SELEÇÃO DE VALENÇA 0 X 1 SANTO ANTÔNIO DE JESUS: QUAL O JOGO QUE VÍ?

Confesso que no último domingo (21), fui ao Estádio Antônio Sereia cheio de boas expectativas. Uma grande frustração tomou conta de mim ao longo dos 90 minutos. Assistir um jogo de bola e não uma partida de futebol.

No meu olhar de futebolista,  deparei-me com uma proposta de jogo eminentemente primitiva.  Bolas longas, excesso de lançamentos na área e falta daquele ingrediente que expressa à qualidade do jogo e o sentido de solidariedade, o passe qualificado.  Faltou qualidade técnica de ambos os lados. Um jogo muito físico.

Do ponto de vista tático, a Seleção de Santo Antônio de Jesus, fez uma partida seguindo rigorosamente as ordens do chefe (Gival).  A ordem era vencer, nem que fosse com meio gol. Foi uma equipe muito vibrante e conseguiu atingir no primeiro tempo, dois objetivos: 1- não deixou o adversário jogar. 2. Achou a bola que procurava, abriu o marcador ainda no primeiro tempo. Cumprida a tarefa fechou ainda mais a casinha, trancou a porta e jogou a chave fora.

Já o selecionado valenciano traiu todas as expectativas nela depositada.  Um desempenho muito distante daquele apresentado no triunfo de estreia, quando venceu a Seleção de Ituberá por 2 a 1 de virada!

Uma escalação que surpreendeu, ao improvisar a lateral direita, Jardiel em substituição ao jovem Alaba e Nino Guaibim como atacante. Contou com o desfalque de Diego, entretanto, ganhou o reforço com a estreia de Buiù.

No primeiro tempo os comandados de Bruno não conseguiram se livrar da marcação rigorosa do seu oponente e pouco criou. Uma falha coletiva permitiu o adversário inaugurar o marcador. Na volta do vestiário, os treinadores resolveram mexer em suas equipes.

Por um lado, a equipe visitante querendo segurar o placar, já a dona da casa com trocas no meio de campo e ataque. Correr atrás do lucro, porque o prejuízo era um fato concreto. Uma luta inglória. Justiça seja feita, o desempenho melhorou. Criou algumas oportunidades, finalizou pouco e desperdiçou  as poucas chances de marcar o gol.

Por estas e por outras razões,  venceu quem soube aproveitar a oportunidade criada, e  teve competência para segurar o placar minimo até o último silvo do  apito do senhor João Paulo Duarte de Oliveira. Perdeu aquela que não soube aproveitar a oportunidade, correu muito, mas pensou pouco. De ambos os lados sobrou musculatura e faltou técnica. Esta é a minha opinião, segue o jogo…


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