Existem jogadores que atingiram os quarenta anos e ainda ultrapassam seus próprios limites e chagaram a atuar em  vários clubes, apenas para exemplificar: Marcelinho Paraíba, José Roberto, Túlio, Djalma Santos e etc., mas é também verdade que são muitos que são obrigados a parar precocemente, pouco depois dos trinta, se vêem obrigados a baixar de escalão ou, até a abandonar as carreiras. Realidade que também se aplica ao futebol amador.

 No campeonato intermunicipal, aqui na Bahia, são vários os atletas que ainda não sentem suas chuteiras cansadas e desfilam em diversos gramados.

No último domingo (04), pude presenciar na Praça esportiva da Urbis em jogo válido pela Copa de Futebol Master, um incansável “jovem” de 55 anos. Agamenon, parecia um menino correndo atrás da pelota. Desafiando o  seu tempo biológico se movimentava em todos os espaços, apoiando seus companheiros na defesa e no ataque. Jogou até os 30 minutos do segundo tempo. Saiu não por cansaço, e sim por uma opção tática. Afinal seu time era, e foi o vencedor da peleja.

Ao final da partida, atendendo ao apelo da minha curiosidade, perguntei-lhe: qual o segredo de tanta vitalidade? Obtive como resposta, “o segredo é deixar de  beber, não fumar, dormir e acorda cedo e se alimentar corretamente”.  Por estas, e por outras razões que o exemplo seja seguido por jovens e veteranos.  Segue o jogo, meu caro leitor..


Duas equipes tradicionais do futebol valenciano. Agremiações  que recebem um tratamento carinhoso dos seus torcedores e simpatizantes.

O Palmeiras rebatizado como o Periquito do Tento. O Ipiranga, por sua vez, o Canarinho da Vila Operária. Duas agremiações acostumadas a disputar títulos.

O Ipiranga recentemente papou o titulo de campeão em 2016. Já o Verdão do Tento foi finalista no ano passado (2017), quando foi derrotado pelo Bahia da Baixa Alegre.

O Palmeiras nos últimos anos tem recorrido a parcerias, como estratégias para redução dos custos.  Têm dado certo dentro de campo, boas campanhas realizadas.

  A pergunta que fica no ar, e fora de campo? Respondo com outra pergunta: por que tem trocado tanto de parceiros? Com a palavra, Domingo Assis.

E o Ipiranga, Dois anos de grandes investimentos. Um título em 2016 e uma campanha razoável em 2017.  Perdeu seu grande investidor, André Cairu,  por ironia do destino trocou a camisa amarela e preta por verde, vermelha e branca. O maior rival do time da Vila Operária, o Tricolor da Matriz.

Neste domingo (04), mais um desafio com lugar definido e hora marcada, às 16h00min, no Estádio Antônio Sereia. Bom público é esperado. Uma peleja com possibilidades iguais de vitória. Cinquenta por cento de chances para os dois lados, pois se trata de um clássico que historicamente tem se revelado com muito equilíbrio.

Ambas as equipes totalmente desfeitas e refeitas para este campeonato, mais uma razão que torna difícil um prognóstico. Por estas e por outras razões, nos resta apenas uma alternativa, esperar o último silvo do apito do árbitro da partida. Esta é a minha opinião, segue o jogo…


Já dizia o poeta Carlos Drummond de Andrade, “Futebol se joga no estádio, futebol se joga na praia, futebol se joga na rua, futebol se joga na alma”. Hoje é domingo, dia de futebol.  Aqui em Valença diversos espaços esportivos a bola rola para alegria e deleite dos apaixonados pela bola. Aliás, o poeta também escreveu, “A bola é a mesma: forma sacra para craques e pernas de pau”.

Hoje bem cedo o espetáculo acontece em um torneio beneficente na prainha, Boca da Mata, distrito de Maricoabo. Também muito futebol no ginásio de esportes do município (Valença), onde as meninas estarão desfilando em um torneio.  Na parte da tarde a terceira Copa do Café, zona rural de Valença, dará início a sua segunda fase.

Sem demérito a outros equipamentos esportivos do nosso município, mas chique mesmo, é o estádio Antônio Sereia, para nós o santuário do futebol valenciano.  Bahia da Baixa Alegre, atual campeão, enfrenta o Skiva pela segunda rodada do campeonato valenciano. Uma expectativa, será que o público terá o tamanho da partida na abertura, quando o Bolívia aplicou uma sapecada para cima do Valença (3 a 0)?  Oitocentas almas pagaram ingressos para assistir uma boa partida de futebol.

E o jogo, Como será? Existe favorito?

Duas equipes com filosofias diferentes. O Bahia privilegia os atletas naturais de Valença, alguns cascudos com bons desempenhos outrora. O Skiva, ao contrário, tem um elenco formado por atletas de outras localidades. Um time que possui muitas figuras já conhecidas.

Enquanto o time da Baixa Alegre terá a responsabilidade de se manter no topo, afinal é o atual campeão da cidade, o Time da Moda busca o resgate do espírito de campeão. Uma partida onde o Vermelho e Preto da Vila Operária é favorito, entretanto, não há nenhuma garantia de triunfo porque terá pela frente um adversário difícil e acostumado a derrubar Golias. Não há como negar a superioridade do Skiva.  Porém, não basta técnica, habilidade, organização tática e preparo físico.

Acredito no que escreveu o outro poeta, Nelson Rodrigues:’ Quem ganha e perde as partidas é a alma”. Esta é a minha opinião, segue o jogo meu caro internauta.

 


Quem nunca ouviu a frase: “sou como o vinho, quanto mais velho, melhor”! Esta frase faz parte de uma lenda que diz respeito aos vinhos.

Entretanto, na vida de nós humanos utiliza-se como uma maneira de reconhecer o valor daquelas pessoas que exercem alguma atividade durante muito tempo.

A propósito, recorro a esta máxima para trazer á luz do mundo do futebol, uma personagem do difícil mundo da arbitragem. Refiro-me a Antônio Carlos Bomfim, conhecido popularmente como “Carlinhos Qualquer Preço”.- apelido herdado do seu pai- portanto, nenhuma coincidência com o seu papel  como árbitro.

Tive a oportunidade de acompanha-lo em diversas oportunidades, seja em clubes, na Liga Valenciana ou em campeonato intermunicipal. Sempre irretocável. Sempre soprou a latinha com muita desenvoltura, bem pertinho dos lances e interpretando com muita sabedoria os lances de fato e de direto.

Por estas e por outras razões, reafirmando tudo que eu escrevi acima, o velho Carlinhos deu um show de arbitragem na final do Alto do São Roque. Uma partida muito truncada ele conseguiu chegar bem pertinho da perfeição. Aquela velha história que se repete: Quanto mais velho melhor. Esta é a minha opinião, segue o jogo Caro Leitor…


 

O Bahia vem de uma bela vitória em Pituaçu. Venceu e convenceu. Fato que ainda não tinha acontecido. Torcedores comemoraram e com razão: 10 anos sem título e sete anos fora da série A, é um jejum considerável. Comemorar é preciso. Uma vibração com foguetes em uma mão e a maquininha de calcular na outra.

O matemático Tristão Garcia divulgou, nesta segunda-feira(19), de acordo com o profissional, o Bahia, atualmente na 16ª colocação com 27 pontos ganhos, possui 36% de chances de ser rebaixado para a série B. Primeiro clube na zona de rebaixamento, o Atlético (MG), com 24, tem 57% de probabilidade de cair de divisão. Conforme as contas dos matemáticos quarenta e sete (47) pontos garante na Série A. Vai ter que suar muito.

 

E papai Joel, já encontrou um modelo de jogo para o Tricolor? “Deixa-me explicar: modelo de jogo conforme Rodrigo Leitão, treinador da base do Corinthians e Doutor em Ciências do Esporte,” modelo de jogo é a maneira de jogar do time. Como os jogadores devem se comportar quando atacam, defendem e como faz a transição defesa-ataque, ataque-defesa”.

 

No futebol europeu existem times (Barcelona, PSV), que adotam um modelo de jogo e contratam o técnico que se encaixa dentro dos princípios estruturais,definidos pelo clube. É cultura organizacional, que geram comportamentos. Aqui, os times se submetem aos técnicos, alguns até inventam. O Bahia não é diferente. Joel Santana está quebrando a cabeça (diga-se de passagem, sem inventar), para com o elenco que tem encontrar a melhor maneira de jogar, ou seja, definir um padrão um modelo de jogo.

 

Neste domingo (18), deu certo o time deu sinais que pode encontrar uma maneira de jogar. Obteve um triunfo convincente. Agora este filme é reprise. Amanhã (21) enfrenta em casa o Atlético Paranaense e na próxima rodada o Timão paulista, lá no Pacaembu. Por isto, é muito cedo para soltar foguetes e correr atrás para pegar as flechas.

 

Esta é minha opinião. Segue o jogo…

*analista esportivo da equipe Entrando na área

 


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Neste domingo (06), o Estádio Antônio Sereia recebeu um público de 347 pessoas para assistir Ipiranga e São José em jogo válido pela segunda rodada do Campeonato Valenciano de Futebol.

Havia uma expectativa positiva em torno das duas equipes. Ambas apresentaram novas contratações. O Ipiranga montou seu elenco tendo como referência a Seleção de Santo Antônio de Jesus que inclusive, fez uma bela campanha no intermunicipal 2015 e alguns atletas de Valença. A equipe do São José, fez algumas mudanças em relação ao time do ano passado. Poucos conhecidos do grande público.

Uma partida sem muito brilho técnico, apesar da qualidade de algumas peças das equipes, principalmente o Amarelo e Preto da Vila Operária.

O cansaço e a falta de entrosamento foram os adversários comuns. Fato compreensível, pois trata-se de início de temporada.
O Ipiranga iniciou a partida agredindo o adversário em seu campo de jogo e buscava ditar o ritmo do jogo. Mas, tropeçava em suas próprias pernas. Com dificuldades na troca de passes, não conseguia progressão na transição ofensiva e finalizava muito pouco. Um primeiro tempo que se encerrou sem abertura do placar. Apesar de uma bela cobrança de falta por Márcio Andrés, que explodiu no travessão do goleiro Fábio e um gol perdido pelo lado Ipiranguense através de Berimbau.

No segundo tempo as equipes se equilibraram e o Ipiranga abriu o placar em uma cobrança de penalidade feita por Jerry. Em seguida o empate do São José, também por penalidade cobrada por Márcio André.

O empate já apresentava como um placar justo, não fosse a falha do zagueiro do São Cristovão. Leandro que substituiu Berimbau, fez o gol que garantiu o triunfo do Ipiranga por 2 a 1.

Por estas e por outras razões espera-se que ambas as equipes possam melhorar seus elencos e encontrar um modelo de jogo adequado às suas peças. Porque pelo que vi foi muito pouco para quem deseja disputar o título de campeão. Esta é a minha opinião.


Quais os avanços observados no futebol valenciano. Algum dirigente ou profissional da área esportiva já utilizou alguns minutos dos seus preciosos tempos para pensar a respeito do esporte valenciano, em especial o futebol. Digo o futebol por ser a modalidade mais praticada por aqui abaixo da linha do equador. Caso você já tenha feiro alguma reflexão, parabéns! Estás entre os poucos, ou quase nenhum.

Por exemplo, para que serve ou quais são os objetivos dos campeonatos realizados na periferia da cidade? Entenda nos bairros da nossa cidade? Tem servido para quê? Tem revelado bons jogadores? Tem dado oportunidade aos jovens que estão em início no futebol? Tem colaborado com a formação cidadã dos seus participantes? A mesma pergunta serve para reflexão do futebol praticado no Estádio Antônio Sereia, sob a tutela da Liga Valenciana de Futebol Amador. O que nós queremos com o futebol organizado em times aqui em nossa cidade a curto, médio e longo prazo. Quais nossas prioridades?

Por estas e por outras razões: Caso não tenhamos ainda resposta para estas perguntas. Creio que chegou a hora de fazermos coletivamente estas reflexões. Se não, poderemos faz parte de um velho ditado popular: Quem não para onde vai, qualquer lugar serve… esta é a minha opinião.