GASTAR MENOS, PRODUZIR MAIS!

Gastar menos e produzir mais. Trabalhar menos e produzir mais.  São máximas repetidas no mundo do trabalho. Patrões e empregados buscam tornar realidade estes desejos. Será que estas máximas podem ser aplicadas no universo do futebol?

Primeiro é necessário esclarecer que o futebol faz parte do mundo do trabalho. Apesar dos reducionistas, enxerga-lo como algo a parte, separado.

Futebol nos dias atuais se transformou em um grande negócio, entretanto, poucos ganham muito. A maioria dos atletas trabalha muito e ganha pouco; dura realidade do futebol profissional.

E futebol amador faz parte deste contexto? Sim. Com as devidas ressalvas; esta atividade pode ser considerada, hoje, como um pequeno negócio. O capital circula em todos os campeonatos. Vários atletas preferem o amadorismo em vez do profissionalismo. Alguns dizem: “aqui se paga pouco, mas, recebemos”.

Na tentativa de ser fiel ao título deste texto, recupero parte da entrevista do técnico do Bahia da Baixa Alegre (Tony Fonseca), ao repórter Fabrício Lemos: “meu time é barato. Alguns atletas jogam recebendo apenas a passagem. O custo total por jogo está em torno de dois mil reais”. Parabéns, Fonseca, em um campeonato com equipes que gastam até 10 mil reais, é merecedor de elogios.

Amanhã (02), no Estádio Antônio Sereia, o Tricolor da Baixa Alegre vai enfrentar o Skiva da Vila Operária. O rubro-negro é favoritaço. Tem um elenco melhor tecnicamente e maior investimento. Fatores que por si só não levam a vitória. O futebol tem várias lógicas, uma delas diz que: “quem investe mais e tem jogadores superiores tecnicamente, possui mais chances de conquistas”. Por estas e por outras razões, será que o Time da Vila Operária vai confirmar a lógica do tem mais, pode mais? Ou será superado pela lógica do Tricolor da Baixa Alegre. Pode mais, tendo menos? Esta é a minha opinião, segue o jogo…


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