O orçamento do Grêmio para 2020 prevê o faturamento de R$ 88 milhões em vendas de jogadores. Diante de um cenário de crise, como o atual, no qual as receitas são praticamente nulas, o valor deverá ser revisto. No entanto, o clube monitora, por exemplo, a situação de Juninho Capixaba, lateral-esquerdo emprestado ao Bahia.

Dono de 60% dos direitos econômicos do atleta (o restante é dividido entre Corinthians – 10% – e o próprio Tricolor baiano – 30%), o time gaúcho sabe que o atleta se encontra na mira do Porto, de Portugal. E, obviamente, como destaca o Uol Esporte, uma eventual transferência envolveria bem menos dinheiro do que com nomes mais consagrados do atual plantel e ajudaria, no mínimo, a amenizar as dificuldades causadas pela pandemia de coronavírus, que paralisou por completo o calendário do futebol.

A projeção aponta para para uma venda na casa dos 7 milhões de euros, o equivalente a quase R$ 40 milhões na cotação atual. Se confirmando isso, o Grêmio arrecadaria R$ 23,8 milhões e o Bahia o montante de 11.9 milhões. O Corinthians, por sua vez, arremataria 3,9 mi.


No dia 13 de março, Al-Hazm e Al-Faisaly empataram por 2 a 2 no encerramento da 22ª rodada da primeira divisão da Arábia Saudita. Eram seis brasileiros em campo, além dos técnicos André Gaspar e Péricles Chamusca. A princípio, era mais uma partida como as outras, mas foi a última do Campeonato Saudita em mais de um mês.

Dois dias mais tarde, os aeroportos fecharam para conter o avanço do coronavírus no país. Os jogadores foram pegos de surpresa e tentam agora retornar para casa. São 29 atletas do Brasil na primeira divisão local, além de três comissões técnicas.

Os números da Organização Mundial da Saúde apontam que o país tem 4.462 casos confirmados e 59 mortes por coronavírus. No entanto, 150 pessoas da família real saudita contraíram a Covid-19.

O zagueiro Igor Rossi, capitão do Al-Faisaly, é um dos atletas que querem regressar ao Brasil. Ele disse que os clubes liberaram os atletas estrangeiros para voltar aos países de origem na última semana, e cobrou uma resposta da embaixada sobre o assunto.

– A embaixada responde a mesma coisa, que eles estão em contato com companhias aéreas, cotando voos, mas não tem prazo ainda. Já está alguns dias nessa mesma situação. O problema é que não temos uma data. Se nos falassem que tal dia vamos poder retornar, a gente se programa, até mentalmente.

No entanto, não são todos os atletas que pensam em retornar de imediato. Luisinho, meia do Al-Wehda, elogiou as medidas impostas pelas autoridades sauditas e se mostrou preocupado com a evolução da Covid-19 no Brasil.

– Eu ainda não tentei voltar, até porque o Brasil se encontra em um momento complicado e aí não seria viável minha ida agora.


A NBA sofreu uma enorme perda nesta segunda-feira. Jacqueline Towns, mãe do pivô do Minnesota Timberwolves Karl-Anthony Towns, não resistiu ao tratamento e acabou morrendo por conta do coronavírus nos Estados Unidos.

O triste acontecimento foi oficializado pela equipe na tarde desta segunda-feira. Através de um comunicado oficial, a franquia enfatiza que Jacqueline lutava contra o COVID-19 em coma induzido há mais de um mês, mas acabou não resistindo e falecendo.

Além de Jacqueline, Karl Sr. Towns, pai do atleta, também foi diagnosticado com a doença, mas acabou conseguindo vencê-la e está livre do vírus. A família se mostrou devastada com a notícia e pediu privacidade.

Aos 24 anos de idade, Karl-Anthony Towns é um dos principais pivôs da NBA e vive a sua melhor temporada em números, atingindo uma média por jogo de 26.5 pontos, 10.8 rebotes e 4.4 assistências.


O Brasil perdeu um de seus mestres da música. O cantor e compositor Moraes Moreira foi encontrado morto nesta segunda-feira, em sua casa, no Rio de Janeiro. Aos 72 anos, ele morava na Gávea, Rio de Janeiro, e o corpo foi achado por uma assistente domiciliar. A assessoria de imprensa do artista informou que ele morreu por volta das 6h depois de sofrer um infarto agudo do miocárdio. Apaixonado pelo Flamengo, o rubro-negro ilustre escreveu músicas que participaram das vitórias do clube carioca.

Antônio Carlos Moreira Pires adotou o nome de Moraes Moreira, iniciou sua trajetória nos Novos Baianos, ao lado de Pepeu Gomes, Baby Consuelo, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão. Autor de canções como “Preta Pretinha”, “Besta É Tu” e “Acabou Chorare” (que deu nome a um LP do grupo) e de “Sorrir e Cantar Como a Bahia”, posteriormente engrenou sua carreira solo com sucesso.

Entre as canções mais emblemáticas de sua autoria estão “Davilicença”, “Eu Também Quero Beijar”, “Bloco do Prazer”, “Sintonia”, “Santa Fé”, “É Ferro Na Boneca”, “Dé Um Rolê”, “Pombo-Correio” e “Festa do Interior”. O adeus de Moraes Moreira deixou muitos torcedores e amantes da música bastante emotivos. Entre agradecimentos e mensagens de carinho aos familiares do cantor, o nome dele foi lembrado no Twitter.

O Flamengo deixou sua solidariedade, em mensagem na qual postou a capa do LP “Pintando o Oito”, na qual o cantor vestiu o Manto Sagrado.


Após passar 32 dias preso na Agrupación Especializada de la Polícia Nacional, no Paraguai, Ronaldinho está, desde a última terça-feira, cumprindo prisão domiciliar em um luxuoso hotel em Assunção. Entretanto, segundo o jornal paraguaio ABC, o confinamento do pentacampeão aumentou em relação ao presídio.

Isto ocorre porque o Hotel Palmaroga, que está com número reduzido de funcionários e só está recebendo quatro hóspedes, que são justamente o ex-jogador, seu irmão, um advogado e um assistente, está impondo restrições devido a pandemia do coronavírus.

Todos foram recomendados a ficarem ao máximo em suas suítes e se utilizarem a academia, a piscina ou outras comodidades, devem informar os funcionários para que haja a higienização. Além disso, por ordem judicial, um policial fica 24 horas na porta dos quartos dos irmãos, que não podem receber visitas devido a recomendação do governo de evitar aglomerações.

Ronaldinho e Assis foram detidos no dia 6 de abril, após serem flagrados portando identidades falsas. Ambos viajaram ao Paraguai para participação em eventos promovidos pela empresária Dalia López, que ainda é uma fugitiva da justiça.


Lucas Ribeiro teve uma a ascensão meteórica no Vitória. De desconhecido de parte da torcida, mas destaque do time Sub-23, o zagueiro, à época com 20 anos, virou titular do profissional em poucos meses, em 2018.

A oportunidade, dada pelo então técnico Paulo César Carpegiani, foi bem aproveitada pelo garoto do Candeal, em Salvador. O defensor se tornou titular absoluto, chegou à Seleção Brasileira Sub-20 e foi vendido, no início de 2019, ao Hoffenheim, da Alemanha.

Nesta quarta-feira (8), o jogador concedeu entrevista ao repórter Anderson Matos e comentou o início no futebol. “No começo eu treinava no Candeal, onde moro, e no Cefab, na escolinha do professor Paulinho. Era difícil, pois eu era pequeno, meu pai não tinha confiança de me deixar sair só, pegar ônibus só. Professor Paulinho ligava para ele e pedia que deixasse eu ir. Teve um dia que teve um amistoso contra o Vitória. O pessoal do Vitória gostou de mim e mandou me apresentar segunda-feira. Fiquei um tempo em observação na base e fui aprovado. Com 16 ou 17 anos eu assinei meu primeiro contrato profissional”.

Já sobre o acerto com o Hoffenheim-ALE e o início na Alemanha, o defensor admitiu surpresa e dificuldades na adaptação, mas se disse feliz e otimista. “Quando fiquei sabendo que ia para o Hoffenheim, eu estava na Seleção, no Chile, no Sul-Americano. Meus empresários já estavam conversando com o pessoal da Alemanha. Chegando da Seleção, passei três dias em casa e já tive que ir para a Alemanha. Quando cheguei foi muito difícil. Não sabia falar a língua, clima muito frio, alimentação diferente, fuso horário, futebol mais dinâmico. Mas, graças a Deus estou me adaptando bem e as coisas estão dando certo. Estou muito feliz, vivendo outra cultura. Muito feliz por essa oportunidade em minha vida”.


Osmar Loss, ex-técnico do Vitória, voltou ao Corinthians para coordenar as categorias de base do clube e trabalhar em conjunto com Tiago Nunes. Aliás, o desejo do técnico da equipe principal em reestruturar o Sub-23 fez com que a direção do clube aumentasse a participação de Loss no departamento, como o próprio não esconde em suas entrevistas

Em função do isolamento social, em virtude da pandemia do coranavírus e também da necessidade das férias antecipadas, acabaram atrasando um pouco o início do trabalho, na prática. O plano, entretanto, já está definido. Osmar Loss, já definiu que o time Sub-23 vai passar por uma série de alterações.

A redução do grupo deve abranger, aos poucos, todas as categorias de base do clube. No caso específico da equipe que antecede o profissional, a necessidade se dá pelo tipo de treinamento específico que será introduzido a partir de quando as atividades forem reiniciadas no clube.