JOGADORES BRASILEIROS NA ARÁBIA SAUDITA LUTAM PARA VOLTAR AO BRASIL

No dia 13 de março, Al-Hazm e Al-Faisaly empataram por 2 a 2 no encerramento da 22ª rodada da primeira divisão da Arábia Saudita. Eram seis brasileiros em campo, além dos técnicos André Gaspar e Péricles Chamusca. A princípio, era mais uma partida como as outras, mas foi a última do Campeonato Saudita em mais de um mês.

Dois dias mais tarde, os aeroportos fecharam para conter o avanço do coronavírus no país. Os jogadores foram pegos de surpresa e tentam agora retornar para casa. São 29 atletas do Brasil na primeira divisão local, além de três comissões técnicas.

Os números da Organização Mundial da Saúde apontam que o país tem 4.462 casos confirmados e 59 mortes por coronavírus. No entanto, 150 pessoas da família real saudita contraíram a Covid-19.

O zagueiro Igor Rossi, capitão do Al-Faisaly, é um dos atletas que querem regressar ao Brasil. Ele disse que os clubes liberaram os atletas estrangeiros para voltar aos países de origem na última semana, e cobrou uma resposta da embaixada sobre o assunto.

– A embaixada responde a mesma coisa, que eles estão em contato com companhias aéreas, cotando voos, mas não tem prazo ainda. Já está alguns dias nessa mesma situação. O problema é que não temos uma data. Se nos falassem que tal dia vamos poder retornar, a gente se programa, até mentalmente.

No entanto, não são todos os atletas que pensam em retornar de imediato. Luisinho, meia do Al-Wehda, elogiou as medidas impostas pelas autoridades sauditas e se mostrou preocupado com a evolução da Covid-19 no Brasil.

– Eu ainda não tentei voltar, até porque o Brasil se encontra em um momento complicado e aí não seria viável minha ida agora.


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