Público e Privado juntos, uma saída para o esporte!


“O esporte é essencial para uma melhor qualidade de vida assim como o conhecimento faz diferença no mundo em que vivemos. Vida é movimento”.  O movimento é uma necessidade vital do ser humano. Para as crianças e adolescentes o esporte proporciona momentos ricos em sua aprendizagem.

“Ao praticar um esporte expressamos sentimentos, crenças, valores enfim nosso modo de sentir e perceber o mundo”. Mas, por que será que se faz tanto esporte no mundo e as pessoas estão cada vez mais pobres e mais doentes? Qual a razão do nosso país ter investido em  duas copas do mundo, uma olimpíada e conviver ainda com altos índices de analfabetismo, doenças e desigualdade social e econômica? Boas perguntas que exigem respostas profundas e balizadas.

As olimpíadas surgiram de forma amadorística e com objetivo de revelar atletas, incentivar a prática do esporte e melhorar o mundo, principalmente em suas relações humanas. Infelizmente, tem sido usada ao longo do tempo para fins políticos e comerciais.

Depois da televisão, o esporte, principalmente o futebol, virou uma grande mercadoria. Onde poucos ganham muito. Seguindo uma das lógicas do mundo capitalista.

Creio que uma das poucas saídas dentro o mundo esportivo seja a sociedade civil promover cada vez mais o esporte nas comunidades. Devemos cada vez menos esperar que a iniciativa seja de governos. Todos têm dado testemunhos que são incapazes de atender as demandas sociais Por isso, as comunidades devem alavancar o esporte, os governos devem estimular, principalmente com a criação de infraestrutura. Apoio pontual e esporádico tem revelado não ser a solução.

Tive a oportunidade de acompanhar a realização da Segunda Corrida e Caminhada Ecológica, um evento idealizado e realizado pela comunidade do Bonfim, zona rural de Valença, através da  Associação Beneficente União do Bonfim (ABUB)- que contou com o apoio da gestão municipal. Uma parceria do público e do privado. Palmas para os envolvidos. Atletas, servidores públicos que deram apoio logístico e dirigentes da entidade associativa.

Por estas e por outras razões, acredito cada vez mais na força da comunidade. Na concentração do seu capital social para realização de eventos. Que assim seja! Comunidade e poder público cada qual cumprindo o seu papel, com as partes que lhes cabem para desenvolvimento da sociedade. Esta é a minha opinião…Segue o jogo, caro leitor!


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