O selecionado valenciano faz uma boa campanha na primeira fase do Campeonato Intermunicipal. Isto é fato! Agora, qual a razão do torcedor não está demonstrando sua satisfação no Estádio Antônio Sereia?

Outra pergunta: porque os jogadores no ultimo domingo (26), agradeceram apenas um grupo restrito de torcedores (fui informado por um torcedor)?

Historicamente, os torcedores do futebol valenciano sempre exigiram que a sua seleção além de vencedora, seja melhor que o seu adversário, principalmente quando joga em casa. E quando existe um bom investimento, que é o caso em apreço, esta cobrança é mais forte.

O jogo de futebol apresenta três resultados possíveis. Nem sempre uma equipe será a vencedora, entretanto, é necessário olharmos além do placar final.

Por estas e por outras razões. Torcedores e jogadores têm um desejo comum: vencer. Porém, o torcedor quer algo além do resultado. O Torcedor é emoção!  Esta é a minha opinião, segue o jogo…


Confesso que no último domingo (21), fui ao Estádio Antônio Sereia cheio de boas expectativas. Uma grande frustração tomou conta de mim ao longo dos 90 minutos. Assistir um jogo de bola e não uma partida de futebol.

No meu olhar de futebolista,  deparei-me com uma proposta de jogo eminentemente primitiva.  Bolas longas, excesso de lançamentos na área e falta daquele ingrediente que expressa à qualidade do jogo e o sentido de solidariedade, o passe qualificado.  Faltou qualidade técnica de ambos os lados. Um jogo muito físico.

Do ponto de vista tático, a Seleção de Santo Antônio de Jesus, fez uma partida seguindo rigorosamente as ordens do chefe (Gival).  A ordem era vencer, nem que fosse com meio gol. Foi uma equipe muito vibrante e conseguiu atingir no primeiro tempo, dois objetivos: 1- não deixou o adversário jogar. 2. Achou a bola que procurava, abriu o marcador ainda no primeiro tempo. Cumprida a tarefa fechou ainda mais a casinha, trancou a porta e jogou a chave fora.

Já o selecionado valenciano traiu todas as expectativas nela depositada.  Um desempenho muito distante daquele apresentado no triunfo de estreia, quando venceu a Seleção de Ituberá por 2 a 1 de virada!

Uma escalação que surpreendeu, ao improvisar a lateral direita, Jardiel em substituição ao jovem Alaba e Nino Guaibim como atacante. Contou com o desfalque de Diego, entretanto, ganhou o reforço com a estreia de Buiù.

No primeiro tempo os comandados de Bruno não conseguiram se livrar da marcação rigorosa do seu oponente e pouco criou. Uma falha coletiva permitiu o adversário inaugurar o marcador. Na volta do vestiário, os treinadores resolveram mexer em suas equipes.

Por um lado, a equipe visitante querendo segurar o placar, já a dona da casa com trocas no meio de campo e ataque. Correr atrás do lucro, porque o prejuízo era um fato concreto. Uma luta inglória. Justiça seja feita, o desempenho melhorou. Criou algumas oportunidades, finalizou pouco e desperdiçou  as poucas chances de marcar o gol.

Por estas e por outras razões,  venceu quem soube aproveitar a oportunidade criada, e  teve competência para segurar o placar minimo até o último silvo do  apito do senhor João Paulo Duarte de Oliveira. Perdeu aquela que não soube aproveitar a oportunidade, correu muito, mas pensou pouco. De ambos os lados sobrou musculatura e faltou técnica. Esta é a minha opinião, segue o jogo…


No mundo do futebol existem alguns profissionais que insistem  em dizer que o futebol é algo muito simples. Por exemplo, em sua simplicidade e sabedoria Neném Prancha- personagem da década de 50- dizia o seguinte: “futebol é muito simples, quem tem a bola ataca quem não tem se defende”. Prancha e alguns outros têm suas razões, para tal afirmativa. Afinal, tem muita gente boa que complica.

Observando por outro ângulo: Futebol não é algo difícil, concordo com a turma que pensa desta maneira. Futebol não é difícil, é uma atividade complexa, multifacetada.

Para uma equipe de futebol entrar em campo depende de muitos braços, cabeças e pernas.  Muita gente participa e cada um tem sua função e seu grau de importância. Do presidente a turma que providencia a roupa arrumada e cheirosa, massagens, o gelo, a laranja, etcétera  e tal…  Uma grande rede de cooperação, para que tudo aconteça, conforme o planejado e trabalhado. Como nos diz Sorian, em seu livro:  “A Bola não entra por acaso”.

Quer saber o que está acontecendo dentro do time? Pergunte ao roupeiro ou ao massagista.  O pior é que tem treinadores que ignoram estes colaboradores, mal cumprimenta-os.

Quando falamos desta turma- roupeiros e massagistas- não podemos deixar de relembrar, Zuza, Paviléu (im memoriam), Vavá da Vila Operária (im memoriam) e o Valter . E agora os mais recentes e que tem dado uma grande contribuição para o selecionado valenciano neste intermunicipal.  Refiro-me a Ademir, Romildo e Guaiamun (foto abaixo).

Voltando a falar desta turma, os treinadores  deveriam ter mais atenção com estes colaboradores, pois o bom  rendimento de um atleta depende   de um conjunto de fatores: aspectos físicos, técnicos, táticos e sobretudo emocional.  Fechando o papo: os treinadores não sabem o que estão perdendo. Esta turma sabe tudo que acontece no vestiário. Funciona algumas vezes como ouvidores dos atletas. Esta é a minha opinião. Segue o jogo…


E a Seleção Azul e Branca, desta vez, não teve que recorrer aquele futebol ridículo de bolas longas, sem troca de passes, como iniciou a competição em 2017.

Ao contrário, do início ao fim, no Estádio Barachísio Lisboa, em Ituberá, o selecionado valenciano buscou trocar passes  e seguir atacando de preferência pelas extremidades do campo, com Alaba pela direita e com Nino Bolívia, na esquerda, este com vontade de leão, uma pena que os  seus companheiros não perceberam que por ali, estava o caminho  mais  próximo do gol.

A seleção da Terra das Águas não queria a bola. Fechou a casinha e se defendia como podia, na esperança de encontrar uma bola perdida, ou um erro do adversário.

Em um deslize do sistema defensivo valenciano, Cacique abriu o placar. E a partida seguia com o mesmo enredo.  O time de Paulinho agredia o adversário forçava o empate e tomava sustos lá na sua cozinha.

No segundo tempo, a turma da Terra Nunca vencida puxou a trava, baixou a intensidade, mas ainda criava alguns embaraços para a defesa adversária. Até que aos 19 minutos,uma falta que Piroquinha cobra; ele  ouviu os gritos do treinador de goleiros Danilo, e colocou a gorducha  no lado direito do guarda meta Niguito.  Plantando no ar a esperança da virada, que aconteceu aos 45 minutos.

Baixinho se redimiu do seu erro  no primeiro tempo e numa cabeçada certeira, ao receber um passe no alto, com a  maestria do lateral Nino Bolívia. Coroando assim, a boa estreia do nosso selecionado.

Por estas e por outras razões espera-se que o elenco não durma em berço esplêndido e a comissão técnica encontre o caminho para fazer as devidas correções dos erros cometidos e que este triunfo seja um fator de elevação da autoestima e da confiança necessária para seguir nesta toada em direção às próximas fases. Esta é a minha opinião. Segue o jogo…


Caros amigos e amigas, seguidores ou não,  do Entrando na área. Amanhã (12) a bola começa a rolar pela sexagésima  primeira vez o Campeonato intermunicipal de Futebol Amador. Uma competição que envolve aproximadamente metade dos municípios da Bahia. Em números redondos 250 cidades. Um evento que envolve profissionais de diversas áreas.

Existem cidades que o Intermunicipal é uma verdadeira paixão. Santo Amaro, Cachoeira, Itajuípe por coincidência cidades consideradas vitoriosas nesta competição.

Das 64 seleções, aproximadamente 07 seleções investem  para conquistar o título. Eunápolis, Itapetinga, Cachoeira, Santo Amaro, Valente, Euclides da Cunha e Itamaraju. Algumas outras com elencos medianos apostam na superação dentro dos gramados.  Com poucos ou médios investimentos buscam realizar uma boa campanha. Dentre elas, o selecionado valenciano.  Outras tantas, participar da primeira fase e se possível avançar algum passo adiante já se darão por satisfeitas. Até comemoram!

Esta é  a  realidade desta competição, qualquer semelhança com outras competições pelo mundo afora é apenas uma coincidência.

Considerada a menina dos olhos da atual gestão da Federação Baiana de Futebol, poderia ter outro mimo. Não achas?

Considerando toda a trajetória do Campeonato Intermunicipal, é necessário reconhecer avanços. Entretanto, é repicado em todos os quadrantes, muito ainda por fazer. Por exemplo:  Já não se admite um evento de tal envergadura, tão revelador de craques, altos investimento s para algumas, apenas oferecer troféus e medalhas aos  campeões. Como diria, Muá filosofo de Botequim: ”é  pouca farinha para o meu pirão”. Esta é a minha opinião, segue o jogo…


Nenhuma equipe entra em campo sem o desejo de vencer! Certamente este será o desejo comum de Skiva e Ipiranga no próximo domingo (10), no Estádio Antônio Sereia. Será a peleja das equipes que mais pontuaram na competição. Quem vencer levará para sua galeria um belo troféu de campeão e uma bonificação em dinheiro no valor de R$10.000,00 (dez mil reais).

Duas equipes acostumadas a grandes decisões. O Ipiranga enfrentou ao longo das fases anteriores adversários mais difíceis e superou todos, inclusive o Bolívia, atualmente considerado o “mais poderoso”.  Já o Rubro Negro de Bagdá, apesar do enfrentamento de equipes consideradas tecnicamente inferiores, sofreu para garantir a vaga para a grande final. Enfrentou na semifinal, a boa equipe do Bahia da Baixa Alegre. Venceu por um placar magro de 1 a 0.

Como nos diz o poeta de botequim: “domingo é a hora de a onça beber água”. Quem terá mais farinha no saco? Ipiranga ou Skiva?

O ex-craque de futebol e agora o craque das crônicas esportivas, Tostão nos diz o seguinte: “ A estratégia dos técnicos,  que vai muito além dos esquemas táticos, é importante para o desempenho e sucesso de um time. Porém não é mais importante do que a alma, a garra e a qualidade dos jogadores”.

Ipiranga e Skiva possuem bons jogadores em seus elencos. O Amarelo e Preto da Vila Operária leva uma ligeira vantagem por ter mais bala na agulha (dinheiro). Enquanto O Rubro Negro, também da Vila Operária, vem na base do suor e sangue superando suas dificuldades financeiras.

Por estas e por outras razões e por tratar-se de uma decisão, esta partida tem um caráter especial. Um jogo muito importante. Duas equipes com verdadeiros campeões. Ninguém entrará em campo para não vencer. Ocorre que para a conquista precisa de algo mais. Existem desejos e desejos. Resta saber quem dos dois terá alma de campeão! Esta é a minha opinião, segue o jogo…


Gastar menos e produzir mais. Trabalhar menos e produzir mais.  São máximas repetidas no mundo do trabalho. Patrões e empregados buscam tornar realidade estes desejos. Será que estas máximas podem ser aplicadas no universo do futebol?

Primeiro é necessário esclarecer que o futebol faz parte do mundo do trabalho. Apesar dos reducionistas, enxerga-lo como algo a parte, separado.

Futebol nos dias atuais se transformou em um grande negócio, entretanto, poucos ganham muito. A maioria dos atletas trabalha muito e ganha pouco; dura realidade do futebol profissional.

E futebol amador faz parte deste contexto? Sim. Com as devidas ressalvas; esta atividade pode ser considerada, hoje, como um pequeno negócio. O capital circula em todos os campeonatos. Vários atletas preferem o amadorismo em vez do profissionalismo. Alguns dizem: “aqui se paga pouco, mas, recebemos”.

Na tentativa de ser fiel ao título deste texto, recupero parte da entrevista do técnico do Bahia da Baixa Alegre (Tony Fonseca), ao repórter Fabrício Lemos: “meu time é barato. Alguns atletas jogam recebendo apenas a passagem. O custo total por jogo está em torno de dois mil reais”. Parabéns, Fonseca, em um campeonato com equipes que gastam até 10 mil reais, é merecedor de elogios.

Amanhã (02), no Estádio Antônio Sereia, o Tricolor da Baixa Alegre vai enfrentar o Skiva da Vila Operária. O rubro-negro é favoritaço. Tem um elenco melhor tecnicamente e maior investimento. Fatores que por si só não levam a vitória. O futebol tem várias lógicas, uma delas diz que: “quem investe mais e tem jogadores superiores tecnicamente, possui mais chances de conquistas”. Por estas e por outras razões, será que o Time da Vila Operária vai confirmar a lógica do tem mais, pode mais? Ou será superado pela lógica do Tricolor da Baixa Alegre. Pode mais, tendo menos? Esta é a minha opinião, segue o jogo…