disposição por parte das equipes, só. Principalmente o Tricolor da Baixa Alegre que caiu de rendimento e se não perdeu o jogo, deve agradecer a incompetência de Piquete ao não converter uma penalidade máxima, brilhantemente defendida pelo goleiro Mazinho.

Por estas e por outras razões, o resultado não expressou os números do jogo, e o Palmeiras pelo que apresentou poderia ter saído com o resultado positivo a seu favor. No conjunto da obra, o Bahia de hoje está muito distante do time de ontem e o Palmeiras,  mesmo apresentando superioridade neste jogo está muito distante daquele Periquito do Tento acostumado a disputar títulos. Esta é a minha opinião…


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No último domingo (13), um dia que foi marcado pelas manifestações contra o governo Dilma,  ex-presidente Lula e contra a corrupção no País. Enquanto os manifestantes se recolhiam, o Estádio Antônio Sereia recebia um pequeno público para assistir um clássico do futebol valenciano: Skiva e Bolívia. Um reduzido  público presente que contrastava com a envergadura das equipes e dos astros que iriam apresentar o tão  esperado espetáculo.

No lado do Time da Moda, jogadores experientes e com muita rodagem em intermunicipal. Do outro lado, o atual campeão da cidade, o persistente Bolívia, detentor hoje, de uma das maiores torcidas da cidade. Em seu elenco destaques para Marcelo Muritiba, artilheiro incansável, campeão por Santo Amaro da Purificação e Inho Gambirra considerado por parte da imprensa esportiva do interior do estado da Bahia como o melhor jogador do Intermunicipal-2015, defendendo a Seleção de Uruçuca.

Uma pena que quando a bola começou a rolar nada do esperado aconteceu. Um primeiro tempo em que a atual campeã tentava neutralizar o meio campo do adversário com uma marcação forte, cometendo muitas faltas, fato que contraria a qualidade técnica e a performance apresentada na conquista do título no ano passado.Um primeiro tempo sem o brilho e a grandeza  que o torcedor espera sempre de um clássico. Fim do primeiro ato, 0 a 0.

Os treinadores Guto pelo Skiva e Zé Carijé pelo lado do Bolívia foram para os vestiários insatisfeitos com o desempenho dos seus respectivos atletas. A conversa de vestiário surtiu o efeito.

Um segundo tempo com um pouco mais em sabor de clássico.   Mais movimentação, menos erros de passes e espaços começaram a surgir e quem soube aproveitar o erro do adversário foi o atacante Romário que fez um belíssimo gol para o Time do Bairro de São Félix. Feito o gol a equipe de Guto se encolheu e a turma de Carijé pressionava sem sucesso, esbarrava nas linhas defensivas do adversário que diminua cada vez mais os espaços do “inimigo”.

Um velho ditado, “ água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. O Skiva pagou pela postura defensiva e sobretudo pelas tentativas do seu treinador. As peças de reposição não atenderam ao pedido do chefe. Veio o empate em um vacilo defensivo, quando Marcelo com seu faro de artilheiro deu números finais a partida.

Por estas e por outras razões, resultado legal e moral no tamanho certo, correspondeu a pouca produtividade de ambas as equipes em suas transições ofensivas.  A síntese: Um clássico, sem sabor de clássico. Esta é a minha opinião…