Hoje (01), Palmeiras e Bolívia realizam um duelo no Estádio Antônio Sereia em situações diferentes. O time do Bairro mais populoso de Valença, com autoestima elevada, pois venceu em sua estreia o Eterno Campeão – Valença Futebol Clube por três a 0 – diga-se de passagem, com muita autoridade. Acumula três pontos na competição e tem um saldo positivo de três gols. Um triunfo nesta tarde  com diferença de dois  gols,  o deixa o na primeira posição e na última rodada enfrentará o Ipiranga para consolidar a posição na tabela, lhe garantindo assim a vantagem de classificação direta para a semifinal.

O Verdão do Tento, na terceira posição no seu grupo (A), não começou bem a disputa. Com uma derrota e um saldo negativo de -2 gols e sabe da importância de pontuar, pois, na última partida da fase de grupos terá um confronto direto com o Tricolor da Matríz.

Palmeiras e Bolívia duas equipes iguais, porém muito diferentes no atual momento.

O Bolívia tem na individualidade e força do elenco seus pontos fortes. A qualidade individual de jogadores como Netinho, Elton, Alex e companhia, mostra a possibilidade de um time que joga em função das características destes atletas. Pelo lado do Palmeiras a situação é bem diferente. A derrota para o Ipiranga incendiou o vestiário. Diretores prometeram mudanças. Deverá entrar em campo com um time renovado. O entrosamento poderá ser um problema.

Mesmo sendo equipes com desnível técnico, tudo que envolve uma partida deste tamanho poderá trazer uma superação por parte do Periquito do Tento e fazer crescer o nível técnico neste confronto.

Por estas e por outras razões, antes de a bola rolar não tenho dúvida em afirmar que o favoritismo pende para o lado do Bolívia, entretanto, nada disto entrará em campo neste domingo (01), porque cada partida tem sua história. E a nova história de Palmeiras e Bolívia será reconstruída logo mais a partir das 16h00min. Em campo dois times de realidades diferentes, mas com peso das camisas no varal muito iguais. Vencerá quem conseguir resolver melhor os problemas que certamente surgirão no desenrolar da peleja.  Esta é a minha opinião, segue o jogo…


Esse manifesto vem em tempo, quando nosso colega foi atropelado ao pedalar em nossas estradas sem acostamento, sem infraestrutura ou apoio ao ciclista. E precisamos falar nisso, para não tapar o sol com a peneira e continuar pedalando sem considerar o óbvio: você poderá ser o próximo! Por mais que tenhamos cuidado, acessórios e horários diferenciados, não nos isenta do risco. Cabe ressaltar que mesmo as trilhas fora de estrada, muitas vezes passam antes em um trecho de estrada! Abandonar a bike não é uma possibilidade, então só resta a opção: lutar por estrutura, políticas de mobilidade urbana e pra isso… Mobilização!

Segundo Bernardo Toro mobilizar é “convocar as vontades em torno de uma causa comum”, então é preciso pensar sobre vontades e causas comuns: qual o seu propósito quando você sobe numa bike? Já pensou nisso? Existem causas comuns entre os grupos de ciclistas e pedaleiros ou o individual prevalece sobre as questões coletivas?

Ouço relatos sobre divisão de grupos de ciclistas nesta cidade: falta participação, integração (associativismo) e vejo, sinceramente, poucas iniciativas de inclusão e mobilização. Essas reflexões nos ajudaram a escolher outro caminho, centrando energia em ações destinadas às políticas que visam a segurança e estrutura para o ciclismo e, prioritariamente, a inserção de novos praticantes. Me surpreendeu, ao chamar de pedaleiro um rapaz que ia ao trabalho, de bike fixa, e ouvi do colega: “esse não tem nada de pedaleiro”. Ou seja, como disse Renata Falzoni (Bike é Legal), existem os que pedalam por opção e outros por falta de opção. Criamos assim… hierarquias! Inclusive entre experientes e iniciantes, pois a despeito da cooperação existente nos passeios, são exceção os eventos que buscam a difusão do esporte, principalmente, entre os que usam a bike como transporte. Será que estamos indo em direção à elitização?

Haveria uma certa alienação ao rodar em bikes caríssimas em uma cidade sem estrutura, acostamento e ciclovias, ou sem considerar a mobilização em torno de causas comuns? Às vezes o propósito de pedalar melhor, mais rápido, mais longe pode levar há uma competição exacerbada e a exclusão dos iniciantes. Vejo os recordes de trecho, os compartilhamentos de tempo e questiono se atingir um KOM[1] pode ser o único sentido do ciclismo? Respeito o desejo de progredir e melhorar sua performance porém, a competição nos distancia da cooperação e de um propósito maior: o fortalecimento do movimento ciclista. Talvez um dia tornemos a bike um meio de transporte viável e seguro.

Enfim, é neste contexto que surge o Karniça Bike, em meio a tantos outros grupos, para ocupar o segmento pouco explorado: o da inclusão e do fomento ao ciclismo. Como faz o Bike Anjo, queremos a inserção de novos, a valorização de todos os que pedalam, em qualquer bicicleta e mesmo com diferentes propósitos.

Nossa proposta, registrada nesse manifesto, é a de cooperar antes de competir, de incluir em vez de hierarquizar e lutar pelo desenvolvimento de estruturas para o ciclismo a partir da ampliação de praticantes e da mobilização em torno de causas comuns.

Reiteramos que, embora pouco lembrado, a bike é importante para um planeta sustentável: um meio de transporte ecológico e saudável. Nosso grupo tem como foco a difusão do esporte, a melhoria da saúde e a luta para que se torne meio de transporte. Priorizamos passeios inclusivos, a cooperação intra e intergrupal e a mobilização para a criação de estruturas para o uso seguro da bicicleta em nossa cidade e região.

Se há diferentes interesses no ciclismo, respeitamos quem pretende ser bruto ou galático, mas nossa prioridade são os peba, que apesar da simplicidade dos materiais, são essenciais para a ampliação e fortalecimento do movimento e consequente pressão por melhores estruturas.

A competição em nosso grupo é pessoal e o coletivo é sempre cooperativo. Aprender sobre a bike e buscar aperfeiçoá-la é importante, mas não é preciso de grandes investimos para alcançar nossos objetivos: simplicidade e companheirismo.

Fonte: Tarciso Botelho, ciclista do Karniça Bike.

Siga com a gente.

[1]     King of Montain (KOM/QOM) é recorde estabelecido pelo ciclista que usa o APP Strava em comparação com outros praticantes que usam o mesmo sistema.


Hoje o estádio Antônio Sereia, “santuário” do nosso futebol, abre seus portões para receber duas equipes classificadas antecipadamente (Bahia x Gandu), aliás, é bom lembrar que um dos adversários ainda nem estreou (Gandu). Talvez, aquele que não está acompanhando o campeonato fique surpreso. (Calma que eu explico: Flamengo, Skiva, Bahia e Gandu adversários da tarde de hoje (25) fazem parte do grupo B da competição). Ocorre que o Flamengo da Bolívia, correu, arredou pé. Surpreendendo a todos desistiu da disputa. Portanto, as três equipes da chave já estão classificadas, disputarão posições dentro da tabela.

Vamos ao jogo:

Qual a importância desta partida? Em princípio garantir a primeira posição no grupo que lhe dará o privilégio de ir direto para a semifinal. Outro aspecto interessante permitirá aos seus técnicos fazer algumas observações em suas equipes.

O Bahia da Baixa Alegre vem de uma derrota, o técnico Tony reconhece as fragilidades apresentadas e por isto fará algumas mudanças. Enquanto a equipe da cidade de Gandu estará realizando sua estreia e uma boa equipe é esperada. Quando representou o Palmeiras do Tento em outra oportunidade, o fez muito bem.  Por estas e por outras razões, o desportista tem motivos suficientes para comparecer ao Sereião nesta tarde chuvosa  de domingo. Esta é a minha opinião, segue o jogo…


 

…O meu time é a alegria da cidade, Maria Alcina, Jorge Bem e muita gente boa entoava esta canção em outras épocas. Seria esta música um clássico da musica popular brasileira? Tenho dúvida. Algo que me nego a afirmar.

Ipiranga e Valença, um clássico do futebol valenciano. Afirmo e reafirmo plenamente.

Fazer o gol é ir para o “Céu”. Levar o gol é um “Inferno”. Quando se trata de um clássico, ou melhor, um Derby do futebol valenciano, a situação se complica ainda mais, para quem leva o gol e  perde o jogo, vira um verdadeiro inferno astral.

Hoje (18), no Estádio Antônio Sereia, 16h00min, um confronto que os desportistas esperam há muito tempo. As equipes mais antigas do nosso futebol. Digo mais, duas das equipes mais velhas do futebol brasileiro. Exagerei? Não. Ambas foram criadas no início do século vinte.

Uma reflexão: O Tricolor da Matriz e o Canarinho da Vila Operária ainda são as agremiações que possuem mais torcedores? Ainda são apelos para o torcedor ir ao estádio? O mundo é uma bola. Gira, e a mudança é a única coisa permanente. Muda a toda hora. Assim também é futebol.

Valença e Ipiranga uma tradição e rivalidade histórica marcada por grandes duelos. As duas equipes são detentoras de maior quantidade de títulos. Os mais velhos não esquecem  as resenhas que marcavam esta grande rivalidade sadia, às vezes alguém perdia a linha.

 O Ipiranga vem de um triunfo sobre o Palmeiras e o Tricolor da Matriz foi goleado pelo Bolívia.  Como diz o poeta Carlos Drummond de Andrade, “futebol é assim, um dia a gente ganha, no outro a gente perde”.  Nunca é demais lembrar aos apaixonados pelo ”esporte bretão”, que se trata apenas de uma partida de futebol. A vida é muito maior.

Neste domingo, as duas equipes entram em campo em situações bem diferentes, o mais querido da Vila precisa provar ao seu torcedor que o seu triunfo na estreia não foi obra do acaso, e que tem time para brigar pelo título.  Vencer o seu maior rival lhe dá moral e mantem acesa a luta pelo título. O Tricolor da Matriz precisa dá a volta por cima e se livrar do inferno astral provocada pela estreia desastrosa do campeonato.  Vencer, vencer e vencer é o mantra. Perder significará continuar no inferno. O seu torcedor espera a provação na pratica de que ainda é o eterno campeão!

Por estas e por outras razões, são motivos suficientes para justificar a presença dos torcedores no Estádio Antônio Sereia. Esta é a minha opinião, segue o jogo…


Oh tristeza, me desculpe.  Já raiou o dia estou desvairado, sem rumo e sem direção. Confuso, sem saber para onde ir hoje à tarde. Motivo: o Sereião está vazio. Neste domingo não vai ter futebol.

Existem algumas coisas que não podem faltar aos domingos na vida dos brasileiros. Macarrão, Faustão, o Fantástico e futebol. Em um tempo muito distante seria acrescentado  missa dominical. Uma imposição do Estado.  Felizmente, o Estado hoje é laico. Considera que os assuntos religiosos devem pertencer à esfera privada do indivíduo. O Laicismo tolera a igreja, assim como outras crenças, em atendimento à diversidade.

Como para toda regra existe a exceção, algum leitor certamente não se enquadra neste contexto. Tens todo o direito a fazer suas escolhas.

De volta ao inicio do texto, hoje não tem futebol no Estádio Antônio Sereia por uma única razão, o Flamengo da Bolívia, digo o Flamengo de Carlos e Furo, resolveu desistir do campeonato. Que papel ridículo. Tiveram todo o tempo do mundo para tomar esta decisão, simplesmente melaram o campeonato, justamente já na quarta rodada resolvem desistir.

Recorro a uma linguagem do empreendedorismo. “Decisão gera decisão”. A atitude indecorosa dos dirigentes do rubro negro do Bairro mais populoso de Valença gerou impactos  em vários setores. Em primeiro lugar o torcedor está “P da Vida”, os vendedores ambulantes sabem que hoje não vai ter ninguém para comprar suas mercadorias, as emissoras não irão transmitir, os patrocinadores ficaram órfãos da divulgação dos seus negócios, os bilheteiros, maqueiros, os árbitros, assistentes e jogadores não terão suas gratificações, os bares no estádio estarão fechados. Caros leitores, perceberam o tamanho do estrago? Mancharam o melhor campeonato amador da Bahia.

Oh tristeza, me desculpe, os cartolas do Mengão pisaram na bola, mancharam uma história muito bonita. Seus pares dirigentes de cinco clubes (Bolívia, Bahia, Skiva, Ipiranga e Valença), pediram uma punição severa.  Por estas e por outras razões, espera-se que os dirigentes da Liga Valenciana  de Futebol  tomem as devidas providências  à luz do regulamento , com ética e respeito àqueles que amam o futebol. Esta é a minha opinião, segue o jogo…


Uma notícia pegou a comunidade desportiva valenciana de surpresa. A desistência do campeonato valenciano por parte do Flamengo da Bolívia. Quais as razões que levou o Rubro Negro se afastar? Em princípio, inclusive já de domínio público, foi ausência de dinheiro no caixa do clube. Aliás, é um problema que aflige todos os participantes. Cada um com sua dificuldade. Todos sabem o custo elevado para se manter uma equipe no campeonato local, principalmente quando ele permite a participação de atletas de qualquer origem.

O que tem intrigado as pessoas, é que os clubes eram sabedores antes do inicio da competição, e por que o Flamengo resolveu tomar esta decisão alguns poucos dias antes da quarta rodada? Será que o argumento dos diretores do time da Bolívia convencerá? Muitas perguntas que oportunamente deveremos obter respostas dos protagonistas deste episódio.

Decisões geram decisões. Quais os impactos desta atitude? Uma delas certamente será o enfraquecimento da disputa por tudo que o Flamengo de Furo já representa para o nosso futebol, como também o enfraquecimento da disputa dentro do grupo o qual o clube demissionário fazia parte, porque Skiva, Gandu e Bahia antecipadamente já estão classificados. Definirão apenas posições na tabela.

Os Clubes que participaram da reunião para avaliar o fato, Bahia, Ipiranga, Valença, Skiva e Bolívia, indignados recomendaram ao presidente interino (Antônio Cardoso), uma apenação de cinco anos fora do campeonato para a equipe infratora,

Por estas e por outras razões, o torcedor está na bronca agora espera-se que a Liga Valenciana tome as devidas providências à luz da verdade dos fatos.


Existem jogadores que atingiram os quarenta anos e ainda ultrapassam seus próprios limites e chagaram a atuar em  vários clubes, apenas para exemplificar: Marcelinho Paraíba, José Roberto, Túlio, Djalma Santos e etc., mas é também verdade que são muitos que são obrigados a parar precocemente, pouco depois dos trinta, se vêem obrigados a baixar de escalão ou, até a abandonar as carreiras. Realidade que também se aplica ao futebol amador.

 No campeonato intermunicipal, aqui na Bahia, são vários os atletas que ainda não sentem suas chuteiras cansadas e desfilam em diversos gramados.

No último domingo (04), pude presenciar na Praça esportiva da Urbis em jogo válido pela Copa de Futebol Master, um incansável “jovem” de 55 anos. Agamenon, parecia um menino correndo atrás da pelota. Desafiando o  seu tempo biológico se movimentava em todos os espaços, apoiando seus companheiros na defesa e no ataque. Jogou até os 30 minutos do segundo tempo. Saiu não por cansaço, e sim por uma opção tática. Afinal seu time era, e foi o vencedor da peleja.

Ao final da partida, atendendo ao apelo da minha curiosidade, perguntei-lhe: qual o segredo de tanta vitalidade? Obtive como resposta, “o segredo é deixar de  beber, não fumar, dormir e acorda cedo e se alimentar corretamente”.  Por estas, e por outras razões que o exemplo seja seguido por jovens e veteranos.  Segue o jogo, meu caro leitor..